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  • O que aconteceu, gente? Estou lendo aqui protestos feios contra uma invasão à uma igreja no RJ. Se foi isso mesmo que a imprensa relatou, achei muito ruim. Invadir a igreja “em protesto contra séculos de opressão”?? Não faz sentido… Nenhum, aliás. Do ponto de vista histórico, é errado e estreito. Do ponto de vista antropológico, é sem sentido. Eu queria alguma notícia concreta de quem participou…
     ·  ·  · Saturday at 7:40pm

      • Iara Paiva Uma amiga lá do Rio disse que isso aconteceu mesmo, e que foi bem chato, mas ela não sabe dizer qual a posição da organização sobre isso.

        Yesterday at 7:23am ·  ·  1
      • Marilia Coutinho Uma amiga do Rio disse que rolou, sim, mas ela não sabia detalhes. Um amigo católico está tão indignado que não quer nem ouvir falar do movimento. É esse tipo de atitude idiota que dificulta a construção de alianças políticas de boa qualidade…

        Yesterday at 10:12am ·  ·  5
      • Iara Paiva Eu acho bem chato. Aqui em SP vi uma galera dasCatólicas Direito de Decidir, então acho que a articulação com quem se declara religiosa é maior – e consequentemente o respeito também. Essa minha amiga disse que ficou tão consternada na hora que se afastou e pensou em ir embora, até porque até então, estava tudo bem. Eu não gosto de julgar sem saber o que está acontecendo, mas fiquei sem entender o sentindo disso.

        Yesterday at 10:22am ·  ·  3
      • Marilia Coutinho Exatamente, Iara, por isso é que estou perguntando aqui. O máximo que pude fazer foi dizer ao meu amigo que sentia muito pela dor que ele, como católico, como pessoa que ama aquela igreja (ele tem uma relação com o espaço, meu deus! isso precisa ser respeitado!), sofreu. Acho inadmissível ir atropelando a cultura alheia assim, de graça.

        Yesterday at 10:25am ·  ·  3
      • Iara Paiva O problema principal é esse, né? De graça. Se houvesse, naquele momento, um embate que justificasse o enfrentamento. Mas longe disso. Não entendo mesmo.

        Yesterday at 10:28am ·  ·  1
      • Talita Rodrigues da Silva Só ouvi sobre isso ontem à noite,Marilia. Também não sei o que levou a manifestante a tomar tal atitude. Teríamos de ouvir a versão dela. Se ela estiver por aqui, será bem-vinda, claro! De todo modo, sempre acho desagradável qualquer ato de desrespeito a ideologias alheias ou a entidades, até porque acredito que ninguém aqui seja contra a religião x ou y, mas sim contra o Estado não ser laico. Nosso problema é com o Estado, com o partidarismo religioso e não com as vivências religiosas ou com a pessoa religiosa do Papa, por exemplo. Uma das marchinhas que nós cantamos ao longo da manifestação era: “O aborto seria legal e seguro, legal e seguro, se o Papa fosse mulher, se o Papa fosse mulher, o aborto seria legal e seguro (..)” Mas aí fica evidente que o Papa é só uma metonímia da opressão cristão-religiosa em relação à mulher, entendida sempre como inferior ao homem, já que esta seria oriunda da costela torta. Bjks e obrigada por trazer o tópico.

      • Marilia Coutinho Então, pois é… Entendo que a gente precisa se policiar com relação a essas identificações. Me lembro de uma vez em que fiz um discurso inflamadíssimo contra o islamismo. ERRADO! Por mais horror (infinitamente pior do que a rejeição que tenho pela direita católica) que eu tenha à teocracia muçulmana, não tenho direito de misturá-lo com uma atitude contra uma religião. Também tenho horror quase alérgico à Igreja Universal do Reino de Deus, o que não quer dizer que eu condene alguém que abrace uma perspectiva evangélica (ainda que eu não a partilhe). Invadir uma mesquita porque o Talibã é inaceitável seria a minha versão nojenta do que ouvi sobre o RJ.

        Yesterday at 11:20am ·  ·  3
      • Maria Júlia Montero Acho que temos que respeitar sim, mas não vamos esquecer que a Igreja Católica é um dos maiores entraves para a legalização do aborto no Brasil. Então, invadir uma igreja não necessariamente é um ato de ódio àqueles que são católicos, mas sim um ato simbólico contra uma instituição extremamente retrógrada (ou seja: machista, racista, lesbo/trans/homofóbica…). Acho que antes da gente julgá-la, é preciso saber o que aconteceu, antes de afirmar que ela simplesmente “fez um discurso inflamadissimo”.Não sei o que aconteceu no Rio, mas acho que podemos guardar as pedras se não sabemos o que aconteceu, pq aconteceu etc – aliás, quem sabe não podemos guardar as pedras para a própria Igreja, né?

        23 hours ago ·  ·  3

         

      • Marilia Coutinho Discordo quase que 100%. “Guardar as pedras para a Igreja?” Um pouco de compreensão histórico-cultural da religião iria bem aí. Esse nível de desrespeito autoritário é o que destrói um movimento que deveria cuidar de seu aspecto ecumênico. Um feminismo que exclui alianças desse tipo me exclui – a mim e a tantas outras vozes que até hoje estiveram para somar. Eu repudio o ato a priori, sim. Quero ouvir a explicação, mas isso não significa que ela justifique, em hipótese alguma, a invasão de um templo religioso, seja ele qual for. Enquanto a fração católica da teologia da libertação tem centros de apoio a mulheres estupradas e submetidas a aborto (sim! aborto é traumático pacas!), os imbecis do PSTU, machistas como sempre, fazem a brilhante proposta de criar “grupos de apoio às vítimas de estupro” EM VEZ DE reprimir o estupro. Ah, tenham paciência!!! Tudo tem limite!! Antes de mais nada é preciso saber construir agendas e alianças. Eu (e milhares de outros) apoio este movimento pelo consenso de se opor à violência sexual e por defender o direito inquestionável de qualquer um (independente do gênero ou idade) de se trajar como quiser sem ser importunado. Enfiar aí dentro outras agendas é mais um exemplo do autoritarismo e sectarismo que sempre acabam estragando tudo.

        22 hours ago ·  ·  2
      • Maria Júlia Montero Desrespeito autoritário? Por favor, menas, beeem menas. Alguém lembra do vídeo dos pró-vida que quase passaram em cima da guria com um cartaz pró-aborto?Estou falando da IGREJA CATÓLICA, INSTITUIÇÃO, não dos católicos em si, e nem da teologia da libertação. Aliás, a teologia da libertação foi expulsa da igreja, então, um pouco de “história” pra você também iria bem.

        22 hours ago ·  ·  2
      • Maria Júlia Montero Quanto drama, a Igreja Católica é um dos MAIORES entraves pra luta das mulheres, eu lá vou ficar com dó de igreja ser invadida por feministas? Tem q invadir mesmo, invadir não é depredar!

        22 hours ago · 
      • Maria Júlia Montero ‎”aborto é traumático pacas”. Já li relatos de gente que nem ligou quando fez aborto. Ele não é necessariamente traumático, e a mulher não necessariamente entra em crise pq fez um aborto.Mas isso é história pra outro post…

        22 hours ago · 
      • Marilia Coutinho A partir desse momento, estamos em trincheiras opostas. Não vejo nenhuma diferença entre você e meus algozes. Ou qualquer estuprador. A MINHA HISTÓRIA é essa, é o que me fez feminista, e o que torna você minha inimiga. Não, a teologia de libertação continua firme e forte como fração católica. http://sistersteel.livejournal.com/57603.html

        sistersteel.livejournal.com

        A despeito das releituras e críticas às estratégias políticas adotadas pelas div…See More
        22 hours ago ·  · 
      • Maria Júlia Montero Você não vê diferença entre mim e um estuprador? Velho, honestamente, acho que você precisa rever alguns conceitos. Desde quando ter uma opinião a respeito da igreja católica é ser igual a um estuprador? Se situa, guria!E a teologia da libertação não deixou de ser católica, mas foi expulsa DA INSTITUIÇÃO IGREJA. Você não consegue ver diferença entre RELIGIÃO E INSTITUIÇÃO RELIGIOSA?

        Se não, você é só mais uma ignorante! Quanto drama, e que exagero! Nunca compararia uma mulher a um estuprador, por mais discordâncias que eu tenha dela!

        22 hours ago · 
      • Maria Júlia Montero Eu não vejo diferença entre a INSTITUIÇÃO IGREJA e estupradores porque elas ACOBERTAM MILHARES DE ESTUPRADORES, são contra o aborto INCLUSIVE EM CASOS COMO O ESTUPRO, e acobertam um bando de pedófilos!!Então, se situa, guria! Vai estudar e depois você vem discutir, pq o que você comete é estupro mental!

        22 hours ago ·  ·  1
      • Marilia Coutinho Estudar??? HAHAHAHAHAHHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHAHHAHAHAHAH

        22 hours ago ·  ·  1

         

      • Marilia Coutinho ‎Talita Rodrigues da Silva Vevê Mambrini Jeanne Callegari – com esse nível é impossível. Não dá, gente. Tou fora. Como diz a Vevê, mais um “estudo de caso”. Essa coisinha aí em cima me mandou estudar, não é divertido?… Ah, gente, paciência tem limite. Usem essa situação para refletir sobre a construção da agenda. Pra mim deu, não tenho saco de bater boca com mocinha recem formada que tem 20 anos pela frente para poder falar coisa com coisa.

        22 hours ago ·  ·  2
      • Maria Júlia Montero Que nível? O seu, de comparar uma feminista a um estuprador só porque ela não tem apreço nenhum pela igreja católica?

        22 hours ago ·  ·  2
      • Maria Júlia Montero ‎- gente, a igreja católica é contra aborto inclusive em caso de estupro e tal- ai, sua estupradora, vc desrespeita a religião, ó meldels!!!

        oi?

        22 hours ago · 
      • Jeanne Callegari Gente, eu não fui na Marcha de São Paulo. Também não estava sabendo do ocorrido no RJ. Mas discordo sim de invasão a Igrejas, pelo menos nos termos que foram ditos aqui.Marilia, um dos problemas que a gente enfrenta quando tenta se organizar de forma diferente, mais horizontal, em um movimento sem líderes, é que perde-se o controle sobre as ações individuais dos participantes. Quando eu ia na Bicicletada, por exemplo, 98% das pessoas eram sossegadas, mas sempre tinha um grupinho testosterona que xingava pedestres na rua, criava treta com motoristas… A gente reprimia na medida do possível. Com a Marcha é a mesma coisa, sabe? Não existe uma agenda central. As mulheres se unem em torno de um objetivo comum, mas são diversas as visões, diversos os conceitos de feminismo. Eu considero isso um avanço em relação a formas antigas de se organizar politicamente, formas centralizadoras e hierárquicas, mas isso acaba abrindo espaço para esses conflitos. Porque não fi algo combinado entre as Marchas, sabe? Foi algo que ocorreu lá na hora e que, por ser um movimento horizontal, fica difícil reprimir. Pois quem irá reprimir, se não há líderes?

        21 hours ago · 
      • Camila Conti a gente não pode invadir igrejas, mas eles invadem o direito ao nosso corpo todos os dias. controverso não?

        21 hours ago ·  ·  2
      • Camila Conti não vou me esquecer jamais de dois cartazes que vi na marcha de sp. Um era: “Igreja, sai deste corpo que não te pertence” e o outro era “Mantenham seus rosários longe dos meus ovários”. Achei genial.

        21 hours ago ·  ·  1
      • Talita Rodrigues da Silva Então, eu não sei realmente o que ocorreu para que esta manifestante desejasse agir de tal forma. Só sabendo a versão dela poderíamos emitir algum juízo de valores. Alguém aqui viu ou conhece quem viu o que houve? Pelo que sei, a Marcha no Rio de Janeiro ficou meio tensa em alguns outros momentos. Como a Jeanne disse, a gente precisa entender que são várias mulheres com vários interesses, que estão reunidas ali. Ou seja, não desista de nós, Marilia, please! ♥ Como muita gente já sabe aqui, eu sou ateísta e tomo o Estado laico como uma luta pessoal porque reconheço que ela perpassa a legalização do aborto. Contudo, eu jamais apoiaria uma atitude descabida de desrespeito às ideologias alheias, como invadir uma igreja para pregar o aborto. Não é lá na igreja, no templo ou na mesquita que temos de falar, é no Congresso. Não me importa a fé alheia. Importa-me garantir que o Estado seja laico. Desculpe-me quem apoia ataques à igreja x ou y, mas isso é o mesmo que atacar e/ou julgar a Fulana que proferiu um discurso machista, não me satisfaz. É pouco, medíocre. Eu miro alto, em sistemas de poder e não em representantes de poder. Não me importa, de fato, o que o Papa pense sobre a pílula do dia seguinte e/ou o aborto. Não me importa o que o Edir Macedo acha da virgindade. Importa-me que o Estado garanta que o aborto seja legal e seguro e que a mulher não seja julgada moralmente a partir de sua vida sexual, que os homens entendam que não há mulheres estupráveis e assim sucessivamente. Não vejo, portanto, nenhuma razão lógica para que ataquemos a igreja x ou y. Vamos atacar, sim, mas são essxs partidárixs que entraram no Congresso como se Deus, seja lá o que for, lhes tivesse passado alguma procuração. Isso é errado, absurdo!

        21 hours ago ·  ·  5
      • Vevê Mambrini Ser a favor de um estado laico e da autonomia da mulher sobre o próprio corpo não tem NADA a ver com invadir igrejas. Queimar um carro vai resolver o problema da carrocracia? Vai fazer o governo repensar o modelo econômico para dependermos menos de carros para a economia funcionar? Não, óbvio. Se realmente houve invasão, é tosco, infantil e não tem nada a ver com meu feminismo.Marilia Coutinho, a Jeanne Callegari expressou bem o que eu sinto sobre movimentos horizontais. Pra piorar, você deu azar de topar aqui com uma debatedora que não argumentou à sua altura… dose.

        Meu grande medo e cuidado é para nunca ultrapassar a linha de oprimida diretamente para a de opressora. É bem mais fácil do que a gente imagina.

        21 hours ago ·  ·  3
      • Jeanne Callegari Vevê, não acho que seja tão fácil passar de oprimida a opressora… Por mais invasões que as pessoas fizessem a igrejas, isso não diminuiria o poder que elas têm de interferir na vida das pessoas. Queimar um carro não colocaria ninguém na mesma posição de poder de uma montadora. Porém, há que se pesar isso com a questão estratégica, e a questão de ofender outras pessoas. Acho que o nosso debate é mesmo no Congresso. A gente nem tem que debater com as igrejas, pois a luta é que o estado seja laico.

        21 hours ago ·  ·  1
      • Vevê Mambrini Minha frase foi infeliz. Não quis dizer no sentido de uma relação direta. Hora estamos como oprimidas, hora como opressoras – sobretudo nós, que somos de uma elite branca com uma porção de privilégios. Me expliquei melhor?Quanto a questão de ofensas individuais e choques sociais que alguns tipos de protestos extremos causam, eu simplesmente acho desnecessário, sabe? Porque tem pouco ou nenhum efeito. A não ser em raros casos, em ações de efeito simbólico e artístico, bem pensadas e posicionadas.

        21 hours ago · 
      • Jeanne Callegari Sim, sim, concordamos. Só quis pontuar que a relação permanece desigual. :)Eu acho que a primeira coisa que a gente tem que pensar é na estratégia. Esse tipo de ação comunica. Que tipo de mensagem estamos querendo passar? Não acho que a gente deva ser feminista boazinha e doce o tempo todo, mas tem coisas que simplesmente não ajudam, né. Além de serem ofensivas.

        21 hours ago · 
      • Maria Júlia Montero Gente1) “não debateu a altura”. Eu coloquei argumentos políticos, coloquei minha opinião, e o que recebi como resposta foi “você é igual a um estuprador”. Em que momento isso é debater com nível?

        2) “. Não me importa, de fato, o que o Papa pense sobre a pílula do dia seguinte e/ou o aborto. ”

        Que bom, eu tb não me importo com o que o Papa acha pessoalmente. Mas me importa o fato de a Igreja Católica ter poder sobre o Estado, que de laico não tem nada. Isso sim me importa! Pq a Igreja, a bancada evangélica (e outros) tem poder de pressionar o poder público, e ISSO SIM ME IMPORTA.

        Dizer que “invadir não resolve”: realmente, a ação da menina provavelmente foi resultado mais de espontaneísmo que qualquer coisa, e isso é ruim quando se está num coletivo (me falaram que a polícia foi acionada, aí isso podia ter dado problemas pras outras pessoas da marcha), mas acho que cair nisso de “invadir não dá nada” não dá certo, pq até aí, na prática, ir pra rua gritar dá em quê?

        Não dá pra ser tão “literal” nisso.

        Agora, independente do debate, não venham me dizer que “não respondi à altura”. Simplesmente coloquei minha opinião e fui chamada de ESTUPRADORA. Chamar alguém disso não me parece “debater com nível”.

        20 hours ago · 
      • Maria Júlia Montero E, como a Jeanne disse, queimar o carro não te faz um capitalista dono de uma montadora. Invadir (e não depredar) não te faz uma opressora. Daqui a pouco vão dizer que bater num homem que te agrediu te faz uma odiadora de homens.Menos relativismo. A opressão sofrida pelas mulheres é MATERIAL. Mulheres ganham menos, mulheres são espancadas, estupradas, e invadir uma igreja não muda essa situação (não as transforma em opressoras).

        20 hours ago ·  ·  1
      • Maria Júlia Montero Daqui a pouco vai chegar no nível de “fazer greve vai levar a algo”??
        Dependendo de um contexto, o protesto leva a queimar ônibus/carros etc. ÓBVIO que não é o caso aqui, mas há lugares em que isso é necessário, e não é culpa dos manifestantes.Quando alguém é morto na periferia, a galera monta o caos, queima busão etc, e isso é pra incomodar mesmo, é pra mostrar pros governos: olha, se vocês continuarem matando os nossos, nós vamos partir pra ação. E isso é somente uma das 3408340 formas de fazer pressão. Novamente: não é o caso da marcha das vadias.

        20 hours ago · 
      • Maria Júlia Montero ps: depredar igreja tampouco te faz de opressora, mas a discussão é outra (e não, essa afirmação não quer dizer que eu acho certo sair depredando igreja, qdo eu quis dizer jogar pedras foi no sentido figurado, assim como fizeram com a menina do RJ, jogaram pedras não no sentido literal – melhor explicar antes que alguém fique de mimimi)

        20 hours ago · 
      • Talita Rodrigues da Silva ‎”Que bom, eu tb não me importo com o que o Papa acha pessoalmente. Mas me importa o fato de a Igreja Católica ter poder sobre o Estado, que de laico não tem nada. Isso sim me importa! Pq a Igreja, a bancada evangélica (e outros) tem poder de pressionar o poder público, e ISSO SIM ME IMPORTA.” Então, o erro não é existir religiosos ou instituições religiosos, mas que o Estado seja gerido por eles. Religião, fé, sempre vai existir, e cada um(a) deve ter o direito de aderir a dada ceita. O que não podemos permitir é que grupos religiosos controlem nosso corpo político, percebem a diferença? Por isso digo que minha luta é pelo Estado laico e não contra religiões. O que eu acho é que invadir uma igreja não resolve, de fato, o nosso problema. O que vc cita no caso dos ônibus é uma forma de mostrar poder simbólico, só que nós não temos esse poder simbólico. Sinto muito, mas, mesmo que quiséssemos acabar com as religiões do Brasil, não poderíamos. Isso seria o mesmo que brigar com moinhos de vento, infrutífero e sem sentido.

        20 hours ago ·  ·  1
      • Janaína Leslão bom, não vou ler todos os comentarios. Mas li em alguns sites de notiícias (tipo G1 e cia) que ninguém invadiu igreja nenhuma. Que a manifestação passou no pátio de uma igreja e tava tendo uma missa. As pessoas da missa se revoltaram porque tinha mulheres com o peito nu. Ai teve uma certa confusão!!! Gente, a mídia (a a gente) a-do-ra “contar um conto e aumentar um ponto”! Não vamos cair na armadilha de divulgar eventos contraditóiros.

        19 hours ago ·  ·  2
      • Bianca Cardoso Pelo que sei rolou mesmo uma invasão e tinha uma galera saindo da missa. Achei totalmente desnecessário, até mesmo sem-noção. Mas acho que a organização não apoiou esse tipo de ação, o problema é que o movimento de turba é muito foda. Aqui em Brasília a gente teve problema com um agressor no final da marcha, aí a galera jogou paus e pedras nele. Porra, não pode responder com violência. Depois teve um monte de gente que chamou ele de “filho da puta”. Porra, nós somos putas, helllooooo! Então eu acho que rolou isso no Rio, movimento de alguns que acabou virando confusão.

        19 hours ago ·  ·  3
      • Talita Rodrigues da Silva Pelo que sei e agora está sendo noticiado, a invasão ocorreu: http://videos.bol.uol.com.br/#view/manifestantes-sem-roupa-tentam-invadir-igreja-no-rio-04020D983568C4C12326&tag/1815|band e http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/05/marcha-das-vadias-tem-tumulto-em-frente-igreja-em-copacabana.html. Só posso tietar mais uma vez aBianca ♥. Eu acho que uma das grandes forças do nosso movimento é o protesto pacífico e irreverente/lúdico. Precisamos ter em mente que estamos lutando, em última instância, por uma cultura de paz para toda a sociedade. E, se forem xingar um homem, favor, adotarem o “filho de um machista”. O feminismo agradece, hehe. 🙂

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        18 hours ago · 
      • Bianca Cardoso ‎Daniela Montper e Bárbara Araújo Machado vocês sabem explicar melhor o que rolou no Rio nessa invasão da igreja?

        18 hours ago · 
      • Daniela Montper Então, Bianca, a organização não programou nada disso, íamos passar pela rua e nem iríamos parar na igreja, mas chegando lá a galera viu um cartaz imenso do Papa e começou a protestar em frente a igreja e alguns foram para as escadarias ficando virados para a rua, até que duas manifestantes, que não sabemos quem são e que estavam com véus e com os seios de fora, entraram na igreja (não gosto de dizer invadir porque igreja é espaço público e as portas estavam abertas, para invadir teriam que estar trancadas), entraram e saíram em segundos, e isso revoltou mais ainda quem estava na missa e saíram mais pessoas xingando e empurrando os manifestantes, o que levou a bate-boca, até que a polícia chegou e jogou gás de pimenta e algumas pessoas da igreja começaram a empurrar mais manifestantes das escadas – uma senhora sujou a mão na tinta de uma das pessoas que ela empurrou e ficou falando que foi ferida, a gente até mostrou pro guarda que era tinta então ele só pediu pra gente descer porque tinha gente se exaltando demais de ambos os lados e isso poderia piorar, então a gente foi tentando acalmar a galera pra que descesse – o que foi difícil com a galera de igreja xingando de sodoma e gomorra e outras coisas mais. Enfim, o que era pra ser um protesto bonito e pacífico contra um órgão tão opressor às mulheres acabou gerando confusão por parte de alguns gatxs pingadxs, mas que foi logo resolvida e o pessoal seguiu na marcha tranquilamente.
        Será um ponto a ser trabalhado nas próximas marchas porque lutamos contra a violência, então teremos que aprender a lidar com as manifestações espontâneas de quem estiver na marcha para que não gerem conflitos, pois não queremos ser lembradas por isso.

        17 hours ago ·  ·  5
      • Bianca Cardoso Super obrigada pelo relato, Daniela. Imaginei mesmo que foram alguns poucos e aí turba ficou enlouquecida. No caso do agressor em Brasília que relatei aí em cima espero que a galera também sente e repense algumas coisas. Porque as próprias mulheres da comissão de segurança acabaram dando muita trela para o cara. Depois de encurralado e do buzinaço no ouvido, o melhor eu acho seria ignorá-lo e seguir a marcha, mas teve gente que jogou pau e pedras, nada a ver. O cara foi detido pela polícia. Aqui as fotos do momento: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=361864513877931&set=at.361827190548330.85528.100001631566427.1298805447.100000239885739.100002019905959.1370125695.1752742247.100001011229756&type=1&theater

        17 hours ago ·  ·  1
      • Maria Júlia Montero Talita, ninguém está pregando o fim das religiões o.õ eu só falei da Igreja enquanto instituições, outras pessoas q disseram q eu queria o fim dos católicos ou coisa parecida.

        16 hours ago · 
      • Maria Júlia Montero ‎*enquanto instituição, não instituições.

        16 hours ago · 
      • Talita Rodrigues da Silva Obrigada pela explicação, Daniela, e não resisto ao lema: _Ui, Sodoma e Gomorra pega eu! hahaha. Mas, Maria Júlia, eu também não disse que vc estava pregando o fim das religiões. Só disse que, MESMO que alguém (um ser hipotético) quisesse algo do tipo, isso seria inviável. Ou seja, realmente, acho que devemos voltar nossos olhares a esferas de poder mais altas. Entendi, sim, seus posicionamentos. 😉

        16 hours ago · 
      • Priscila Resende Não conheço nem a Marília Coutinho nem a Maria Júlia, mas, francamente, comparar uma feminista a um estuprador por defender suas idéias é muito nojento! Principalmente depois de ler o relato da Marília e ver o quanto é foda passar por isso, mas daí a apelar a um ataque gratuito desses, pra mim é coisa de quem já perdeu todos os argumentos.

        16 hours ago · 
      • Priscila Resende E acho uma ótima idéia protestar em frente das igrejas, já que estas têm uma posição oficial muito clara sobre o direito das mulheres, além de um poder de pressão efetivo sobre o nosso “estado laico”

        15 hours ago · 
      • Sil Rossi Pra quê misturar feminismo com desrespeito, se feminismo é contra o desrespeito? Não pode invadir igreja, bingos, açougues, nem postos de gasolina. Nossa, isso aí é noção de cidadania, né? Espaço público-rua, espaço privado-outros.

        15 hours ago ·  ·  
        • Vou tentar responder algumas questões e abrir questionamentos também. Vamos lá: não foi A manifestante, FORAM XS MANIFESTANTXS, no plural, que estavam diante da igreja – até ler o relato da Dani Montper, eu não sabia que haviam entrado de fato na igreja, o que vi e vivi foi uma manifestação na escadaria da igreja é sobre isso que falarei. Uma coisa que me incomodou foi o fato de terem afirmado aqui que a manifestação foi um gesto gratuito, como assim a luta pela legalização do aborto é gratuita? Em nenhum momento vi algum tipo de confronto às pessoas católicas, muito menos desrespeito! A igreja está no congresso, por que mulheres não podem estar na igreja? O meu corpo desrespeita a cultura alheia? Nossos corpos são criminosos e intolerantes? Por quê? Se as igrejas são abertas ao público, entrar em um espaço religioso é um desrespeito às pessoas ou seria um confronto à moral que reprime a circulação livre de nossos corpos e ideias? Se for um desrespeito às pessoas, elas não estariam considerando que devo esconder quem eu sou e o meu próprio corpo, além de calar a minha voz diante das palavras de deus? As únicas citações diretas à igreja católica foram os gritos “mantenha seus rosários longe de nossos ovários” e “se o Papa fosse mulher, o aborto seria legal”, tirando isso, houve gritos do tipo “direito ao nosso corpo, legalizar o aborto”. Houve também um beijo gay em frente à igreja. Não podemos manifestar sentimentos? Somos crimes hediondos ambulantes? Devemos restringir nossa atuação aos lugares alheios aos de uma religião que atua politicamente no nosso país? Os sistemas de poder são feitos por pessoas, não por entidades abstratas – aquilo que chamamos de Estado nada mais é do que o poder sendo exercido por pessoas com seus posicionamentos – e é como pessoa que eu atuo politicamente. As opiniões pessoais do Papa influenciam o exercício do poder no mundo inteiro! A construção da Marcha das Vadias/Rio foi horizontal e a manifestação em frente à igreja foi espontânea (quando olhei pro lado, tinha um monte de gente subindo a escadaria!). Penso que não há ou deve haver a intenção de manter o controle sobre xs marchantxs como se fossem um rebanho, pelo contrário. É uma luta pela liberdade que tem como foco o fim da violência sexual e da repressão dos direitos das mulheres e/ou trans, as nossas insatisfações diante destas questões precisam ser expressas e, se a igreja é um entrave na luta por liberdade, deve ser confrontada sem pedras ou armas, mas com voz – e assim foi feito! Tratar a manifestação como baderna ou intolerância não seria estar ao lado da lógica patriarcal, que diz que lugar de mulher é na cozinha e não como ativistas políticas e detentoras dos próprios desejos e poderes? Vejo esse momento da Marcha como relevante para que levemos o diálogo sobre aborto, MP 557 e homofobia às pessoas e também ao congresso, questionando o dito Estado laico.
          4 hours ago ·  ·  3
        • Jandirainbow Queeroz Clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap clap Andiara Dee Dee.

          2 hours ago ·  ·  1