Valorize o investimento que empresas sérias já fizeram: apoie o projeto “Força para a Força”! (clique em cima do nome)

 

Quando expressei tamanha frustração pela baixa adesão que tivemos no projeto de crowdfunding, o pano de fundo da condição privilegiada em que me encontro no esporte brasileiro (e até internacional, considerados os esportes de força) ficou opaco.

Chegou a hora de colocar as coisas em perspectiva.

Sim: eu sou absolutamente privilegiada. Se por mérito ou não, não cabe a mim dizer, e sim a eles. Eu faço o melhor para reciprocar o apoio que recebo. O fato é que recebo bem mais do que a imensa maioria dos atletas.

Meus patrocinadores “master” são a FAST Nutrition e a Jorge Reis Manipulação Farmacêutica. Não quero fazer um post publicitário: isso posso fazer e farei outra hora. Aqui, quero contar a história da minha relação com estas empresas e por que são especiais.

Começo com a FAST, que veio antes de todas as demais na minha vida.

A FAST é uma pequena e inovadora indústria de suplementos esportivos brasileira. Eu vi a FAST nascer. Fundada em 2005, ela passou pelos anos iniciais de implantação com a dificuldade que todo o empreendimento inovador tem.

Eu conheci a FAST porque era cliente da Nutrafit desde 2004. Conheci Adriano Faccio, o proprietário, e ficamos amigos. Adriano me chamou atenção pela responsabilidade social que sempre teve. Tínhamos um acordo desde aqueles primórdios: embora não fosse possível à Nutrafit patrocinar atletas carentes, ele dava um desconto substancial a quem eu e alguns outros amigos indicássemos.

Na Nutrafit do Shopping Villa Lobos tinha “a lista da Marilia”: era uma lista de atletas, em sua maioria de baixa renda, que eram beneficiados por este desconto.

A FAST cresceu, apresentou novos produtos ao mercado e eu fui uma das pessoas a recebê-los.

Essa fase veio depois da minha curta experiência com duas das grandes empresas de suplemento do mercado brasileiro. Não tenho ressentimentos, mas o patrocínio delas não me interessa. Tive outras sondagens, ofertas melhoradas, um salário com contrapartida do meu compromisso de patrocínio e continuo não achando interessante. Em vez de dizer os motivos pelos quais a concorrência não é interessante, coisa que não vai bem de acordo com a minha ética, prefiro dizer por que continuo com a FAST e por que o apoio desta empresa me faz uma privilegiada.

O primeiro é que para mim é fundamental confiar no parceiro. Não funciona bem  ser parceira de uma empresa cujo produto eu não aprove. Eu confio na FAST não porque confio no Adriano, e sim porque eu sei que dentro de um pote em cujo rótulo se lê CASEÍNA, tem caseína. A caseína comercializada como suplemento está em sua forma micelar, não desnaturada. Se eu quisesse caseína não-micelar, comeria ricota. “Micelar” é o adjetivo que qualifica a condição de apresentação da macromolécula CASEÍNA. Não existe whey micelar porque nenhuma das proteínas do whey (que inclui beta lactoglobulina, alfa lactalbumina e albumina sérica) forma micela.

O whey é apresentado em forma concentrada ou isolada. Assim, no pote em cujo rótulo se lê WHEY ISOLADO, tem whey isolado.

No pote onde se lê GLUTAMINA tem glutamina.

No pote onde se lê BCAA… acho que você pegou o espírito da coisa.

Na qualidade de bioquímica, eu não sou chegada a rebimbocas da parafuseta das quais eu desconheça a composição exata. O simples é o certo e o direto.

A matéria prima utilizada pela FAST é aquilo ali e ponto final. Sejamos honestos: por mais que se flavorize e se aromatize o whey e a caseína, saboroso, gostosinho, nham-nham, não vão ficar. Leitor, confie em mim: sabe aquele whey “dilícia”? Tem leite Ninho e açúcar. É por isso que ele é “dilícia”. O outro, que é insuportável e não dissolve nem com reza brava é porque o pessoal que fez a mistureba com a matéria prima não manjava muito do processo industrial.

Eu tenho o benefício de saber como é produzido, de modo que eu sei que o que me é fornecido pela FAST e eu tomo é aquilo lá e pronto. É “o melhor” simplesmente porque É. Ponto final.

Eu não recebo “quota”. “Quota” não faz sentido na relação que eu tenho com a empresa. A empresa me patrocina para que eu tenha performance, logo, me fornece o que eu necessito tomar. Nem mais, nem menos.

Acho muito triste saber que boa parte dos atletas patrocinados no Brasil vende o produto que recebe do patrocinador industrial. Acredito que é uma demonstração deprimente de relação falsa. Com que cara eu vou recomendar aos meus amigos que comprem whey da FAST se eu não consumir esse whey?

Hoje eu sei que a maioria dos meus amigos e conhecidos consome produtos da FAST. Sinto-me realmente recompensada por isso.

Não cabe, naturalmente, eu descrever a lista de produtos que eu uso da FAST. Basicamente, eu uso todos que o Rodolfo Peres, meu nutricionista, pedir que eu tome. Por esse motivo, eu insisto, eu sou uma atleta privilegiada: como diferente da maioria, minhas necessidades nutricionais são plenamente atendidas.

Eu espero que agora seja mais fácil entender o motivo de tanto esforço para ir atrás de verba para bancar passagens, que a FAST também já cobriu em outro campeonato: é o mínimo que eu posso fazer como contrapartida do investimento que a empresa faz em mim.