{"id":4738,"date":"2012-05-06T14:51:38","date_gmt":"2012-05-06T14:51:38","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/a-febre-do-funcional\/"},"modified":"2012-05-06T14:51:38","modified_gmt":"2012-05-06T14:51:38","slug":"a-febre-do-funcional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/a-febre-do-funcional\/","title":{"rendered":"A FEBRE DO FUNCIONAL"},"content":{"rendered":"<p>(Originalmente publicado na revista MUSCULA\u00c7\u00c3O E FITNESS, no. 77, 2009)<\/p>\n<p>A grande febre do momento no mercado do Fitness tem um nome: Treinamento Funcional. O sobrenome \u00e9 Core training, conhecido carinhosamente apenas como Core. O praticante antenado nas modas agora est\u00e1 de olho nas ofertas das academias. Tem funcional? Tem core? Ent\u00e3o beleza. Se n\u00e3o tem, nada feito: procura-se outra institui\u00e7\u00e3o que ofere\u00e7a algum produto com esse nome m\u00e1gico.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o podia deixar de ser, o pedigree mais valorizado atende pelo nome de Body Systems, empresa que criou as marcas Bodypump, Bodycombat, Bodyisso, Bodyaquilo e agora veio com o super hype Core 360.<\/p>\n<p>Mas&#8230; voc\u00ea sabe o que \u00e9 Treinamento Funcional? E Core, tem id\u00e9ia de onde veio isso? \u00c9 a mesma coisa? S\u00e3o sin\u00f4nimos? Um vem junto com o outro, que nem Barak-Obama ou Marilia-Coutinho, esta que vos escreve?<\/p>\n<p>Sinto muito a \u00e1gua fria na fervura, mas n\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o um nome composto para uma mesma pessoa. A imensa maioria dos consumidores sequer faz id\u00e9ia do que seja treinamento funcional e, menos ainda, de onde ele vem. Infelizmente, uma grande parte dos educadores f\u00edsicos tamb\u00e9m n\u00e3o sabe, pois est\u00e3o sendo esmagados por um bombardeio de informa\u00e7\u00e3o publicit\u00e1ria que incorpora conceitos que eles aprenderam em seus cursos em outros contextos.<\/p>\n<p>Hoje, treinamento funcional vem imediatamente associado \u00e0s bolas su\u00ed\u00e7as prateadas, BOSUs roxos ou cor-de-rosa, borrachas igualmente coloridas e outros equipamentos divertidos, coloridos e simp\u00e1ticos, e \u00e0 promessa de uma \u201cbarriga tanquinho\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, o treinamento funcional representa um movimento em dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 \u00eanfase est\u00e9tica que dominou o mercado do Fitness durante os 40 anos em que se transformou numa tend\u00eanica macro-econ\u00f4mica de est\u00e1vel crescimento e enraizamento no capitalismo contempor\u00e2neo. O outro nome para treinamento funcional, para os estudiosos, \u00e9 \u201ctreinamento movimento-espec\u00edfico\u201d ou \u201cdirigido ao movimento\u201d (veremos as diferen\u00e7as a seguir). Enquanto, durante 30 anos, o mercado de fitness foi dominado pela ind\u00fastria de m\u00e1quinas de movimento guiado, que procura isolar um determinado m\u00fasculo para estimul\u00e1-lo \u00e0 hipertrofia, nos \u00faltimos 10 anos foi crescendo uma onda que enfatizava o oposto. Em vez de isolar, a id\u00e9ia era integrar em movimentos complexos.<\/p>\n<p>Nada melhor do que um pouco de hist\u00f3ria para compreendermos conceitos e nos situarmos diante de algo confuso e meio quim\u00e9rico, certo? Ent\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>De onde vem o treinamento funcional?<\/h2>\n<p>O treinamento funcional tem duas ra\u00edzes, ambas tristemente associadas \u00e0 Segunda Guerra Mundial. A primeira delas \u00e9 a Fisioterapia.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo, um grupo de m\u00e9dicos se organizou para desenvolver programas de re-habilita\u00e7\u00e3o na linha do que depois viria a ser a Fisioterapia. N\u00e3o passavam de um grupinho pouco reconhecido de vision\u00e1rios. At\u00e9 que veio a Segunda Guerra Mundial e despejou em solo americano milhares de cidad\u00e3os mutilados. Elevada ao status de prioridade nacional, a fisioterapia cresceu, se institucionalizou e ganhou notoriedade. Era miss\u00e3o dela recuperar para a cidadania aqueles indiv\u00edduos sacrificados na guerra com perdas maiores ou menores de seus padr\u00f5es de mobilidade. Houve um avan\u00e7o muito grande no conhecimento sobre o movimento humano (com o nascimento de \u00e1reas de estudo com nomes complicados como biomec\u00e2nica, cinesiologia e psico-motricidade). Este avan\u00e7o, ao contr\u00e1rio de outros fermentando dentro da redoma acad\u00eamica, tinha uma transfer\u00eancia instant\u00e2nea para a pr\u00e1tica: o impulso dessa produ\u00e7\u00e3o de saber era re-integrar as v\u00edtimas da guerra \u00e0 sociedade que eles haviam defendido.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de 1950, os Estados Unidos foram atacados por mais uma trag\u00e9dia: a epidemia de poliomielite. A polio, assim como a participa\u00e7\u00e3o americana na guerra, gerou um imenso contingente de indiv\u00edduos cuja mobilidade foi permanentemente comprometida. Mais uma vez, coube \u00e0 agora poderosa fisioterapia enfrentar o problema.<\/p>\n<p>O desafio era gerar m\u00e9todos de recupera\u00e7\u00e3o de movimentos perdidos. Como fazer isso? Com o tempo, os cientistas e fisioterapeutas criaram uma s\u00e9rie de exerc\u00edcios que conseguiam cumprir este objetivo. A caracter\u00edstica mais importante deles era sua capacidade de estimular, no sistema nervoso central das v\u00edtimas, uma re-adapta\u00e7\u00e3o para aquele movimento perdido, al\u00e9m de um fortalecimento espec\u00edfico das estruturas envolvidas (m\u00fasculos, tend\u00f5es e ligamentos). O que se aprendeu \u00e9 que isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando o est\u00edmulo, ou exerc\u00edcio, \u00e9 <em>transfer\u00edvel<\/em>. E o que vem a ser isso? H\u00e1 uma resposta simples e uma bem complicada. A simples \u00e9 que certos movimentos s\u00e3o, do ponto de vista do nosso c\u00e9rebro, muito parecidos com aqueles que queremos melhorar. Esses s\u00e3o movimentos transfer\u00edveis. Outros s\u00e3o t\u00e3o complexos, envolvem tantos planos, articula\u00e7\u00f5es e m\u00fasculos integrados, que podem ser transferidos para muitos movimentos diferentes. Estes tamb\u00e9m s\u00e3o transfer\u00edveis. Exerc\u00edcios assim s\u00e3o \u201cmovimento espec\u00edficos\u201d ou \u201cdirigidos ao movimento\u201d, e s\u00e3o a base do famoso treinamento funcional!<\/p>\n<p>Enquanto estes esfor\u00e7os eram feitos nas cl\u00ednicas e universidades, o mundo afundava na Guerra Fria. A express\u00e3o esportiva disso foi a Guerra Ol\u00edmpica. Estados Unidos e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica se degladiavam em busca da superioridade em medalhas. E, caro leitor, infelizmente poucas coisas estimulam tanto o desenvolvimento da ci\u00eancia e da criatividade humana como a guerra. Nasceu, cresceu e se fortaleceu a Ci\u00eancia do Treinamento Desportivo.<\/p>\n<p>Os cientistas do Treinamento Desportivo, de um lado e do outro da Cortina de Ferro, perceberam o seguinte: a cadeira extensora n\u00e3o era de grande valia para aumentar a perfomance de um jogador de volei. O que seria necess\u00e1rio? Movimentos que incluissem mais articula\u00e7\u00f5es, mais planos no espa\u00e7o, mais m\u00fasculos e que melhorassem a agilidade, pot\u00eancia e coordena\u00e7\u00e3o destes atletas. Afinal eles saltam, correm, se jogam para pegar a bola e fazem outras peraltisses. O treinamento de for\u00e7a deles, portanto, era diferente do treinamento dos judocas, que precisavam, sim, de movimentos complexos mas tamb\u00e9m de muita for\u00e7a isom\u00e9trica (for\u00e7a que se faz sem mudar o comprimento do m\u00fasculo). Ou seja: existia especificidade. Judoca n\u00e3o \u00e9 jogador de volei! Por outro caminho, os cientistas do Treinamento Desportivo chegaram \u00e0 mesma conclus\u00e3o que os fisioterapeutas e, responda para n\u00f3s: deu ou n\u00e3o deu certo? Deu, n\u00e9?<\/p>\n<p>At\u00e9 esse momento, treinamento funcional era quase sempre equivalente a treinamento com pesos livres (dumbells e barras com anilhas), que permitiam uma variedade quase infinita de varia\u00e7\u00f5es sobre movimentos multi-articulares, multi-musculares e com qualquer velocidade e pot\u00eancia desejada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>O mercado do fitness e as m\u00e1quinas de movimento guiado<\/h2>\n<p>Mas &#8211; e sempre tem um \u201cmas\u201d \u2013 quem manda no mercado \u00e9 o lucro. E desde o final da d\u00e9cada de 1950 j\u00e1 se anunciava essa nova tend\u00eancia mundial: uma aten\u00e7\u00e3o maior no condicionamento e na forma f\u00edsica, bem como na est\u00e9tica atrav\u00e9s dos exerc\u00edcios. Junto com essa nova percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico sobre a rela\u00e7\u00e3o entre sua apar\u00eancia e os exerc\u00edcios, alguns vision\u00e1rios tiveram a \u201csaca\u00e7\u00e3o\u201d de inventar aparelhos onde o praticante se exercitasse com \u00eanfase em um determinado m\u00fasculo. Eram as m\u00e1quinas de movimento guiado.<\/p>\n<p>Em 1970, a Nautilus lan\u00e7ou no mercado a primeira m\u00e1quina de movimento guiado do mundo: um aparelho de pull-over. Em 1984, as m\u00e1quinas da empresa j\u00e1 eram utilizadas em mais de 3000 academias nos Estados Unidos. No rastro da Nautilus vieram outras que se tornaram imp\u00e9rios milion\u00e1rios: Life Fitness, Technogym e outras.<\/p>\n<p>Os adeptos (e muitos deles cientistas) das m\u00e1quinas de movimento guiado argumentavam que elas eram mais seguras e que desenvolveriam mais a for\u00e7a do m\u00fasculo \u201ccerto\u201d (aquele que chamamos de m\u00fasculo motor prim\u00e1rio do movimento) porque garantiriam a forma correta de execu\u00e7\u00e3o mesmo em praticantes inexperientes. Neste per\u00edodo, o fisiculturismo ganhou uma popularidade nunca antes vista, com atletas de musculatura volumos\u00edssima e perfeita como Dorian Yates. Dorian Yates treinava no sistema H.I.T., em grande parte com m\u00e1quinas, cujo proponente original foi ningu\u00e9m menos do que Arthur Jones, tamb\u00e9m inventor das primeiras m\u00e1quinas Nautilus, que, como vimos, abriram uma nova onda no mercado. Yates era a prova viva de que as m\u00e1quinas funcionavam.<\/p>\n<p>Por anos, o que os praticantes olhavam ao visitar uma academia para se matricular eram as m\u00e1quinas de movimento guiado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>O imp\u00e9rio contra-ataca: a volta do funcional<\/h2>\n<p>Como vimos, ent\u00e3o, o funcional n\u00e3o \u00e9 bem uma novidade. Durante anos, no entanto, ele ficou na sombra, sendo praticado apenas por atletas de elite, marombeiros experientes ou pessoas necessitando de re-habilita\u00e7\u00e3o. Nos anos 1990s come\u00e7ou uma t\u00edmida rea\u00e7\u00e3o tanto entre cientistas, treinadores e alguns empres\u00e1rios do mercado de fitness: estudos vinham \u00e0 tona mostrando que os ganhos em geral \u2013 de coordena\u00e7\u00e3o, de agilidade e tamb\u00e9m de for\u00e7a \u2013 eram muito maiores com os exerc\u00edcios multi-articulares, multi-musculares, com varia\u00e7\u00f5es na acelera\u00e7\u00e3o e est\u00edmulos para a coordena\u00e7\u00e3o. Apareceram os artefatos para criar superf\u00edcies inst\u00e1veis e gerar est\u00edmulos neurais para coordena\u00e7\u00e3o: os sistemas BOSU, por exemplo, que s\u00e3o semi-esferas de borracha sobre as quais o praticante se exercita. As bolas su\u00ed\u00e7as, inventadas na d\u00e9cada de 1960, ganharam popularidade a partir da\u00ed.<\/p>\n<p>No final dos anos 1990s, surgiram in\u00fameras empresas especializadas em \u201cequipamento para treinamento funcional\u201d, incluindo borrachas, cordas el\u00e1sticas, BOSU, bolas e tudo mais que, devidamente orquestrado numa sala, mudavam inteiramente o espa\u00e7o de treinamento que, por d\u00e9cadas, havia sido dominado apenas pelas pesadas m\u00e1quinas de movimento guiado. O espa\u00e7o mudou, a id\u00e9ia de treinamento tamb\u00e9m e a palavra de ordem \u00e9 FUNCIONAL.<\/p>\n<p>Junto com isso apareceu a outra express\u00e3o que hoje tem at\u00e9 mais apelo comercial do que o incompreendido funcional: CORE. Quem sabe o que quer dizer \u201ccore\u201d em ingl\u00eas? Algu\u00e9m j\u00e1 traduziu para voc\u00ea?<\/p>\n<p>Pois bem, core quer dizer cerne, n\u00facleo, centro. Vem da palavra latina para cora\u00e7\u00e3o (cor). \u201cCore training\u201d \u00e9 entendido por profissionais diferentes de diferentes maneiras. Por\u00e9m, em comum a todos est\u00e1 a id\u00e9ia de que a regi\u00e3o p\u00e9lvico-lumbo-abdominal (composta pelo seu abdomen, pelvis e regi\u00e3o lombar) s\u00e3o, do ponto de vista postural, o seu centro. Pense bem: voc\u00ea \u00e9 b\u00edpede ou quadr\u00fapede? Ent\u00e3o vou fazer a pergunta que meu amigo, o grande atleta Mendinho (Eumenes Leite, levantador de peso b\u00e1sico de Ribeir\u00e3o Preto, que manja de funcional e core) fez: o que voc\u00ea far\u00e1 se eu lhe empurrar? N\u00e3o vale a resposta que eu dei, que seria xing\u00e1-lo. Fa\u00e7a essa experi\u00eancia com um amigo COM CUIDADO: n\u00e3o \u00e9 para derrubar o amigo \u2013 s\u00f3 para verificar o que acontece dentro de voc\u00eas! Percebeu que m\u00fasculos voc\u00ea contrai para continuar em p\u00e9 sem cair? Estes s\u00e3o os m\u00fasculos que comp\u00f5em o sistema do seu CENTRO ou CORE.<\/p>\n<p>Existem quase que infinitas maneiras de se treinar o seu core, mas, at\u00e9 pelo exemplo que eu dei, \u00e9 claro que introduzir instabilidade postural naturalmente estimula adapta\u00e7\u00f5es neurais para a efici\u00eancia motora nesta regi\u00e3o, certo? \u00c9 por isso que boa parte dos sistemas de \u201ccore training\u201d trabalha com movimentos que incluem esta instabilidade.<\/p>\n<p>No entanto, existe um outro sistema, desenvolvido em grande parte com a pessoa deitada, e n\u00e3o em p\u00e9 ou se movimentando de forma inst\u00e1vel, que foi pioneiro no treinamento de core: o Pilates. Pilates, outra febre publicit\u00e1ria hoje, foi um sujeito genial que ningu\u00e9m entendeu durante d\u00e9cadas. J\u00e1 morreu \u2013 n\u00e3o fa\u00e7o id\u00e9ia do que acharia das in\u00fameras vers\u00f5es do sistema dele que andam por a\u00ed. Sobre isso falaremos em outra parte da revista.<\/p>\n<p>Mas&#8230; e o funcional? Volto \u00e0 pergunta: voc\u00ea \u00e9 b\u00edpede? Ent\u00e3o core training \u00e9 basicamente funcional para voc\u00ea. Voc\u00ea e qualquer atleta do mundo necessitam FUNCIONALMENTE de algum treinamento de core. Mas voc\u00ea \u00e9 jogador de golf? N\u00e3o? Ent\u00e3o qual \u00e9 o benef\u00edcio que os movimentos bal\u00edsticos com rota\u00e7\u00e3o do corpo ter\u00e3o para voc\u00ea, j\u00e1 que foram desenvolvidos especificamente para melhorar a performance da tacada dos golfistas? \u00c9 um exerc\u00edcio incrivelmente FUNCIONAL. Para golfistas!<\/p>\n<p>Eu sou levantadora de peso b\u00e1sico \u2013 powerlifter. De vez em quando fa\u00e7o exerc\u00edcios de sustenta\u00e7\u00e3o da barra no supino. N\u00e3o fa\u00e7o movimento algum, apenas sustendo pesos diferentes. Ou ent\u00e3o acoplo correntes \u00e0s barras e treino uma determinada por\u00e7\u00e3o do meu movimento que n\u00e3o est\u00e1 perfeita. S\u00e3o exerc\u00edcios extremamente funcionais para meu esporte. Mas ser\u00e3o eles funcionais para meu amigo do Tae-kwon-do? Ou do tenis? Ou para voc\u00ea, que \u00e9 veterin\u00e1ria e passa o dia com sobrecarga na lombar examinando animais?<\/p>\n<p>Funcional, portanto, \u00e9 trasitivo: funcional PARA QUE? Se a gente quiser complicar um pouco, core tem l\u00e1 suas especificidades por esporte, mas muito menos, porque, afinal, powerlifters, tenistas, lutadors de boxe, veterin\u00e1rias, engenheiros de sistemas ou dentistas&#8230; somos todos b\u00edpedes!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Originalmente publicado na revista MUSCULA\u00c7\u00c3O E FITNESS, no. 77, 2009) A grande febre do momento no mercado do Fitness tem um nome: Treinamento Funcional. O sobrenome \u00e9 Core training, conhecido carinhosamente apenas como Core. O praticante antenado nas modas agora est\u00e1 de olho nas ofertas das academias. Tem funcional? Tem core? Ent\u00e3o beleza. 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