{"id":4840,"date":"2012-09-06T17:44:26","date_gmt":"2012-09-06T17:44:26","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/a-pratica-da-medicina-baseada-em-evidencia\/"},"modified":"2012-09-06T17:44:26","modified_gmt":"2012-09-06T17:44:26","slug":"a-pratica-da-medicina-baseada-em-evidencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/a-pratica-da-medicina-baseada-em-evidencia\/","title":{"rendered":"A pr\u00e1tica da Medicina Baseada em Evid\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>(Este texto \u00e9 antigo, parte de um projeto para a OPAS, e foi postado para ajudar a reflex\u00e3o para o pr\u00f3ximo semin\u00e1rio de quarta feira, do dia 12\/09\/2012)<\/p>\n<p>A literatura relativa \u00e0s tomadas de decis\u00e3o informadas na \u00e1rea da sa\u00fade aponta para a pr\u00e1tica do que \u00e9 chamado <em>Evidence Based Medicine<\/em> ou Medicina Baseada em Evid\u00eancia (MBE). A pr\u00e1tica de MBE implica a integra\u00e7\u00e3o da <em>expertise<\/em> cl\u00ednica individual com a melhor evid\u00eancia t\u00e9cnico-cient\u00edfica produzida por pesquisa sistem\u00e1tica para tomar decis\u00f5es em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas.<\/p>\n<p>Os in\u00fameros estudos quantitativos e qualitativos a respeito da MBE indicam que:<\/p>\n<ul>\n<li>A MBE \u00e9 muito pouco praticada;<\/li>\n<li>Existem dificuldades importantes para a pr\u00e1tica de MBE relacionadas \u00e0 sobrecarga de informa\u00e7\u00e3o, \u00e0 estrutura da informa\u00e7\u00e3o e \u00e0 natureza da informa\u00e7\u00e3o. Dados quantitativos revelam a quantidade de esfor\u00e7o necess\u00e1rio para o exame de fontes prim\u00e1rias de informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e t\u00e9cnica por parte dos profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade para sanar necessidades espec\u00edficas. Comparado ao tempo dispon\u00edvel para consumir essa informa\u00e7\u00e3o (busca, leitura, an\u00e1lise e decis\u00e3o), demonstra-se que \u00e9 imposs\u00edvel utilizar as fontes prim\u00e1rias de informa\u00e7\u00e3o para tomar decis\u00f5es. Infer\u00eancias te\u00f3ricas (do campo da Teoria da Informa\u00e7\u00e3o) ajudam a explicar por que a estrutura da informa\u00e7\u00e3o no formato de artigos originais de pesquisa reduzem a qualidade da decis\u00e3o baseada na mesma ao ponto de inviabiliz\u00e1-la. Finalmente, apenas uma pequena fra\u00e7\u00e3o dos artigos originais publicados apresenta evid\u00eancias \u00fateis, adequadamente testadas e constituem informa\u00e7\u00e3o nova num t\u00f3pico de pr\u00e1tica cl\u00ednica;<\/li>\n<li>Contraditoriamente, existem casos bem sucedidos de utiliza\u00e7\u00e3o de fontes prim\u00e1rias de informa\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de MBE. Estes ocorreram em contextos espec\u00edficos de hospitais universit\u00e1rios ou de pesquisa;<\/li>\n<li>\u00c9 necess\u00e1rio treinamento para a pr\u00e1tica de MBE, que consiste em transformar a necessidade de informa\u00e7\u00e3o numa quest\u00e3o respond\u00edvel, acessar as fontes de informa\u00e7\u00e3o, analisar e avaliar a relev\u00e2ncia, qualidade e aplicabilidade da informa\u00e7\u00e3o resgatada e utilizar a informa\u00e7\u00e3o para tomar uma decis\u00e3o;<\/li>\n<li>O processo decis\u00f3rio \u00e9 complexo e exige conte\u00fados de informa\u00e7\u00e3o de determinados tipos;<\/li>\n<li>O processo decis\u00f3rio exige um formato para a informa\u00e7\u00e3o que sintetize as contribui\u00e7\u00f5es t\u00e9cnico-cient\u00edficas mais relevantes e atualizadas para determinada decis\u00e3o, que identifique claramente o consenso m\u00e9dico do momento relacionado a essa informa\u00e7\u00e3o e que identifique claramente as recomenda\u00e7\u00f5es derivadas dessas contribui\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<\/ul>\n<p>Existem sistemas on-line que disponibilizam diversos tipos de produtos de informa\u00e7\u00e3o sobre sa\u00fade, inclusive revis\u00f5es sistem\u00e1ticas e guias de pr\u00e1tica cl\u00ednica. O desenvolvimento desses sistemas \u00e9 complexo, relativamente demorado e requer a participa\u00e7\u00e3o de profissionais de diversas especialidades.<\/p>\n<p>Nem sempre estes sistemas est\u00e3o dispon\u00edveis no ambiente de trabalho dos profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade. Quando est\u00e3o, nem sempre os profissionais possuem as habilidades e outros requisitos para a utiliza\u00e7\u00e3o dos sistemas.<\/p>\n<p>As necessidades de informa\u00e7\u00e3o, por sua vez, n\u00e3o derivam de forma simplista das interven\u00e7\u00f5es individuais, mas s\u00e3o articuladas socialmente. A estrutura das comunidades de usu\u00e1rios condiciona fortemente a forma com que os usu\u00e1rios se relacionam com suas necessidades de informa\u00e7\u00e3o, desde a identifica\u00e7\u00e3o da necessidade at\u00e9 a mudan\u00e7a de comportamento (implementa\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o) resultante de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para identificar as necessidades de informa\u00e7\u00e3o de profissionais da \u00e1rea da sa\u00fade, v\u00e1rios m\u00e9todos t\u00eam sido empregados, como os surveys de amostra aleat\u00f3ria, os grupos de foco, as abordagens etnogr\u00e1ficas, as entrevistas em profundidade, as entrevistas de narrativa e as entrevistas epis\u00f3dicas.<\/p>\n<h2>A controv\u00e9rsia t\u00e9cnica e as tomadas de decis\u00e3o em sa\u00fade<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia \u00e9, em maior ou menor grau, o mecanismo respons\u00e1vel pela <em>mudan\u00e7a cient\u00edfica<\/em>. Bruno Latour descreveu o processo de esoteriza\u00e7\u00e3o, e, portanto, de sofistica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, metodol\u00f3gica e te\u00f3rica, que ocorre ao longo das controv\u00e9rias cient\u00edficas (1987). Assim, a controv\u00e9rsia seria a base do <em>progresso cient\u00edfico<\/em>, embora alguns autores evitem o conceito. A introdu\u00e7\u00e3o de <em>inova\u00e7\u00f5es<\/em> produz a cl\u00e1ssica estratifica\u00e7\u00e3o da comunidade de praticantes entre um extremo de inovadores, ou <em>risk-takers<\/em>, e um extremo de retardat\u00e1rios, ou <em>risk-averse<\/em>. Essa estratifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada principalmente \u00e0 estrutura social (hier\u00e1rquica, institucional e generacional) da comunidade em quest\u00e3o. No entanto, a inova\u00e7\u00e3o est\u00e1, geralmente, associada \u00e0 controv\u00e9rsia. O sucesso ou fracasso de sua introdu\u00e7\u00e3o como par\u00e2metro de pr\u00e1tica ou de modelo te\u00f3rico est\u00e3o relacionados, nesse caso, a um jogo de interesses que mobiliza um grande esfor\u00e7o de articula\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica existente e interpreta\u00e7\u00e3o do lugar de cada evid\u00eancia no quadro da controv\u00e9rsia. A elite da comunidade controla o jogo e produz o discurso argumentativo que se expressa na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do momento. Quanto menos diretamente envolvido na controv\u00e9rsia estiver o praticante, e, portanto, mais distante do centro de poder da comunidade, menor a familiaridade com os argumentos e maior a perplexidade diante do conflito. Os praticantes menos envolvidos, que constituem a maioria da comunidade, tendem a ser <em>risk-averse<\/em> ou retardat\u00e1rios nessas circunst\u00e2ncias. Kuhn (1971) e outros representantes cl\u00e1ssicos da sociologia da ci\u00eancia interpretam a resist\u00eancia t\u00edpica da comunidade cient\u00edfica \u00e0 mudan\u00e7a como produto de um conservadorismo intr\u00ednceco, de uma dificuldade em se desvencilhar da vis\u00e3o de mundo associada ao velho paradigama. Essa resist\u00eancia pode ser interpretada, alternativamente, como resultado da dificuldade de \u201c<em>make sense<\/em>\u201d da massa de nova informa\u00e7\u00e3o produzida sob os eixos da controv\u00e9rsia. As comunidades envolvidas em controv\u00e9rsia t\u00eam, portanto, uma rela\u00e7\u00e3o mais cr\u00edtica com a nova informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e t\u00e9cnica da \u00e1rea e possivelmente apresentem necessidades especiais, como ferramentas, produtos e formatos de disponibiliza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o que d\u00eaem maior visibilidade \u00e0 controv\u00e9rsia e \u00e0s tomadas de decis\u00e3o implicadas nas alternativas em jogo.<\/p>\n<h2>Implica\u00e7\u00f5es da controv\u00e9rsia para a metodologia da pesquisa<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A controv\u00e9rsia produz mudan\u00e7as estruturais na comunidade onde incide. A comunidade fica, assim, estratificada segundo o conte\u00fado e polaridade da controv\u00e9rsia. As demandas por informa\u00e7\u00e3o de uma comunidade assim estratificada s\u00f3 podem ser conhecidas se ela for sondada segundo essa estratifica\u00e7\u00e3o. Assim, \u00e9 necess\u00e1rio ter um mapeamento preciso da controv\u00e9rsia e dos efeitos sociais da mesma na comunidade para planejar a sondagem de cada estrato, que podem variar quanto suas caracter\u00edsticas institucionais, das rela\u00e7\u00f5es sociais intra-grupo, generacionais, etc. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso ter conhecimento da controv\u00e9rsia para planejar roteiros de entrevistas e levantamentos sobre a cultura da comunidade.<\/p>\n<p>Consequentemente, um passo que antecede o estudo sobre o tipo de tomada de decis\u00e3o, produtos de informa\u00e7\u00e3o e todos os passos subsequentes da pesquisa \u00e9 um mapeamento das controv\u00e9rsias da \u00e1rea do p\u00fablico-alvo.<\/p>\n<p>Outra consequ\u00eancia metodol\u00f3gica \u00e9 que o estudo da estrutura social da comunidade deve ter como preocupa\u00e7\u00e3o fundamental a identifica\u00e7\u00e3o das sub-comunidades estruturadas pela controv\u00e9rsia. Cada uma delas deve ser tratada como uma comunidade independente para efeito de elabora\u00e7\u00e3o do roteiro da entrevista, no \u00edtem subsequente.<\/p>\n<p>Finalmente, devem ser estudadas as rela\u00e7\u00f5es entre as sub-comunidades e suas implica\u00e7\u00f5es para a apropria\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O mapeamento da controv\u00e9rsia deve incluir uma tipologia das quest\u00f5es de pesquisa para orientar estudos bibliom\u00e9tricos. N\u00e3o interessa conhecer os par\u00e2metros da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da \u00e1rea com um todo, apenas. \u00c9 necess\u00e1rio estudar a din\u00e2mica da produ\u00e7\u00e3o relacionada com as v\u00e1rias tem\u00e1ticas e \u201cescolas\u201d.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o de produtos e, principalmente, do formato de sua disponibiliza\u00e7\u00e3o s\u00f3 podem ser feitos respeitando as necessidades configuradas pelas controv\u00e9rsias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h1>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/h1>\n<p>Bennett, K. J., Sackett, D. L., Haynes, R. B., Neufeld, V. R., Tugwell, P. &amp; Roberts, R. \u00a01987. A controlled trial of teaching critical appraisal of the clinical literature to medical students <em>JAMA<\/em>. 257(18):2451-4<\/p>\n<p>BIREME and the Latin American andCaribbeanSystem on Health Sciences Information: Towards the Virtual. Central theme. 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Ideas on strength training, powerlifting, weightlifting, strongman, strength sports, gender and physical education.<\/p>\n<p>A vida \u00e9 pentavalente: arranco, arremesso, agachamento, supino e levantamento terra. Life is a five valence unit: the snatch, the clean and jerk, the squat, the bench press and the deadlift.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Este texto \u00e9 antigo, parte de um projeto para a OPAS, e foi postado para ajudar a reflex\u00e3o para o pr\u00f3ximo semin\u00e1rio de quarta feira, do dia 12\/09\/2012) A literatura relativa \u00e0s tomadas de decis\u00e3o informadas na \u00e1rea da sa\u00fade aponta para a pr\u00e1tica do que \u00e9 chamado Evidence Based Medicine ou Medicina Baseada em [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[43,1225,1120],"tags":[1432,1433,1434,15,1435,1436,1353],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4840"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4840"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4840\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4840"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4840"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4840"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}