{"id":5001,"date":"2013-03-27T22:34:02","date_gmt":"2013-03-27T22:34:02","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/voce-esta-pronto-talento-preparacao-e-prontidao-competitiva-parte-2-de-4-esporte-e-o-talento\/"},"modified":"2013-03-27T22:34:02","modified_gmt":"2013-03-27T22:34:02","slug":"voce-esta-pronto-talento-preparacao-e-prontidao-competitiva-parte-2-de-4-esporte-e-o-talento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/voce-esta-pronto-talento-preparacao-e-prontidao-competitiva-parte-2-de-4-esporte-e-o-talento\/","title":{"rendered":"Voc\u00ea est\u00e1 pronto? Talento, prepara\u00e7\u00e3o e prontid\u00e3o competitiva (parte 2 de 4) &#8211; esporte e o talento"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" alt=\"\" src=\"http:\/\/api.ning.com\/files\/1VUd0uIYGpOmHjmO5XMP93XV029F7FaTPMX0rs2XxkaSXFjRfEYnWitEbDWJFNo5B8LjjlyktnpV0uNAvv4V7As4H6HQxLwH\/inner_strength_by_mhissid2zwuom.jpg\" width=\"325\" height=\"216\" \/><\/p>\n<p>(<a href=\"http:\/\/www.mariliacoutinho.com\/talento-preparacao-prontidao\/\">parte 1<\/a>\u00a0&#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mariliacoutinho.com\/voce-esta-pronto-talento-preparacao-prontidao-competitiva-parte-2-de-4\/\">parte 2<\/a>\u00a0&#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mariliacoutinho.com\/voce-esta-pronto-talento-preparacao-prontidao-competitiva-parte-3-de-4-esporte-preparacao\/\">parte 3<\/a>\u00a0&#8211;\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mariliacoutinho.com\/voce-esta-pronto-talento-preparacao-prontidao-competitiva-parte-4-de-4\/\">parte 4<\/a>)<\/p>\n<p>(continua de \u201cVoc\u00ea est\u00e1 pronto? <a href=\"http:\/\/www.mariliacoutinho.com\/talento-preparacao-prontidao\/\">Talento, prepara\u00e7\u00e3o e prontid\u00e3o competitiva<\/a>\u201d &#8211; )<\/p>\n<div>\n<h1>Esporte \u2013 o talento<\/h1>\n<\/div>\n<p>Desde que o esporte se tornou uma atividade com import\u00e2ncia estrat\u00e9gica e comercial, a otimiza\u00e7\u00e3o do sucesso competitivo recebeu grande aten\u00e7\u00e3o. O foco das estrat\u00e9gias de otimiza\u00e7\u00e3o esteve, no in\u00edcio, no talento. Duas abordagens emergiram imediatamente: a observa\u00e7\u00e3o do sucesso \u201cem a\u00e7\u00e3o\u201d e as tentativas de encontrar o talento antes que o atleta tenha oportunidade de express\u00e1-lo em jogo.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o do sucesso \u201cem a\u00e7\u00e3o\u201d at\u00e9 hoje tem uma grande import\u00e2ncia. Uma express\u00e3o dela s\u00e3o os \u201colheiros\u201d que visitam as escolas americanas observando treinos para encontrar potenciais jogadores. Esta abordagem tamb\u00e9m foi chamada de \u201csele\u00e7\u00e3o natural\u201d, uma vez que se exime de interferir (ou estudar) os in\u00fameros fatores que determinam a presen\u00e7a do atleta naquele esporte espec\u00edfico que est\u00e1 sendo observado. Uma vez l\u00e1, seu talento ser\u00e1 observado.<\/p>\n<p>\u00c9 ineg\u00e1vel que esta estrat\u00e9gia funciona, funcionou e sempre funcionar\u00e1.<\/p>\n<p>A pergunta que nunca quis calar \u00e9: por que o atleta est\u00e1 l\u00e1? Por que ele \u00e9 t\u00e3o bom l\u00e1?<\/p>\n<p>As primeiras respostas que esta pergunta respondeu nos parecem hoje no m\u00ednimo ing\u00eanuas. Olhando uma turma de garotos jogando basquete, ficou claro que os mais altos se destacavam. Assim, a era da triagem antropom\u00e9trica se instaurou. Crian\u00e7as eram avaliadas quanto ao seu \u201ctalento\u201d esportivo com base nas medidas antropom\u00e9tricas e possivelmente algum teste f\u00edsico b\u00e1sico. Os pequenos e flex\u00edveis eram direcionados \u00e0 gin\u00e1stica ol\u00edmpica, os altos para o basquete. Talento era \u201cgen\u00e9tica para leigos\u201d, ou seja, fen\u00f3tipo.<\/p>\n<p>Com a evolu\u00e7\u00e3o da pesquisa em identifica\u00e7\u00e3o, sele\u00e7\u00e3o e triagem de talentos esportivos, cada vez mais bem financiada pelas pot\u00eancias em guerra (fria e ol\u00edmpica) e, mais recentemente, pelos enormes interesses comerciais em jogo, novos crit\u00e9rios foram acrescentados. A sele\u00e7\u00e3o \u201ccient\u00edfica\u201d de talentos agora inclui testes psicol\u00f3gicos padronizados. A sele\u00e7\u00e3o de atletas baseada nestes crit\u00e9rios mais detalhados foi chamada de \u201cdetec\u00e7\u00e3o de talentos\u201d, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0s t\u00e9cnicas mais simplificadas da \u201cidentifica\u00e7\u00e3o de talentos\u201d.<\/p>\n<p>Os testes psicol\u00f3gicos padronizados pretendem identificar atitudes e comportamentos do indiv\u00edduo que o tornam favorecido em determinadas posi\u00e7\u00f5es, em determinados esportes.<\/p>\n<p>O argumento em favor destas novas t\u00e9cnicas \u00e9 que elas seriam mais eficientes, mais baratas e mais bem sucedidas. Todas as formas de identifica\u00e7\u00e3o de talentos esportivos aplicadas antes mesmo que o potencial atleta conhe\u00e7a seu esporte partem da mesma perspectiva de que o talento \u00e9 algo que mora dentro do sujeito,\u00a0 em geral, nasceu com ele e que ele e seu esporte foram fisiol\u00f3gica e psicologicamente feitos um para o outro passivamente.<\/p>\n<p>O que todas estas abordagens deixam de lado \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o coletiva do talento e os elementos afetivos e de hist\u00f3ria de vida que moldam a rela\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo com aquele fazer em particular, tornando-o especialmente capaz e at\u00e9 mesmo especialmente apto a vencer. Tamb\u00e9m deixam de lado o papel ativo da escolha e arb\u00edtrio do sujeito na express\u00e3o da excel\u00eancia.<\/p>\n<p>A sociedade seria composta de meia d\u00fazia de g\u00eanios e milh\u00f5es de med\u00edocres porque isso \u00e9 natural, biol\u00f3gico, pr\u00f3prio \u00e0 esp\u00e9cie. A necessidade desta ordem, a constru\u00e7\u00e3o dos g\u00eanios, a disponibilidade de habilidades valorizadas versus outras desvalorizadas \u2013 tudo isso fica opaco dentro de tal perspectiva.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de contar a hist\u00f3ria do talento pela metade, estas t\u00e9cnicas s\u00e3o pouco eficientes para a identifica\u00e7\u00e3o da prontid\u00e3o competitiva, que, al\u00e9m de n\u00e3o ser inata, muda com o tempo num mesmo indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>O que seria talento, ent\u00e3o?<\/p>\n<p>A literatura sobre talento n\u00e3o tem muito mais, em denominador comum, que a id\u00e9ia de que se trata de um conjunto de atributos que permite a express\u00e3o excelente de alguma habilidade. Parte da literatura j\u00e1 distingue talento de sucesso esportivo.<\/p>\n<p>Poder\u00edamos falar em talento na aus\u00eancia de sua express\u00e3o concreta? Haveria um \u201ctalento futebol\u00edstico\u201d encarnado em algu\u00e9m que nunca viu uma bola em campo? Naturalmente os adeptos da \u201cdetec\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de talentos\u201d dir\u00e3o que sim. Eu digo que n\u00e3o. Existem capacidades que tornam poss\u00edvel prever como mais ou menos prov\u00e1vel que um indiv\u00edduo em particular : 1. Exiba boa capacidade de aprendizado motor para certos gestos esportivos; 2. Exiba uma atitude condizente com as demandas daquela pr\u00e1tica. Se, uma vez em quadra, no tatame, no tablado, na piscina, aquele indiv\u00edduo vai ou n\u00e3o manifestar talento sem a press\u00e3o que sua pr\u00e9via identifica\u00e7\u00e3o e progn\u00f3stico tiveram, \u00e9 imprevis\u00edvel.<\/p>\n<p>Creio que \u00e9 ineg\u00e1vel que talento existe. Creio, al\u00e9m disso, que \u00e9 ineg\u00e1vel que, como quase todas as habilidades humanas, ela seja produto da indissoci\u00e1vel intera\u00e7\u00e3o \u201cnature and nurture\u201d. \u00c9 evidente que a altura do menino do v\u00f4lei e a flexibilidade da garota da gin\u00e1stica s\u00e3o gen\u00e9ticos e ponto final. Mas a express\u00e3o das habilidades t\u00e9cnicas envolvidas na execu\u00e7\u00e3o excelente de um script e o dom\u00ednio t\u00e9cnico de um repert\u00f3rio motor n\u00e3o s\u00e3o gen\u00e9ticos.<\/p>\n<p>Talento \u00e9 algo f\u00edsico, cognitivo, emocional ou cultural? Outra pergunta errada. Estes fatores s\u00e3o rigorosamente indissoci\u00e1veis na express\u00e3o do talento esportivo. O quanto de emocional h\u00e1 no talento de um bailarino, de uma figure skater, de um esgrimista ou de um judoca? O quanto de f\u00edsico h\u00e1 em tudo isso? O quanto de cognitivo? O quanto de cultural no jogador de futebol, menino pobre de \u201ccomunidade\u201d (antes chamada de favela), crescido num meio que v\u00ea esta atividade como o grande meio de ascens\u00e3o social? E o atleta de jogos bascos, movido por que al\u00e9m de orgulho patri\u00f3tico?<\/p>\n<p>As perguntas mais importantes a se fazer no estudo do talento, me parece, est\u00e3o mais relacionadas a motiva\u00e7\u00e3o. Veremos mais tarde que os n\u00f3s que \u00e9 necess\u00e1rio desfazer para dar ao atleta controle de sua prontid\u00e3o competitiva requerem que ele compreenda o melhor\u00a0 poss\u00edvel os componentes de suas motiva\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas e extr\u00ednsecas. Estas motiva\u00e7\u00f5es, no entanto, estavam tamb\u00e9m presentes na constitui\u00e7\u00e3o do talento, quando o atleta travou o primeiro contato afetivo e concreto com a pr\u00e1tica que viria a compor, aos poucos e cada vez mais, sua identidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(parte 1\u00a0&#8211;\u00a0parte 2\u00a0&#8211;\u00a0parte 3\u00a0&#8211;\u00a0parte 4) (continua de \u201cVoc\u00ea est\u00e1 pronto? Talento, prepara\u00e7\u00e3o e prontid\u00e3o competitiva\u201d &#8211; ) Esporte \u2013 o talento Desde que o esporte se tornou uma atividade com import\u00e2ncia estrat\u00e9gica e comercial, a otimiza\u00e7\u00e3o do sucesso competitivo recebeu grande aten\u00e7\u00e3o. O foco das estrat\u00e9gias de otimiza\u00e7\u00e3o esteve, no in\u00edcio, no talento. 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