{"id":5075,"date":"2013-07-24T03:23:17","date_gmt":"2013-07-24T03:23:17","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/como-saber-se-voce-e-um-bipolar\/"},"modified":"2013-07-24T03:23:17","modified_gmt":"2013-07-24T03:23:17","slug":"como-saber-se-voce-e-um-bipolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/como-saber-se-voce-e-um-bipolar\/","title":{"rendered":"Como saber se voc\u00ea \u00e9 um bipolar?"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" alt=\"\" src=\"http:\/\/t2.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcRVAkpAQiVAqSKry31FVW-b_6EHMH1AoLLwYMdEwnd9eXbAZg_o5w\" width=\"204\" height=\"247\" \/><\/p>\n<p>Essa pergunta se imbrica, mas n\u00e3o \u00e9 igual \u00e0 \u201co que \u00e9 bipolaridade\u201d ou \u201ccomo aparece a desordem bipolar\u201d. Ambas s\u00e3o importantes, mas essa \u00e9 mais pr\u00e1tica. \u00c9 a primeira pergunta que todas as pessoas aflitas me fazem. O que importa, realmente, se a desordem bipolar esteja associada a 64 genes distribu\u00eddos em 18 cromossomas? Que n\u00e3o sei quantos receptores de serotonina estejam envolvidos? Que a neglig\u00eancia de sua m\u00e3e quando seu irm\u00e3ozinho nasceu tenha deflagrado esquisitisses na sua mente? Na pr\u00e1tica, quando o sujeito est\u00e1 em p\u00e2nico, esperando um alien explodir de seu umbigo, o que ele quer saber \u00e9 se ele \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9 bipolar \u2013 seja l\u00e1 o que isso for.<\/p>\n<p>A resposta curta \u00e9: \u201cvoc\u00ea \u00e9 diferente \u2013 BEM diferente\u201d. Caetano Veloso disse uma vez que de perto ningu\u00e9m \u00e9 normal, prenhe de raz\u00e3o. Mas o bipolar \u00e9 um pouco menos normal do que o resto da anormalidade geral. Por exemplo: ningu\u00e9m tem um humor estritamente est\u00e1vel. Todos t\u00eam seus momentos de euforia, de alegria infantil e quase incontida, e seus momentos de tristeza. At\u00e9 mesmo momentos depressivos, que duram pouco e depois passam. E todos t\u00eam isso v\u00e1rias vezes durante a vida, de modo que nosso humor poderia ser representado por uma fun\u00e7\u00e3o cuja express\u00e3o gr\u00e1fica fosse uma seq\u00fc\u00eancia de sen\u00f3ides, ou ondas, em torno de um eixo nunca mantido de \u201cnormalidade\u201d. Ningu\u00e9m est\u00e1 normal: est\u00e1 sempre um pouco acima ou um pouco abaixo \u2013 essa \u00e9 a id\u00e9ia. O problema \u00e9 quando, em vez de ondas, existem tsunamis de agita\u00e7\u00e3o ou euforia ou Grand Canions de depress\u00e3o. A\u00ed a coisa j\u00e1 se torna digna de um olhar mais atento quanto a uma \u201ccondi\u00e7\u00e3o\u201d, algo que \u00e9 constitutivo do sujeito e \u00e9 bem diferente do resto da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um outro nome para essas varia\u00e7\u00f5es de humor \u00e9 CICLOTIMIA. Hoje a ciclotimia est\u00e1 no \u201ccontinuum\u201d da bipolaridade, considerada uma forma mais branda da mesma doen\u00e7a. Quando, por mais de dois anos, o paciente oscila entre um humor depressivo (mas n\u00e3o tanto&#8230;) e um humor euf\u00f3rico (mas n\u00e3o tanto&#8230; ), ele \u00e9 um ciclot\u00edmico. Entre a ciclotimia e a desordem bipolar tipo 1, onde ocorrem at\u00e9 mesmo surtos dissociativos dentro dos ciclos de mania e os ciclos depressivos podem levar a in\u00e9rcia total, existe a desordem bipolar tipo 2.<\/p>\n<p>Minha opini\u00e3o, baseada na ampla conviv\u00eancia com portadores e discuss\u00f5es com psiquiatras s\u00e9rios, \u00e9 que isso \u00e9 uma grande BOBAGEM. Como eu sempre repito, existem tantas bipolaridades quanto existem bipolares. Inventar \u201ctipos\u201d (agora tem at\u00e9 tipo 5) e outros nomes \u00e9, do ponto de vista epistemol\u00f3gico, tosco. N\u00e3o h\u00e1 nenhum fundamento fisiol\u00f3gico, gen\u00e9tico, bioqu\u00edmico ou epidemiol\u00f3gico para estas classifica\u00e7\u00f5es e elas n\u00e3o ajudam em nada o tratamento.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos se encontram no ultrapassado Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders ou no <a title=\"International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/International_Statistical_Classification_of_Diseases_and_Related_Health_Problems\">International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems<\/a> 10th Revision (ICD-10).<\/p>\n<p>De tudo, a \u00fanica coisa que importa \u00e9 que existe esse enorme guarda-chuva conceitual, que por enquanto vamos continuar chamando de condi\u00e7\u00e3o bipolar, onde o portador administra per\u00edodos em que sua percep\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 contaminada por emo\u00e7\u00f5es muito intensas no sentido estimulat\u00f3rio, ou no sentido inibit\u00f3rio. No sentido estimulat\u00f3rio, euforia \u00e9 s\u00f3 uma delas (a base do conceito j\u00e1 meio roto de mania), mas \u201cagita\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cang\u00fastia\u201d, ansiedade tamb\u00e9m est\u00e3o, desde que <b><i>mobilizem<\/i><\/b> o indiv\u00edduo. De toda a minha observa\u00e7\u00e3o, o maior perigo e risco \u00e9 o grau de mobiliza\u00e7\u00e3o que cada ciclo, ou a passagem de um para o outro, traz. Estados extremos de euforia podem mobilizar um bipolar a gastar uma quantidade enorme de recursos a cr\u00e9dito, na confian\u00e7a de que pode gerar mais recursos com sua energia produtiva. O resultado \u00e9 um catastr\u00f3fico endividamento. Estados extremos de agita\u00e7\u00e3o podem levar a agress\u00e3o \u2013 a outros ou a si mesmo.<\/p>\n<p>No sentido inibit\u00f3rio, basicamente o que o portador sofre s\u00e3o formas variadas de depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas o que mais caracteriza o bipolar e dificulta a comunica\u00e7\u00e3o de seu sofrimento para os \u201cnormais\u201d (muitas vezes o m\u00e9dico que lhe atende), \u00e9 a estranh\u00edssima sensa\u00e7\u00e3o de que estados completamente contradit\u00f3rios est\u00e3o co-ocorrendo. Mas de fato est\u00e3o: o portador est\u00e1, ao mesmo tempo, ansioso e deprimido, agitado e drenado, compulsivo e inerte. Estes estados s\u00e3o os estados MISTOS e os estados de CICLAGEM R\u00c1PIDA. Acreditava-se que eram t\u00edpicos da passagem de um estado deprimido para um man\u00edaco ou o contr\u00e1rio. N\u00e3o h\u00e1 base epidemiol\u00f3gica para essa afirma\u00e7\u00e3o. Kay Jamison associou a maior produtividade art\u00edstica dos indiv\u00edduos estudados em seu livro Touched with Fire com este estagio, considerando que \u00e9 a passagem de um est\u00e1gio basicamente improdutivo para outro tamb\u00e9m improdutivo, que gera os surtos de produtividade. Se a \u201cteoria da transi\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 em que os estados mistos s\u00e3o considerados a passagem de um ciclo a outro \u2013 for melhor fundamentada, \u00e9 poss\u00edvel. Eu n\u00e3o aposto minhas fichas nela.<\/p>\n<p>Aqui embaixo est\u00e3o reproduzidos os sintomas \u201coficiais\u201d dos ciclos de mania e depress\u00e3o segundo o NIH. Por enquanto acredito que seja a lista de maior autoridade para a medicina, por isso a escolhi para esta reflex\u00e3o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Sinais e sintomas de mania (ou um \u201cepis\u00f3dio man\u00edaco\u201d):<\/h2>\n<p>&#8211; energia, atividade aumentada, inquietude<\/p>\n<p>&#8211; humor excessivamente \u201chigh\u201d, bom, euf\u00f3rico<\/p>\n<p>&#8211; extrema irritabilidade<\/p>\n<p>&#8211; pensamentos r\u00e1pidos, falar muito depressa, pular de uma id\u00e9ia para outra<\/p>\n<p>&#8211; dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; pouca necessidade de sono<\/p>\n<p>&#8211; cren\u00e7as n\u00e3o realistas nas pr\u00f3prias habilidades e poderes<\/p>\n<p>&#8211; mau julgamento<\/p>\n<p>&#8211; surtos de gasto de dinheiro<\/p>\n<p>&#8211; um per\u00edodo relativamente duradouro de um comportamento diferente do usual<\/p>\n<p>&#8211; aumento da libido<\/p>\n<p>&#8211; abuso de drogas, particularmente coca\u00edna, \u00e1lcool e medica\u00e7\u00e3o para dormir<\/p>\n<p>&#8211; comportamento provocativo, intrusivo ou agressivo<\/p>\n<p>&#8211; nega\u00e7\u00e3o de que haja algo errado com a pr\u00f3pria pessoa<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Sinais e sintomas de depress\u00e3o (ou um \u201cepis\u00f3dio depressivo\u201d)<\/h2>\n<p>&#8211; um humor triste, ansioso ou vazio duradouro<\/p>\n<p>&#8211; sentimentos de desesperan\u00e7a ou pessimismo<\/p>\n<p>&#8211; sentimentos de culpa, de falta de valor ou abandono<\/p>\n<p>&#8211; perda de interesse ou prazer em atividades que antes apreciava, incluindo sexo<\/p>\n<p>&#8211; menor energia, um sentimento de fadiga e de estar sendo \u201cdesacelerado\u201d<\/p>\n<p>&#8211; dificuldade em concentrar-se, lembrar-se e tomar decis\u00f5es<\/p>\n<p>&#8211; inquietude ou irritabilidade<\/p>\n<p>&#8211; dormir demais ou de menos<\/p>\n<p>&#8211; mudan\u00e7as no apetite e\/ou perda ou ganho n\u00e3o intencional de peso<\/p>\n<p>&#8211; dor cr\u00f4nica ou outro sintoma corporal persistente que n\u00e3o causado por doen\u00e7a ou les\u00e3o<\/p>\n<p>&#8211; pensamentos sobre morte e suic\u00eddio, ou tentativas de suic\u00eddio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nossa, que bagun\u00e7a. Vamos tentar colocar alguma ordem nesses itens jogados sem nenhuma hierarquia para que o leitor n\u00e3o fique fazendo teste de m\u00faltipla escolha com algo t\u00e3o s\u00e9rio. As duas listas acima descrevem elementos de duas condi\u00e7\u00f5es opostas (e, surpreendentemente, alguns elementos comportamentais s\u00e3o comuns aos dois): uma muito acelerada, ou estimulada, e a outra muito desacelerada, ou inibida.<\/p>\n<p>Como saber se essas manifesta\u00e7\u00f5es, no geral todas componentes da vida de um humano pseudo-normal (nenhum o \u00e9), j\u00e1 fazem parte de uma condi\u00e7\u00e3o bipolar? Primeiro, quando a(s) manifesta\u00e7\u00e3o(\u00f5es) torna a vida DISFUNCIONAL. Isso \u00e9 o b\u00e1sico. Se algum comportamento involunt\u00e1rio, incontrol\u00e1vel, desproporcional quanto \u00e0s supostas causas externas (e qualquer um percebe quando algo aparentemente n\u00e3o tem motivo para acontecer) faz com que pr\u00e1ticas da vida cotidiana sejam comprometidas, \u00e9 a hora de parar e analisar a situa\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 atrapalhando a vida social? O trabalho? O estudo? A vida em si?? Essa \u00e9 a primeira pergunta, e, se a resposta for positiva, n\u00e3o importa que tenha durado duas semanas ou um ano, se \u00e9 um ou cinco dos itens da listinha do NIH (que poderia ser de 32, 46 ou 85 itens) \u2013 o indiv\u00edduo \u00e9 portador de alguma coisa que n\u00e3o est\u00e1 boa e precisa ser tratada. Segundo: se as idea\u00e7\u00f5es suicidas, estes pequenos devaneios que em geral n\u00e3o levamos a s\u00e9rio sobre como seria bom se tudo acabasse, se aquele caminh\u00e3o azul batesse em nosso carro e morr\u00eassemos sem sofrimento, se um meteoro ca\u00edsse agora em nossa cabe\u00e7a, forem muito recorrentes, \u00e9 outro mal-sinal. Se isso for combinado a comportamentos auto-destrutivos (e isso \u00e9 um enorme e complexo cap\u00edtulo \u00e0 parte), ent\u00e3o h\u00e1 definitivamente algo errado.<\/p>\n<p>A gravidade da condi\u00e7\u00e3o bipolar est\u00e1 diretamente relacionada a dois elementos, nesta ordem: o qu\u00e3o s\u00e9rio realmente \u00e9 o risco de suic\u00eddio e o quanto as manifesta\u00e7\u00f5es (quaisquer) est\u00e3o comprometendo o funcionamento cotidiano.<\/p>\n<p>A segunda n\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil de medir. At\u00e9 um amigo educado pode ajudar a fazer um levantamento e um m\u00e9dico que n\u00e3o esteja com o rel\u00f3gio medindo cifr\u00f5es, e sim horas e minutos, tamb\u00e9m. J\u00e1 o primeiro \u2013 o risco de suic\u00eddio \u2013 \u00e9 bem mais complicado.<\/p>\n<p>S\u00f3 teremos certeza mesmo sobre o risco de suic\u00eddio atrav\u00e9s de comportamentos de alto risco, e a\u00ed pode ser tarde demais. Uma tentativa s\u00e9ria de suic\u00eddio \u00e9 suficiente para o indiv\u00edduo ser considerado de alt\u00edssimo risco, e a\u00ed a op\u00e7\u00e3o \u00e9 entre tratar-se e uma nova e inevit\u00e1vel tentativa, com grandes chances de sucesso.<\/p>\n<p>Em outro cap\u00edtulo, vamos discutir uma desordem bastante controvertida, que j\u00e1 se cogitou ser relacionada \u00e0 bipolar, que se chama Borderline Personality Disorder. Em geral, quando o psiquiatra n\u00e3o vai com a sua cara, esse \u00e9 o seu diagn\u00f3stico e quase sempre est\u00e1 errado. Assim, muitos bipolares com compuls\u00e3o por auto-mutila\u00e7\u00e3o entram nessa categoria e suas freq\u00fcentes les\u00f5es auto-inflingidas s\u00e3o ignoradas por m\u00e9dicos e fam\u00edlia. At\u00e9 que um dia se matam. \u201cNossa!!! Que surpresa!!!\u201d Ora, ele era um bipolar! O suic\u00eddio estava na agenda dele! Surpresa, nada \u2013 erro m\u00e9dico, mesmo.<\/p>\n<p>Eu tive um \u201cencontro\u201d desses. Todos os m\u00e9dicos exceto um me diagnosticaram como portadora de desordem bipolar. Esse um era um acad\u00eamico, e estava muito irritado com minha rea\u00e7\u00e3o de den\u00fancia p\u00fablica \u00e0 falta de \u00e9tica num concurso da USP. Ent\u00e3o eu virei borderline para ele e ele me enfiou Zyprexa. \u00c9 uma forma m\u00e9dica de dizer: \u201codeio voc\u00ea e vou torturar\u00e1-la\u201d. Ele olhou minhas centenas de marcas de auto-mutila\u00e7\u00e3o, algumas das quais com muitos pontos, e disse: \u201cborderlines fazem mil risquinhos no pesco\u00e7o, mas jamais ter\u00e3o coragem para abrir a jugular\u201d (at\u00e9 hoje me pergunto como ele ignorou os enormes cortes com mais de 10 pontos que eu tinha pelo corpo). Bem, ele pagou a boca (embora n\u00e3o saiba e eu n\u00e3o v\u00e1 revelar seu nome aqui \u2013 \u00e9 um neurologista conhecido e prestigiado da USP): tr\u00eas anos mais tarde, eu abri a jugular numa estrada deserta no litoral, e sobrevivi por milagre. Puxa, que chato&#8230; Diagn\u00f3stico errado: a mo\u00e7a n\u00e3o era Border, era bipolar no duro. Tudo bem, pr\u00f3ximo paciente.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, calma com as listinhas de supermercado dos \u00f3rg\u00e3os de sa\u00fade. \u201cRisquinhos\u201d podem ser manifesta\u00e7\u00f5es de mil coisas, at\u00e9 mesmo de rituais de culturas urbanas bizarras. Mas nunca devem ser ignorados. No contexto, podem sim, e muito, ser parte de um quadro bipolar e a\u00ed, todo cuidado \u00e9 pouco. \u00c9 sinal de que aquele portador est\u00e1 lidando com compuls\u00f5es auto-destrutivas bastante poderosas e que corre risco real.<\/p>\n<p>Com isso, fecho este cap\u00edtulo e num outro falo sobre ferramentas para o bipolar se auto-monitorar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders &#8211; <a href=\"http:\/\/dsmivtr.org\/\">http:\/\/dsmivtr.org\/<\/a><\/p>\n<p><a title=\"International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems\" href=\"http:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/International_Statistical_Classification_of_Diseases_and_Related_Health_Problems\">International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems<\/a> 10th Revision (ICD-10)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>National Institute of Mental Health. A detailed booklet that describes Bipolar Disorder symptoms, causes, and treatments, with information on getting help and coping. (2001) with addendum 2007. Bethesda (MD): National Institute of Mental Health, National Institutes of Health, US Department of Health and Human Services; January 2007. . (NIH Publication No 3679). Availability <a href=\"http:\/\/www.nimh.nih.gov\/publicat\/index.cfm\">http:\/\/www.nimh.nih.gov\/publicat\/index.cfm<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa pergunta se imbrica, mas n\u00e3o \u00e9 igual \u00e0 \u201co que \u00e9 bipolaridade\u201d ou \u201ccomo aparece a desordem bipolar\u201d. Ambas s\u00e3o importantes, mas essa \u00e9 mais pr\u00e1tica. \u00c9 a primeira pergunta que todas as pessoas aflitas me fazem. O que importa, realmente, se a desordem bipolar esteja associada a 64 genes distribu\u00eddos em 18 cromossomas? 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