Público: profissionais da atividade física e atletas que queiram aprofundar os conhecimentos sobre os levantamentos / sua modalidade. Leia mais abaixo das informações de local, data e conteúdo. MÓDULO I – CURSO BÁSICO DE FORÇA E POTÊNCIA APLICADA:  Introdução aos 5 levantamentos de peso oficiais (agachamento, supino, levantamento terra, arranco, arremesso). História, competições e treinamentos;  bases cinesiológicas dos levantamentos de peso;  fundamentos práticos dos 5 levantamentos de peso;  aplicação (onde aplicar e como ensinar). MÓDULO II – TÓPICOS AVANÇADOS DE FORÇA E POTÊNCIA APLICADA :  trajetórias da barra;  forças de reação;  exercícios auxiliares;  bases do planejamento. * Curso prático-téorico, onde todos os conteúdos acima são desenvolvidos no contexto da execução e aperfeiçoamento dos movimentos. ** HAVERÁ UMA PROVA TEÓRICA E PRÁTICA PARA INSCRIÇÃO NO MÓDULO II. MAIS DETALHES SERÃO DIVULGADOS OPORTUNAMENTE.

 

Seminários de 2h de duração, no Espaço Funcional Monica Pimenta, sobre diversos temas envolvendo movimento, treinamento, esportes, corporalidade e ciência. Há uma apresentação de cerca de uma hora e um debate com os presentes, com distribuição de material pertinente ao tema. Veja mais no link dos seminários.

 

  •    Fundamentos básicos da força

Força é o fenômeno que gera MOVIMENTO. Movimento não é produzido por músculo, mas por um sistema de alavancas cuja base mecânica são ossos, articulações e músculos, cujo sistema de integração é proporcionado por uma complexa rede neural e que é controlado por tantos fatores fisiológicos ( neuro-endócrino-inflamatórios) que jamais poderia ser reduzido a um de seus elementos arquitetônicos. Entendemos o movimento também como uma linguagem composta de unidades mais simples, embora não redutível a elas. Existem “movimentos fundamentais” humanos, que podem ser identificados em boa parte dos movimentos complexos. Este alfabeto de movimento é constituído dos movimentos de agachar, puxar, empurrar, rotacionar, flexionar o quadril, avançar e se locomover. Entender o movimento é a base para o nosso propósito de interferir sobre ele. Para interferir, é necessário ANALISAR, IDENTIFICAR deficiências, CORRIGI-LAS e, finalmente, otimizar o movimento através da força: FORTALECER. Múltiplas ferramentas e múltiplos repertórios de movimento derivados dos esportes se prestam a estes objetivos.  Na seqüência de complexidade, temos a expressão de três unidades fundamentais do movimento (agachar, puxar e empurrar) no repertório mais minimalista, aquele derivado do powerlifting. O agachamento, supino e terra são movimentos completos, fundamentais e também levantamentos de um esporte bem codificado. Neste curso, abordaremos estes fundamentos da força tanto do ponto de vista teórico, como prático, explorando as técnicas de execução e o uso destes movimentos no contexto do treinamento em geral. Espera-se que os alunos sejam capazes de executar corretamente os três movimentos e seus auxiliares, bem como compreendam em que contexto executá-los e como prescrevê-los.

 

  •  Powerlifting – o esporte, treinamento e organização de campeonatos

O levantamento de peso básico (powerlifting, ou levantamento de potência) é um esporte constituído de três modalidades: o agachamento, o supino e o levantamento terra. Estes levantamentos também são exercícios do treinamento resistido cuja importância nos programas de musculação é sua natureza multi-articular, multi-muscular e multi-planos. Outras vantagens dos levantamentos em programas de condicionamento é sua ludicidade, seu potencial para o desenvolvimento de coordenação e propriocepção, e o estímulo à execução consciente e focada dos exercícios pelo praticante. Para cada público, os levantamentos têm um papel diferente no treinamento. O curso aborda a técnica adequada para a execução dos levantamentos e suas variações, aspectos biomecânicos e fisiológicos em diferentes condições, como inserir os levantamentos em programas de condicionamento e suas vantagens e como organizar eventos (campeonatos de powerlifting, ou campeonatos só de supino) em academias, clubes e escolas.

 

  •  Prescrição de treinamento com pesos – aspectos pedagógicos e funcionais

A prescrição de exercícios resistidos, ou com pesos, envolve uma série de considerações em relação ao praticante: a experiência, a treinabilidade, o repertório motor anterior, os objetivos, o gênero, a idade, lesões e problemas de saúde anteriores, entre outros. Envolve também três aspectos até hoje envolvidos em grande controvérsia técnica. O primeiro é a questão da “progressão pedagógica”: existiria uma sequência ideal para a introdução ao praticante de exercícios com pesos? O que a determina? O segundo é a funcionalidade: embora a maioria das academias não tenha ainda incorporado este elemento na prescrição individual, cada pessoa tem um tipo de demanda motora predominante (ainda que não seja um atleta) que deveria ser considerada na prescrição de exercícios para otimimizá-la e evitar lesões. O terceiro é a periodização, tema que só tem sido abordado com seriedade no esporte de alto rendimento. No entanto, periodização nada mais é do que o planejamento da progressão no tempo de uma determinada atividade e o treinamento, como qualquer outra, requer periodização.

 

  •  Mulheres e treinamento de força I – de onde vem a dificuldade da mulher com a FORÇA: aspectos históricos, culturais e de história de vida; etapas da vida da mulher e força (infância, puberdade, gravidez, pós-parto e menopausa); a importância do treinamento de força na saúde da mulher

A grande maioria dos livros e textos informativos sobre treinamento de força para mulheres vai pouco além de enfatizar o benefício do ganho de massa magra para o bem-estar generalizado, para a estética e para o desempenho das funções cotidianas. As questões específicas de gênero são, quase que sem exceção, a osteoporose pós-menopausa e o esclarecimento quanto às baixas taxas de testosterona femininas que garantem que elas não se virilizarão com o treinamento.

As dificuldades das mulheres com a força, no entanto, derivam em grande parte de uma ALIENAÇÃO CORPORAL historica e culturalmente determinadas, que levam a mulher à idade adulta com um repertório motor deficitário, composição corporal inadequada e dificuldades para se apropriar de seu próprio corpo.

Neste curso, abordamos as origens destas dificuldades, como elas progridem de fase em fase da vida da mulher e qual a importância de se reverter esse quadro para o benefício da saúde da mulher. Finalmente, algumas estratégias para administrar este grupo especificamente são abordadas.

 

  •  Mulheres e treinamento de força II – aspectos técnicos; fisiologia da força e mulheres; aspectos hormonais. Composição corporal, ganho de massa magra e perda de gordura – estratégias gerais em treinamento

Numa sequência do curso anterior, neste serão abordadas as especificidades fisiológias, incluindo as hormonais, das mulheres, e suas implicações para o treinamento de força. A relação destes aspectos com o controle da composição corporal, como ganho de massa magra e perda de gordura são explorados do ponto de vista de estratégias específicas de treinamento e dieta.

 

  •  Treinamento funcional – o que é, origens, bases neuro-fisiológicas e prescrição para diferentes públicos

Hoje a expressão “treinamento funcional” ganhou visibilidade de mídia e causa entusiasmo em todos na área do treinamento e atividade física. Essa febre também tem sido responsável por uma certa perda das bases e fundamentos desta proposta ou filosofia de treinamento.

O treinamento funcional, embora elevado à condição de foco das atenções de empresas, treinadores e instituições especializadas de dez anos para cá, está entre nós há pelo menos cinco décadas. A base de consenso entre todos os seus defensores, desde o início, é a idéia de que para qualquer movimento de “resultado final” ou “target”, seja ele o desempenho na vida cotidiana ou a performance esportiva, o melhor treinamento é aquele que seja ou rigorosamente específico ou o mais multi-articular, multi-muscular, multi-plano e estimulador de capacidades cinestésicas possível. Isso se baseia tanto na prática quanto em pesquisas mais recentes sobre a transferabilidade da adaptação neural adquirida no treinamento. O objetivo deste curso é introduzir ao aluno as origens e bases teóricas do pensamento sobre treinamento funcional, suas bases neuro-fisiológicas e algumas diretrizes sobre prescrição de exercícios funcionais, com exemplos ilustrativos entre praticantes recreacionais, profissionais com risco de lesão e atletas.

 

  •  Core training – o que é, origens, bases neuro-fisiológicas e prescrição para diferentes públicos

“Core-training” tornou-se uma expressão da moda, mas poucos sabem exatamente o que é, de onde vem, para que serve e como se aplica. “Core” refere-se ao “centro” do corpo, ou seja, ao sistema lumbo-pélvico-abdominal, com entedimentos mais ou menos abrangentes de que cadeias cinéticas se incluem. Embora as origens remontem à fisioterapia do período pós Segunda Guerra, elementos de core training eram incorporados ao treinamento desportivo de alto rendimento. Apenas recentemente, pesquisas demonstraram aspectos de sua fisiologia neuro-muscular que justificam uma preocupação maior em incluí-lo em programas diversos, que vão da reabilitação, passando pelo treinamento recreacional, até o treinamento esportivo de alto rendimento. Cada um tem sua especificidade e a prescrição de exercícios depende de uma avaliação do tipo de demanda e recrutamento dos movimentos especializados daquele indivíduo. Neste curso, vamos apresentar o “core-training” de maneira abrangente e sistemática, com ênfase nas bases para sua prescrição.

 

  •  Esportes de força – características, contribuição para o condicionamento geral para o praticante recreacional e organização de eventos

Existem cinco esportes de força: o levantamento olímpico, o levantamento básico (powerlifting), o strongman, o girevoy sport e a luta de braço. Cada um conta com um elenco de sistemas de treinamento, estratégias de otimização de performance e exercícios funcionais com alta transferabilidade para tarefas motoras variadas. Alguns destes exercícios, precisamente por sua alta transferabilidade neural, se constituem em excelentes exercícios funcionais tanto para o praticante recreacional, para a reabilitação como para o treinamento esportivo de alto rendimento. Este curso oferece uma introdução geral a estes esportes, uma discussão sobre aspectos cinesiológicos dos movimentos associados a eles e sua aplicabiliadade como base de treinamento funcional. Finalmente serão abordados aspectos da organização de eventos (campeonatos e apresentações).

 

  •  Bases fisiológicas do treinamento de força

O treinamento de força, com pesos ou resistido é um sistema organizado de condicionamento do organismo para executar força contra uma resistência. Existe uma variedade enorme de abordagens, equipamentos e formas de estruturar tal treinamento. No entanto, é importante conhecer as bases fisiológicas da força, em si: a contração muscular, a cadeia de estímulos neurais para que ela ocorra, a resposta periférica e central e a resposta endócrina aguda e crônica. Além disso, é importante conhecer as bases fisiológicas do resultado da aplicação de tal sistema, que chamamos de “adaptação”. Este curso abordará estes ítens e também chamaremos atenção para alguns mitos e incompreensões associados ao treinamento de força e seus resultados, para que não se reproduzam.

 

  •  Periodização

Periodização é qualquer coisa organizada ao longo do tempo, em função de uma meta localizada em algum ponto do futuro. No treinamento, ela corresponde à organização do treino em função de um resultado, seja ele competitivo, no caso de atletas, seja ele clínico, no caso da reabilitação, seja ele estético, no caso da modificação da composição corporal (ganho de massa magra e/ou perda de gordura). A periodização administra uma série de componentes do treinamento, como a composição das rotinas da sessão de treino, a intensidade, o volume, entre outras. Existem inúmeros sistemas de periodização e uma grande controvérsia envolvendo a eficiência dos mesmos. Neste curso, abordaremos as bases gerais da periodização, daremos uma introdução aos sistemas de periodização esportiva (aplicáveis ou não ao praticante recreacional) e discutiremos a prescrição de treinamento periodizado.

 

  •  Aspectos metabólicos e nutricionais do treinamento de força

Para que o treinamento de força, resistido ou com pesos produza os resultados esperados (sejam eles em performance esportiva, condicionamento ou estética), é necessário compreender a natureza do metabolismo energético em geral, e em treinamento, em particular. Só com este entendimento é possível compreender como se constituem as demandas nutricionais, e, portanto, as estratégias dietéticas adotadas para otimizar um resultado ou outro. Neste curso, vamos apresentar uma introdução ao metabolismo energético, aos efeitos do treinamento sobre ele, às implicações macro e micro-nutricionais destes efeitos e a adequação da dieta às demandas do treino.

 

  •  Suplementação e fundamentos de nutrição esportiva para Artes Marciais

Este é um curso introdutório sobre as bases nutricionais do treinamento e performance em Artes Marciais, com ênfase nos recursos de suplementação esportiva disponíveis no mercado que sejam benéficos aos seus praticantes. Vamos abordar:

  1. O metabolismo energético: para que o treinamento produza os resultados esperados (sejam eles em performance esportiva competitiva ou condicionamento), é necessário compreender a natureza do metabolismo energético em geral, e em treinamento, em particular. Só com este entendimento é possível compreender como se constituem as demandas nutricionais, e, portanto, as estratégias dietéticas adotadas para otimizar os resultados.
  2. Macro e micro-nutrientes relevantes: para que o atleta não seja vítima da onipresente propaganda enganosa de produtos alimentícios e de suplementação, é importante entender o que são e como são metabolizadas proteínas, lipídeos, carboidratos, vitaminas, aminoácidos, minerais e outros compostos biologicamente ativos de relevância na nutrição esportiva.
  3. Suplementos esportivos: o que são e para que serve cada um. Nem tudo serve para todo mundo. Comprar e usar um suplemento desnecessário é no mínimo jogar dinheiro fora e na pior das hipóteses, pode fazer mal. Vamos apresentar os principais produtos e explicar que benefícios (ou não) podem trazer, e a que tipo de praticante ou atividade.
  4. Estratégias dietéticas e de suplementação: vamos introduzir sistemas de montagem de dietas e de suplementação. Discutiremos cálculo de demanda calórica, de doses de macro-nutrientes por unidade de peso corporal e tipo de atividade e periodização de sua administração.

O objetivo do curso é que você possa:

  1. Entrar numa loja de suplementos e escolher aqueles que servem para você
  2. Saiba calcular o quanto você precisa ingerir dos principais nutrientes
  3. Entenda quando precisa usar algum suplemento adicional, e o quanto
  •  Atividade física, stress e saúde mental – o que se conhece e evidências para os mecanismos; corpo, saúde e integração corpo-mente

Pesquisas nos últimos anos têm avançado no sentido de elucidar os aspectos neuro-endócrinos da reação crônica ao stress, intimamente associada à incidência de doenças não-transmissíveis. A profilaxia e tratamento das desordens causadas pelo stress envolvem modificações no estilo de vida, que sempre incluem a prática regular de atividade física e mudanças na dieta. Por outro lado, evidências têm se acumulado quanto a um efeito também profilático e co-adjuvante no tratamento de deseordens mentais através de tais intervenções, particularmente a prática regular de atividade física. Neste curso, vamos apresentar as evidências existentes e explorar a relação corpo-mente pelo ângulo do controle do stress e de algumas condições de desordem mental através da prática regular da atividade física.

 

  •  Stress, atividade física, nutrição e produtividade no trabalho. Composição corporal, ganho de massa magra e perda de gordura – estratégias gerais em treinamento e dieta

As perdas econômicas por absenteísmo e custos ao sistema de saúde provocadas por doenças não-transmissíveis levaram a Organização Mundial de Saúde a adotar uma estratégia de Ação Global para intervir sobre elementos de estilo de vida causadores destas condições: a inatividade física e a sobre-alimentação. Os resultados a médio e longo prazo de um estilo de vida inativo e nutricionalmente inadequado afetam indivíduos, famílias, empresas e o Estado. O foco do presente curso são seus efeitos sobre a produtividade no trabalho e estratégias para a prevenção dos mesmos. Será discutido como as mudanças no estilo de vida, profundas mas relativamente simples, são essenciais para a qualidade de vida individual e empresarial. O curso aborda também estratégias para a manutenção de uma composição corporal saudável.

 

  •  Esporte de alto rendimento e sociedade

O esporte de alto rendimento é um fenômeno relativamente recente das sociedades industriais. O que o tipofica são suas características organizativas (institucionalização), bem como formas codificadas de funcionamento. Estas características condicionam a maneira como os participantes se integram ao esporte – seja como atletas, técnicos e outros profissionais, apreciadores ou agentes de fomento. Este curso aborda aspectos históricos, econômicos, sociais e administrativos do esporte de alto rendimento. O público-alvo abrange desde indivíduos envolvidos com as organizações desportivas em busca de um entendimento mais profundo de seu funcionamento, passando por estudiosos do fenômeno do ponto de vista social, até agentes de fomento (patrocinadores potenciais).

 

  •  Padrões epidemiológicos da atividade física

O curso abordará: o conceito de sedentarismo e níveis de atividade física; instrumentos de medida quantitativa (questionários padronizados) de atividade física; a área de estudos sobre atividade física e doenças não-transmissíveis; políticas públicas de intervenção profilática sobre as mesmas. O públio-alvo abrange desde estudantes da área da saúde, passando por membros da administração pública na saúde, até tomadores de decisão.

 

  •  Padrões epidemiológicos da nutrição (obesidade, desnutrição, etc.)

O curso abordará: os conceitos de desnutrição, desordens alimentares e outras condições relacionadas; instrumentos de medida quantitativa direta e indireta de fome, desnutrição e desordens alimentares; a área de estudos sobre nutrição e doenças não-transmissíveis; políticas públicas de intervenção profilática sobre as mesmas. O públio-alvo abrange desde estudantes da área da saúde, passando por membros da administração pública na saúde, até tomadores de decisão.

 

  •  Medicina Baseada em Evidência

A prática da Medicina Baseada em Evidência (MBE) é um desafio para os sistemas nacionais de saúde em qualquer especialidade ou questão. Ela se expandiu para incluir todas as áreas da saúde, e hoje temos a Educação Física Baseada em Evidência, a Nutrição Baseada em Evidência, etc. O conceito de MBE está relacionado à percepção de que a qualidade da decisão é diretamente proporcional à qualidade da informação que a sustenta. Tradicionalmente, admite-se que a prática da MBE depende da disponibilização de certos tipos de produto de informação técnica que ofereçam ao profissional uma síntese sistemática da melhor evidência científica e uma sistematização do consenso médico na questão. Este curso tem como público-alvo desde estudantes das áreas da saúde até profissionais e tomadores de decisão na área.