{"id":4757,"date":"2012-05-25T14:28:04","date_gmt":"2012-05-25T14:28:04","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/o-caso-panico-panicats-versus-strongman-consideracoes-quase-finais\/"},"modified":"2012-05-25T14:28:04","modified_gmt":"2012-05-25T14:28:04","slug":"o-caso-panico-panicats-versus-strongman-consideracoes-quase-finais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/o-caso-panico-panicats-versus-strongman-consideracoes-quase-finais\/","title":{"rendered":"O caso \u201cPanico, panicats versus Strongman\u201d : considera\u00e7\u00f5es (quase) finais"},"content":{"rendered":"<p>Hoje \u00e9 o \u201cthe day after\u201d: o dia seguinte \u00e0 publica\u00e7\u00e3o, pelo UOL, atrav\u00e9s de mais uma excelente mat\u00e9ria de Bruno Freitas, do posicionamento da comunidade esportiva quanto \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o, pelo programa \u201cPanico na TV\u201d, do esporte STRONGMAN para cria\u00e7\u00e3o de um epis\u00f3dio humor\u00edstico.<\/p>\n<p>O epis\u00f3dio aconteceu, foi consumido, a comunidade observou, se posicionou, se manifestou, a imprensa respons\u00e1vel cobriu e houve rea\u00e7\u00f5es. \u00c9 hora de interpretar isso tudo, aprender li\u00e7\u00f5es e continuar a marcha. A marcha de cada um: no nosso caso, a constru\u00e7\u00e3o do esporte. No caso da imprensa respons\u00e1vel, cumprir sua miss\u00e3o. No caso da Band, escolher algum outro tema besta com o qual criar essa linha de humor que, diga-se de passagem, tem alto consumo.<\/p>\n<p>O caso acaba aqui \u2013 as li\u00e7\u00f5es e os resultados, n\u00e3o.<\/p>\n<p>Vamos aos fatos: a semana passada, o programa Panico na TV realizou um epis\u00f3dio da \u201cAcademia das Panicats\u201d onde elas realizavam atividades que faziam refer\u00eancia direta ao esporte Strongman. Houve repercuss\u00f5es na imprensa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br\/2012\/05\/21\/panicats-tentam-empurrar-caminhao-e-levantar-pneus-em-provas-de-homem-mais-forte-do-mundo\/\">Panicats tentam empurrar caminh\u00e3o e levantar pneus em provas de \u201chomem mais forte do mundo\u201d<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><iframe src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/thAMshx1nx8\" frameborder=\"0\" width=\"560\" height=\"315\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/aZHQX3CZ7gg\" frameborder=\"0\" width=\"560\" height=\"315\"><\/iframe><\/p>\n<p>A comunidade de atletas e dirigentes do esporte n\u00e3o gostou: todos se sentiram profundamente incomodados e se manifestaram publicamente. O \u00f3rg\u00e3o da imprensa que cumpriu seu papel e cobriu o conflito de interesses foi o UOL, com a seguinte mat\u00e9ria, publicada ontem, dia 23 de maio:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/esporte.uol.com.br\/ultimas-noticias\/2012\/05\/24\/comunidade-do-strongman-protesta-contra-vulgarizacao-do-esporte-na-academia-das-panicats.htm#comentarios\">Quadro do P\u00e2nico revolta a comunidade do Strongman: &#8220;Est\u00e3o enfiando a gente no esgoto&#8221;<\/a><\/p>\n<p>Para entender uma situa\u00e7\u00e3o onde muita coisa n\u00e3o \u00e9 explicitada, nada melhor do que o m\u00e9todo da dissec\u00e7\u00e3o: vamos separar as partes.<\/p>\n<ol start=\"1\">\n<li>A imprensa<\/li>\n<\/ol>\n<p>A imprensa \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o social que investiga, documenta e relata fatos de interesse amplo. Mas o que \u00e9 \u201cinteresse amplo\u201d? Supostamente, a imprensa \u00e9 isenta e n\u00e3o julga. O \u201cfato\u201d deve mostrar-se relevante para que a imprensa cumpra seus procedimentos. O problema \u00e9 que fato n\u00e3o fala. Quem fala s\u00e3o os atores do fato. Assim, estabelece-se uma rela\u00e7\u00e3o complexa em que os atores assediam a imprensa tentando persuadi-la quanto \u00e0 relev\u00e2ncia de seus fatos. Relev\u00e2ncia tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 algo t\u00e3o f\u00e1cil de definir: relevante para quem? As elei\u00e7\u00f5es presidenciais s\u00e3o relevantes para todos os habitantes do pa\u00eds. Mas a descoberta de um novo pulsar pode n\u00e3o parecer importante para quase ningu\u00e9m, exceto meia d\u00fazia de astrof\u00edsicos. No entanto, \u00e9 relevante e cabe ao jornalista \u201ctraduzir\u201d esta relev\u00e2ncia, de outra forma totalmente esot\u00e9rica, para o p\u00fablico amplo. Todo fato, portanto, precisa ser interpretado \u00e0 luz de muitas vari\u00e1veis para que se entenda sua relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>O papel da imprensa, ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o direto. N\u00e3o basta esperar que a realidade \u201cfale\u201d. Numa sociedade plural, os setores sociais est\u00e3o o tempo todo negociando \u201crelev\u00e2ncia\u201d. Para um imenso contingente, duas p\u00e1ginas de texto para o novo pulsar \u00e9 uma ofensa quando o Corinthians est\u00e1 em negocia\u00e7\u00e3o sobre um novo jogador. Um n\u00famero muito maior de pessoas tem interesse na contrata\u00e7\u00e3o do futebolista. Isso faz do fato mais relevante do que o pulsar? N\u00e3o. Mas dificulta o papel da imprensa.<\/p>\n<p>A imprensa necessita de fontes prim\u00e1rias. Algo ou algu\u00e9m que forne\u00e7a a informa\u00e7\u00e3o da forma mais bruta poss\u00edvel (menos \u201cinterpretada\u201d). Depois de colhidos os fatos, trata-se de mapear as intera\u00e7\u00f5es em torno dele, entrevistas os diversos atores envolvidos.<\/p>\n<p>O Strongman (bem como outros esportes de for\u00e7a) \u00e9 um esporte apreciado por um pequeno n\u00famero de pessoas. Num mundo plural, quase tudo \u00e9 apreciado por \u201cum pequeno n\u00famero de pessoas\u201d, pelo simples fato de que a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 imensa e variada. Ele tem interesse intr\u00ednseco (\u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o cultural), tem relev\u00e2ncia para a \u00e1rea da sa\u00fade (seus movimentos s\u00e3o repert\u00f3rio para treinamento de todo tipo de gente) e tem import\u00e2ncia como entretenimento. Assim, a imprensa passou a dar aten\u00e7\u00e3o ao embri\u00e3o deste esporte no Brasil.<\/p>\n<p>O papel dos jornalistas que cobriram os acontecimentos neste esporte foi n\u00e3o apenas investigar e documentar o que aconteceu, mas explicar (traduzir) para o p\u00fablico amplo os fatos e o contexto. Resumidamente, o que \u00e9 o esporte e porque \u00e9 interessante o conte\u00fado da not\u00edcia.<\/p>\n<p>A cada publica\u00e7\u00e3o de boa qualidade jornal\u00edstica, onde a imprensa interagiu com as fontes, seguiu-se uma pequena onda de sensacionalismo televisivo. Como interpretar este fato?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>A ind\u00fastria do entretenimento<\/li>\n<\/ol>\n<p>A ind\u00fastria do entretenimento, com \u00edntimas e prom\u00edscuas rela\u00e7\u00f5es com a imprensa televisiva, \u00e9 sens\u00edvel a tudo que tem audi\u00eancia. Se o UOL publicar uma mat\u00e9ria que tenha repercuss\u00e3o e tenha potencial de entreter (seja bizarro, chocante, bonito ou simplesmente muito estranho), as emissoras, que monitoram com muita precis\u00e3o estes indicadores, reagem instantaneamente.<\/p>\n<p>Tanto a imprensa quanto a ind\u00fastria do entretenimento produzem INFORMA\u00c7\u00c3O PEREC\u00cdVEL. Ou seja: algo que tem interesse aqui e agora. Assim que consumido, n\u00e3o existe mais.<\/p>\n<p>Tanto uma como a outra, no entanto, ao produzir informa\u00e7\u00e3o perec\u00edvel para si, podem produzir ou refor\u00e7ar um MODELO DE SITUA\u00c7\u00c3O. Quem leu ou assistiu incorporou a exist\u00eancia de algo que n\u00e3o conhecia, e isso n\u00e3o perece. Quem leu ou assistiu refor\u00e7ou valores, e isso perece menos ainda.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da imprensa s\u00e9ria, a ind\u00fastria do entretenimento, que poderia ser s\u00e9ria e muitas vezes at\u00e9 \u00e9, n\u00e3o faz uma TRADU\u00c7\u00c3O de um acontecimento interno a um segmento para a sociedade mais ampla. Como seu objetivo \u00e9 obter lucro atrav\u00e9s do entretenimento de massas, ela se apropria de \u201cpeda\u00e7os do fato\u201d (que podem ser apenas sua forma, seus s\u00edmbolos, seus personagens) e produz espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>Posso citar aqui in\u00fameros casos de espet\u00e1culos que certamente geram lucro para suas emissoras e ao mesmo tempo preservam o conte\u00fado do fato que utilizaram para cri\u00e1-los. \u201cSo you think you can dance\u201d \u00e9 um destes shows.<\/p>\n<p>O que a midia televisiva fez com o Strongman no Brasil, na d\u00e9cada de 1990 e come\u00e7ou a fazer novamente agora, foi o oposto: ela se apropriou da \u201ccasca da coisa\u201d (o formato do esporte, seu aspecto bizarro, a natureza ex\u00f3tica dos objetos pesados manipulados, o tamanho dos atletas, os gestos desconhecidos) e criou espet\u00e1culos.<\/p>\n<p>Houve exce\u00e7\u00f5es, claro. Elas foram os jornais esportivos televisivos. Boa parte deles fez coberturas muito boas do Strongman, em todos os estados.<\/p>\n<p>A ind\u00fastria de entretenimento, no entanto, vem exibindo sua tend\u00eancia a perverter o substrato do qual se apropria para produzir espet\u00e1culo. Mesmo quando mostrou atletas, j\u00e1 come\u00e7ou a censurar os aspectos substantivos de sua identidade, for\u00e7ar a manifesta\u00e7\u00e3o de valores estranhos a eles (\u201cexagero de for\u00e7a\u201d, \u201cexcesso de muscularidade\u201d, coisa que, de fato, nem existem) e fazer humor atrav\u00e9s do rid\u00edculo.<\/p>\n<p>O caso das Panicats foi a gota d\u2019\u00e1gua e por isso reagimos. Modelos que s\u00e3o dirigidas para fazer refer\u00eancia subliminar (ou nem tanto) permanente com a prostitui\u00e7\u00e3o, cenas que dialogam abertamente com a pornografia, foram colocadas em cena com os equipamentos, os movimentos e o NOME do esporte Strongman. Tanto que nos dias seguintes era essa a repercuss\u00e3o na imprensa: panicats ao lado de Brian Shaw (campe\u00e3o de dois circuitos internacionais de Strongman).<\/p>\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel que houve uma gigantesca dissemina\u00e7\u00e3o de uma determinada imagem do Strongman atrav\u00e9s do programa.<\/p>\n<p>Qual o efeito dessa repercuss\u00e3o? Para quem? A quem beneficia?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li>O esporte, seus atores e seus interesses<\/li>\n<\/ol>\n<p>H\u00e1 quem argumente, ingenuamente, que qualquer repercuss\u00e3o interessa. O que \u00e9 \u201cinteressar\u201d? Vejamos: ela promove o esporte? Atrai aten\u00e7\u00e3o p\u00fablica de maneira que esta passe a apoiar o pr\u00f3prio esporte e seus atletas? Transforma o tempo de exposi\u00e7\u00e3o do esporte, dos atletas, dos s\u00edmbolos em Return Over Investment (ROI, retorno sobre investimento), que \u00e9 o indicador que empresas s\u00e9rias usam para negociar patroc\u00ednio? Atrai patroc\u00ednio para os eventos ou atletas? Traz contratos bons aos atletas, seja l\u00e1 no que for?<\/p>\n<p>A resposta, senhores, \u00e9 N\u00c3O.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje, demos parte substancial do nosso tempo para fornecer informa\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa e \u00e0 m\u00eddia. Fornecer informa\u00e7\u00e3o \u00e0 imprensa \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o, como \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o dos cientistas, artistas e demais segmentos que se constituem em fontes de fatos esot\u00e9ricos (que t\u00eam linguagens muito internas \u00e0s comunidades de praticantes). N\u00f3s fazemos isso.<\/p>\n<p>Fornecer substrato \u00e0 ind\u00fastria de entretenimento, cujos espet\u00e1culos NUNCA geraram um centavo de retorno para n\u00f3s, que jamais persuadiram uma ind\u00fastria a nos patrocinar ou sequer abriram espa\u00e7o para n\u00f3s, n\u00e3o \u00e9 nossa obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Surpreendente? Suponho que sim. Todos pensam que a exposi\u00e7\u00e3o na m\u00eddia televisiva \u00e9 o objetivo supremo de qualquer um. Quem criou essa expectativa foram as emissoras, pois assim elas t\u00eam substrato gratuito permanente. Foi a pr\u00f3pria m\u00eddia televisiva que criou o sonho dos \u201c15 minutos de fama\u201d. Se perguntarmos \u00e0s pessoas o que elas ganham com 15 minutos (ou um minuto!) de exposi\u00e7\u00e3o televisiva, elas n\u00e3o sabem responder.<\/p>\n<p>Mas n\u00f3s sabemos: nas atuais condi\u00e7\u00f5es, NADA. S\u00f3 temos a perder. Perdemos anos de trabalho duro de divulga\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel com um programa que perverte nosso esporte.<\/p>\n<p>Foi exatamente assim que o primeiro embri\u00e3o do Strongman morreu nos final dos anos 1990.<\/p>\n<p>A nossa rea\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava no gatilho. O programa do Panico, como eu disse, foi a gota d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>Nosso recado \u00e9 claro: as organiza\u00e7\u00f5es desportivas n\u00e3o v\u00e3o mais colaborar com espet\u00e1culos depreciativos (que N\u00d3S julguemos depreciativos) do esporte. N\u00e3o precisamos, n\u00e3o temos obriga\u00e7\u00e3o e n\u00e3o ganhamos nada nos submetendo \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es autorit\u00e1rias das emissoras.<\/p>\n<p>Finalmente, olhemos do ponto de vista dos patrocinadores: uma ind\u00fastria de suplemento deve preferir associar seu whey a uma mo\u00e7a que jamais se expressa (a comunica\u00e7\u00e3o para s\u00edmbolos pornogr\u00e1ficos \u00e9 vetada), que n\u00e3o exibe performance esportiva, que transita num limite perigoso entre o er\u00f3tico e o pornogr\u00e1fico ou a uma atleta que consiga explicar o motivo pelo qual consome suplementos prot\u00e9icos?<\/p>\n<p>Eu tenho patroc\u00ednios. Num determinado momento, fiz as contas e percebi que eu era talvez a atleta de for\u00e7a mais patrocinada do pa\u00eds. Por que isso? Ser\u00e1 que \u00e9 porque o que eu recomendo \u00e9 consumido em fun\u00e7\u00e3o da autoridade que conquistei associando minha performance esportiva ao conte\u00fado da minha comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica? Ou foi porque eu apareci fazendo palha\u00e7ada em algum palco televisivo? Pense bem (pouquinho).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li>Os valores<\/li>\n<\/ol>\n<p>Finalmente, valores s\u00e3o relevantes. Supondo que nada disso que eu demonstrei no item anterior fosse verdade, supondo que a exposi\u00e7\u00e3o televisiva de fato produzisse enorme retorno em patroc\u00ednio e apoio ao esporte, ser\u00e1 que seria aceit\u00e1vel produzir espet\u00e1culos que trouxessem valores que conflitam com nossas mais sagradas convic\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>A ind\u00fastria da pornografia \u00e9 machista. Concedo que existe uma variedade quase infinita de pervers\u00f5es com outros conte\u00fados, mas a conhecida \u201cputaria\u201d \u00e9 machista. Ela vai continuar existindo e n\u00e3o \u00e9 nosso problema. Mas \u00e9 nosso problema se a ind\u00fastria de entretenimento quiser produzir espet\u00e1culo se apropriando de nosso esporte em refer\u00eancia \u00e0 putaria. Temos todo o direito de protestar. Qual o problema de protestarmos? N\u00e3o estamos censurando. Estamos atrapalhando? Pode ser. Eles nos atrapalharam tamb\u00e9m. Vivemos numa sociedade plural: eles t\u00eam um interesse, n\u00f3s temos outro.<\/p>\n<p>E se nos propuserem propaganda de produtos t\u00f3xicos? Faremos? E se propuserem propaganda de produtos perniciosos ao ambiente, faremos?<\/p>\n<p>Pensem.<\/p>\n<p>N\u00e3o se pode perder o foco e a l\u00f3gica dos objetivos. Caso contr\u00e1rio, uma hora sa\u00edmos da j\u00e1 perigosa m\u00e1xima \u201cos meios justificam os fins\u201d para o desvio de \u201cos meios justificam-se a si mesmos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>MARILIACOUTINHO.COM \u2013 id\u00e9ias sobre treinamento de for\u00e7a, powerlifting, levantamento de peso, strongman, esportes de for\u00e7a, g\u00eanero e educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica. Ideas on strength training, powerlifting, weightlifting, strongman, strength sports, gender and physical education.<\/p>\n<p>A vida \u00e9 pentavalente: arranco, arremesso, agachamento, supino e levantamento terra. Life is a five valence unit: the snatch, the clean and jerk, the squat, the bench press and the deadlift.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hoje \u00e9 o \u201cthe day after\u201d: o dia seguinte \u00e0 publica\u00e7\u00e3o, pelo UOL, atrav\u00e9s de mais uma excelente mat\u00e9ria de Bruno Freitas, do posicionamento da comunidade esportiva quanto \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o, pelo programa \u201cPanico na TV\u201d, do esporte STRONGMAN para cria\u00e7\u00e3o de um epis\u00f3dio humor\u00edstico. 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