(agradecimentos para

Como se organiza um texto de agradecimentos? Profissional e comercialmente, faz mais sentido começar pelos patrocinadores. Pensei bem e conclui que meus patrocinadores, por muita sorte minha, são empresas dirigidas por pessoas benignas e com qualidades humanas únicas. Entenderão que eu não comece por eles.

Começo por Mamas and Papas (mais especificamente, Mama, Papa e sua descendência). Sem meias palavras, meu patrocinador principal é e sempre foi a Fundação LilaeMoacyrCoutinho, também conhecidos como meu pai e minha mãe. Foram eles que aplaudiram meus sucessos, que pagaram passagens e estadias (quase sempre), que me deram dinheiro de premiação (sem sacanagem: meu pai me deu, o ano passado, US$200,00 a mais para “quem vencesse o campeonato”. Ora, vamos, isso é ou não é apostar em mim?), que assistiram o que conseguiram entender e que se indignaram com oportunismo e vampirismo de empresas que no passado se aproximaram com promessas de apoio e me extorquiram trabalho gratuito. Foi minha mãe que, indignada, me instruiu a dizer “diga ao (fulano, de uma empresa pouco idônea) que você não precisa do dinheiro sujo dele, que você tem pai e mãe e seu talento vale mais”.

Sei lá onde anda o fulano. Sei que continuo trazendo bonitas medalhar brilhantes para os almoços de domingo na casa do Mauro (irmão mais velho).

Os únicos registros realmente profissionais que tenho da minha performance foram feitos pela minha irmã, Lena, a melhor fotógrafa que conheço. A mesma que me gritou um “filha da puta!”, chorando, quando quebrei o recorde inter-federativo de agachamento em 2011.

A última pessoa de quem me despedi, que me levou ao aeroporto e me acompanhou em todos os preparativos finais para a competição foi meu irmão Laerte.

Minha filha, minha sábia filha, sempre entendeu e admirou minha entrega e paixão incondicional pelo powerlifting.

Meus sobrinhos são super apoiadores e uma acaba de me dar uma Victoria no dia da minha vitória: nasceu mais um bebê para nosso clã. Victoria, a famosa “irmãzinha” (até anteontem ninguém sabia o nome, era apenas a “irmãzinha”) da Natália, a pequena guerreira viking.

Há alguém que não posso agradecer, pois seu corpo físico morreu há muitos anos. No entanto, é o sangue e alma forte dela que levantaram os pesos vitoriosos e recordistas sobre meus ombros, sobre meus braços e abraçados por minhas mãos: minha avó. Foi sua vontade indomável que resistiu à dor intensíssima e agarrou a vitória para si. Seu nome era MARIA – que não seja esquecido nunca. Ela vive dentro de mim, e, depois de mim, em minha filha e mais 20 descendentes. MARIA nunca me viu levantar pesos com olhos terrenos, mas cada um de meus levantamentos é e sempre foi dedicado a ela.

A categoria seguinte é a dos amigos-irmãos. Sábado, horas antes de eu embarcar, André passou lá em casa com a Karin. É uma tradição: ele é a última pessoa que vejo antes de sair do país, sempre. E é a pessoa que está do meu lado durante a preparação inteira.

Foi um ano difícil, estranho, emocionante e surpreendente. Perto de mim, sempre o André e o Diego.

Pertíssimo e fundamental, Claudio, sem o qual, quase tudo que levou a nossa representação aqui no campeonato mundial da IPL não seria possível.

Pairando sobre a grande irmandade e um híbrido de família e tudo mais, os Koprowskis, esta ano uma unidade a menos. Sei lá, nunca sei o que existe e o que não existe e acho que só saberemos mesmo no teste final, que é morrer. Mas o que quer que role depois disso, espero que o brilho da minha medalha ilumine a saudade que todos temos de Anna Maria, que tanto me apoiou por tantos anos, como Eugênio e Rodrigo. Bem, o almoço de rim ao vinho está garantido: venci o campeonato, motivo para empenho na comemoração gastronômica.

Minha sobrinha adotada Ju e sua família estão sempre no coração.

Marcão, que tão frequentemente é tomado como meu irmão de sangue (não há como negar que somos parecidos mesmo), e sua família são quem quero abraçar logo menos.

Amigos queridos, antigos e novos, como Leonardo Caramori, Cesar, Felipe Gonçalves, e toda a galera que chegou até mim pelo powerlifting, Tiagos, Thiagos, Debora, Joel, Dondo, Monica, Silas, Carlos, Marcelo, Erica, Gabrieis, Hugo, Felipes, Alexes, Danieis, Denisis, Edus e tantos outros estão sempre na lembrança. Impossível citar todos.

A lista dos de fora do Brasil é imensa e não faz sentido citá-la aqui. Não são menos queridos.

Vem agora uma categoria que ocupa um lugar intermediario. Onde colocar o Rodolfo? Sim, ele é meu nutricionista, mas antes disso era e é meu amigo, meu irmão de irmandade, como Waldemar.

Não muito diferente é o Rafael Knack, que vibrou tanto quanto eu lendo meu último exame de sangue. Graças a ele, nunca estive tão saudável na vida. O caminho para chegar nisso, no entanto, foi incrível, sensacional e publicável: testamos e descobrimos coisas juntos.

E João Cozac? Meu psicólogo esportivo, com certeza. Mas depois de dois artigos em co-autoria e do meu prefácio em seu livro, acho que somos mais que isso.

Fabiano Rebouças me acompanha há 10 anos, enfrentou comigo lesões tramáticas louquíssimas e crônicas previsíveis. Foi a voz serena e firme que me garantiu que estava “tudo bem” – a mim, aquela paciente que ele define como ao mesmo tempo a melhor e a pior (o atleta), pois para recuperar-se cumpre ordens das mais difíceis, mas se tiver que se abster de treino e competição, simplesmente desobedece.

Johnny é o ultimo da turma, meu fisioterapeuta mágico que conserta lesões de todo tipo.

Comum entre todos eles: o afeto e a fé em mim. Todos estes profissionais, além de investir sua expertise na minha performance, acreditaram em mim. Essa vitória é em boa parte deles. E cada um merece um artigo especial.

Os patrocinadores são fundamentais. Poucos, mas fundamentais: a FAST Nutrition, que vi nascer, esteve o tempo todo do meu lado. Apoiou todos os meus projetos e se não apoiou mais é porque não tem ainda o tamanho que permite isso. Tenho todos os suplementos de que necessito, tenho apoio aos projetos da minha entidade, a Aliança Nacional da Força, e sempre que dá, tenho apoio para minhas viagens competitivas.

Já em andamento está minha parceria com a Tribo Equipamentos e vejo nela um futuro brilhante.

A SUUM sempre esteve comigo, salvando a pátria em situações de perda inevitável de eletrólitos.

Agradeço a presença na minha vida e o apoio dos meus alunos e atletas. Sem eles, minha arte, o powerlifting, motivo da minha existência e felicidade, seria cheia de buracos de sentido e significado.

Finalmente, agradeço a International Powerlifting League (IPL), a organização mais organizada, séria e rigorosa que conheço, e ao mesmo tempo povoada pelas pessoas mais tranquilas e agradáveis, coisa que ainda não consigo entender direito (eu, por exemplo, sou, sem modéstia nenhuma, muito competente, mas em compensação sou uma chata autoritária, cínica e intolerante).

Agradeço provavelmente a mais gente. Sei que vou lembrar depois e me sentir culpada de não as ter incluido no relato. Mas sou grata (se é que isso faz sentido) ao acaso, por causa do qual continuo viva e vivendo meu profundo e eterno amor pela grande arte do POWERLIFTING.