{"id":5166,"date":"2013-12-10T20:12:38","date_gmt":"2013-12-10T20:12:38","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/privilegios-direitos-culpa-obrigacoes-e-escolhas-pick-your-battles\/"},"modified":"2013-12-10T20:12:38","modified_gmt":"2013-12-10T20:12:38","slug":"privilegios-direitos-culpa-obrigacoes-e-escolhas-pick-your-battles","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/privilegios-direitos-culpa-obrigacoes-e-escolhas-pick-your-battles\/","title":{"rendered":"Privil\u00e9gios, direitos, culpa, obriga\u00e7\u00f5es e escolhas: \u201cpick your battles\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Alguns termos est\u00e3o pedindo para receber uma defini\u00e7\u00e3o adequada e des-ideologizada, pelos dois falsos lados (direita e esquerda, parti\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica que perdeu fundamento na pr\u00e1tica pol\u00edtica): PRIVIL\u00c9GIO \u00e9 um deles. Ambos os pseudo-lados usam esse termo de forma inteiramente inadequada. Quase sempre, aquilo a que se referem como &#8220;privil\u00e9gio&#8221; \u00e9 um DIREITO ou CONDI\u00c7\u00c3O HUMANA FUNDAMENTAL.<\/p>\n<p>Para os que n\u00e3o t\u00eam, a busca para obter n\u00e3o \u00e9 apenas moralmente justa (coisa que produz uma rea\u00e7\u00e3o emocional bem irritante), mas L\u00d3GICA. \u00c9 intuitivo que numa sociedade em que uns gozam de determinados direitos e outros n\u00e3o, os que n\u00e3o gozam deles v\u00e3o tentar obt\u00ea-los.<\/p>\n<p>Para os que t\u00eam, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma culpa em t\u00ea-los e nenhuma responsabilidade acoplada. O motivo \u00e9 simples: o n\u00famero de sub-popula\u00e7\u00f5es, numa sociedade plural, que N\u00c3O goza de direitos \u00e9 imensa. N\u00e3o \u00e9 RESPONSABILIDADE ou OBRIGA\u00c7\u00c3O de quem goza lutar pelos direitos de quem n\u00e3o goza: \u00e9 ESCOLHA.<\/p>\n<p>Assim, aos da pseudo-direita, nenhuma minoria est\u00e1 querendo privil\u00e9gios: apenas uma l\u00f3gica e racional busca por um direito que est\u00e1 a\u00ed, dispon\u00edvel na sociedade. Se est\u00e1 dispon\u00edvel e a sociedade \u00e9 democr\u00e1tica, ent\u00e3o \u00e9 para todos. Se \u00e9 para todos, aqueles que est\u00e3o exclu\u00eddos de seu gozo OBVIAMENTE v\u00e3o reivindicar ser contemplados com tal direito. N\u00e3o entender isso n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 preconceito: \u00e9 burrice.<\/p>\n<p>Para os da pseudo-esquerda, \u00e9 hora de entender que quem goza de direitos (a famosa classe m\u00e9dia de que todos fazem parte mas gostam de desqualificar hipocritamente em p\u00fablico) simplesmente tem o que \u00e9 o direito, o certo, ter. \u00c9 um direito dispon\u00edvel em uma determinada sociedade (digamos: seguran\u00e7a, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, tratamento dissociado de sua condi\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e de sexo, etc, pois s\u00e3o direitos constitucionais). Assim, n\u00e3o \u00e9 o homem que tem o \u201cprivil\u00e9gio\u201d de ser tratado com respeito num ambiente de trabalho, sem ser objeto de ass\u00e9dio. Este respeito \u00e9 seu direito. S\u00e3o as mulheres que t\u00eam este direito transgredido \u00e9 que est\u00e3o sendo usurpadas dele. O homem comum, completando seu planejamento de obra ou an\u00e1lise de dados, n\u00e3o \u00e9 nem privilegiado e nem tem obriga\u00e7\u00e3o nenhuma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua colega que foi v\u00edtima de constrangimento ilegal e ass\u00e9dio moral, na sala ao lado, pelo chefe ou pela chefe. J\u00e1 o chefe (em geral um homem) cometeu um crime. Mesma coisa entre etnias: n\u00e3o \u00e9 o homem caucasiano que anda na rua sem que lhe lancem olhares de nojo, comentem a qualidade ruim de seu cabelo ou tirem suas terras para praticar garimpo que est\u00e1 tendo privil\u00e9gios. \u00c9 o negro humilhado e o \u00edndio cujas terras foram ilegalmente tomadas que tiveram direitos usurpados.<\/p>\n<p>N\u00e3o entender isso \u00e9 algo que ainda n\u00e3o sei at\u00e9 que ponto \u00e9 burrice, falta de dom\u00ednio sobre a pr\u00f3pria racionalidade e revanchismo inconsciente e at\u00e9 que ponto \u00e9 o oportunismo, o golpismo e o revanchismo consciente t\u00edpicos do stalinismo e todas as suas sub-esp\u00e9cies (trotskismo, maoismo, etc).<\/p>\n<p>Existe uma express\u00e3o em ingl\u00eas que \u00e9 &#8220;pick your battles&#8221; (escolha suas batalhas). Cada um escolhe por o que lutar, quando, como e onde. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio nenhum modelo sociol\u00f3gico novo para entender que praticamente todas as formas de viol\u00eancia social est\u00e3o inter-relacionadas, ainda que n\u00e3o tenham rela\u00e7\u00f5es causais. O mesmo se pode dizer em rela\u00e7\u00e3o a todas elas e elementos estruturais da economia. Transformar estas inter-rela\u00e7\u00f5es em programa \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o PARTID\u00c1RIA e ASSOCIATIVA. Assim, \u00e9 ok um partido ter em seu programa lutar contra um men\u00fa de express\u00f5es de viol\u00eancia social.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 nada ok, sob argumento nenhum, impor estas associa\u00e7\u00f5es a um movimento pautado numa causa pontual. \u00c9 simples golpismo: tentativa, basicamente modus operandi de determinadas seitas, de tomar de assalto movimentos e transform\u00e1-los em a\u00e7\u00e3o partid\u00e1ria.<\/p>\n<p>Enquanto isso n\u00e3o for entendido pela maioria ing\u00eanua que apoia os movimentos, as seitas de inspira\u00e7\u00e3o totalit\u00e1ria, n\u00e3o importa a longitude metaf\u00f3rica que reivindiquem (e eu n\u00e3o reconhe\u00e7a: direita e esquerda), ter\u00e3o sempre carta branca para desvirtuar qualquer proposta objetivamente formulada.<\/p>\n<p>Pluralismo e democracia s\u00e3o dif\u00edceis, mas n\u00e3o zelar por eles \u00e9 correr riscos de extrema gravidade em rela\u00e7\u00e3o ao totalitarismo que est\u00e1 sempre \u00e0 espreita.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns termos est\u00e3o pedindo para receber uma defini\u00e7\u00e3o adequada e des-ideologizada, pelos dois falsos lados (direita e esquerda, parti\u00e7\u00e3o metaf\u00f3rica que perdeu fundamento na pr\u00e1tica pol\u00edtica): PRIVIL\u00c9GIO \u00e9 um deles. 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