Me perguntaram o que eu queria para este “novo ano” (pós aniversário). Pensei e achei:

– quero que meus alunos (vale para os clientes de projetos) fiquem 150% satisfeitos com meu trabalho. Os 100% são o mínimo que espero de mim. Os 50% a mais são aquele sangue extra que dá o brilho e do qual vem a exclamação “esse curso mudou minha vida” ou “esse livro acrescentou muito”

– quero que meus parceiros ganhem muita grana nos nossos projetos colaborativos e fiquem cada dia mais contentes em trabalhar comigo

– quero que pessoas que necessitam de uma ilustração prática sobre maneiras de administrar certos problemas da vida e da saúde vejam minhas vitórias e meus recordes e tenham insights. Espero que continuem partilhando isso comigo: “quando vi você no pódio, também vi um caminho para enfrentar minha doença”

– quero que meus atletas conheçam e reconheçam na ANF um ambiente limpo, solidário, bem regrado, transcendente e mágico para a prática e competição de powerlifting e que nele se superem, quebrem recordes e se tornam os homens e mulheres mais fortes do Brasil

– tenho outros desejos que dependem menos de mim: quero ver meus pais felizes e curtindo a vida, meus irmãos viajando nos projetos deles, bem sucedidos, minha filha conquistando as coisas dela.

Parece ser a coisa mais altruísta do mundo a se dizer, não parece? Mas não é: no primeiro item, o desejo implica o meu sucesso profissional, meus cursos, livros e projetos bem sucedidos. É o outro lado de se dizer: desejo sucesso nas minhas empreitadas. No segundo, é o mesmo que dizer: quero ganhar muito dinheiro. Ora, se meus parceiros ganharem muito dinheiro em projetos colaborativos comigo, obviamente eu também ganhei. No terceiro, se as pessoas necessitadas de uma ajuda para achar caminhos encontrarem uma perspectiva no meu pódio, é o mesmo que dizer que eu quero os pódios e recordes para mim. No quarto, ao desejar o melhor aos atletas da ANF, eu desejo um ambiente propício para que eu possa praticar a minha arte, a minha forma de entendimento e tradução do mundo, aquilo que eu mais amo.

Meus pais e família, bem… deles eu preciso muito mais do que eles de mim.

No fim, não há altruísmo em nada disso. É que os meus sonhos dependem em muito da felicidade alheia.