{"id":5212,"date":"2005-10-30T11:16:00","date_gmt":"2005-10-30T11:16:00","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/a-pobreza-argumentativa-da-dependencia-de-exercicios\/"},"modified":"2005-10-30T11:16:00","modified_gmt":"2005-10-30T11:16:00","slug":"a-pobreza-argumentativa-da-dependencia-de-exercicios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/a-pobreza-argumentativa-da-dependencia-de-exercicios\/","title":{"rendered":"A pobreza argumentativa da &#8220;depend\u00eancia de exerc\u00edcios&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Marilia Coutinho<br \/>\nOutubro de 2007 (Originalmente publicado no &#8220;<a href=\"http:\/\/www.portaldoferro.com\/otmarilia.htm\">Portal do Ferro<\/a>&#8220;)<\/p>\n<p>Vivemos a era das \u201cnovas adi\u00e7\u00f5es (ou depend\u00eancias)\u201d. Inicialmente, o conceito de depend\u00eancia era aplicado a \u00e1lcool e outras subst\u00e2ncias psico-ativas. Ao longo do tempo, outras categorias de comportamento compulsivo foram incorporadas: jogo, sexo, comida e, agora, recentemente, atividade f\u00edsica. Essa \u00faltima categoria tem sofrido, na \u00faltima d\u00e9cada, v\u00e1rios desdobramentos, gerando as sub-categorias da \u201cdismorfia muscular\u201d, \u201cvigorexia\u201d e \u201cdepend\u00eancia de fisiculturismo\u201d.<br \/>\nSer\u00e1 que alguma destas depend\u00eancias existe mesmo?<\/p>\n<p><strong>O conceito de Depend\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p>Eu acredito que estes desdobramentos recentes representam um abuso do conceito de depend\u00eancia, beirando o rid\u00edculo. Para explorar essa hip\u00f3tese, \u00e9 importante revisar o pr\u00f3prio conceito. Goodman (1990) identificou dificuldades para operacionaliz\u00e1-lo na teoria e pr\u00e1tica da psiquiatria por falta de consenso em sua defini\u00e7\u00e3o. Ele prop\u00f4s a ado\u00e7\u00e3o de uma vers\u00e3o segundo a qual depend\u00eancia fosse um comportamento que funcionasse tanto para produzir prazer como para proporcionar uma fuga de desconforto interno, num padr\u00e3o caracterizado por:<br \/>\n1. fracasso recorrente em controlar o comportamento (impot\u00eancia);<br \/>\n2. manuten\u00e7\u00e3o do comportamento a despeito das conseq\u00fc\u00eancias negativas (\u201cunmanageability\u201d \u2013 descontrole, incapacidade de administrar).<br \/>\nNo mesmo ano, Miele e colaboradores (2000) publicaram um trabalho comentando a maior abrang\u00eancia do conceito de depend\u00eancia qu\u00edmica no DSM-III-R e ICD-10, manuais de refer\u00eancia diagn\u00f3stica em psiquiatria. Nessas acep\u00e7\u00f5es mais amplas, a defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o requer mais a exist\u00eancia de \u201ctoler\u00e2ncia\u201d e \u201csintomas de abstin\u00eancia\u201d, dando maior \u00eanfase aos aspectos de compulsividade. Depend\u00eancia, desordens compulsivas e obsessivas se tornaram assim, bastante pr\u00f3ximas e dif\u00edceis de distinguir.<br \/>\nPara complicar o quadro, existe o conceito de \u201cabuso\u201d. \u201cAbuso\u201d de uma subst\u00e2ncia \u00e9 o uso excessivo da mesma ou o uso da mesma para fins outros que n\u00e3o aquele para o qual ela \u00e9 destinada na medicina. Feingold e Rounsaville (1995) revisaram o emprego destes conceitos e conclu\u00edram que n\u00e3o h\u00e1 bases para uma distin\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica entre abuso e depend\u00eancia, estando os mesmos situados ao longo de um cont\u00ednuum. Wideger e Smith (1994), na mesma linha, apontaram que esse \u00e9 o continuum do descontrole sobre um comportamento.<br \/>\nNo entanto, se abuso e depend\u00eancia se referem a comportamentos descontrolados sobre o uso de uma subst\u00e2ncia psico-ativa, como aplicar o conceito de depend\u00eancia a comportamentos que n\u00e3o envolvem o uso delas? Wiesbeck e Taschner (1993) comentaram a quest\u00e3o e apontaram alguns perigos. Para os autores, a aplica\u00e7\u00e3o n\u00e3o-cr\u00edtica do conceito de depend\u00eancia pode levar a uma \u201cinfla\u00e7\u00e3o de depend\u00eancias\u201d (provavelmente \u00e9 o que observamos hoje). Nesse caso, o conceito perde seu poder preditivo e se torna cientificamente in\u00fatil. Alguns anos antes, Jaffe (1990) alertou para o perigo da \u201ctrivializa\u00e7\u00e3o da depend\u00eancia\u201d, atitude intelectual na qual arrancar cabelos compulsivamente e o uso di\u00e1rio de hero\u00edna s\u00e3o colocados na mesma categoria, por exemplo. Para o autor, isso levaria a uma eros\u00e3o do apoio p\u00fablico a pol\u00edticas de interven\u00e7\u00e3o sobre a depend\u00eancia qu\u00edmica, quest\u00e3o s\u00e9ria em sa\u00fade coletiva.<br \/>\nAparentemente, o cerne da discuss\u00e3o, e provavelmente o que deveria ser o crit\u00e9rio central para a identifica\u00e7\u00e3o de uma depend\u00eancia, \u00e9 o fracasso nas tentativas de controle, ou seja: o indiv\u00edduo est\u00e1 involuntariamente comprometido com a \u201cativa\u00e7\u00e3o psicotr\u00f3pica\u201d em quest\u00e3o (assumindo que possamos empregar o conceito de depend\u00eancia fora do contexto do uso de subst\u00e2ncias ex\u00f3genas).<br \/>\nO pr\u00f3ximo passo para julgar a pertin\u00eancia das \u201cnovas adi\u00e7\u00f5es\u201d, portanto, \u00e9 explorar esse aspecto: em que medida a pr\u00e1tica constante e de alta freq\u00fc\u00eancia de atividade f\u00edsica \u00e9 involunt\u00e1ria? Em que medida ela foge ao controle do indiv\u00edduo e, assim, prejudica outros aspectos de sua vida emocional, f\u00edsica e social?<\/p>\n<p><strong>Depend\u00eancia da Atividade F \u00edsica: Fato ou Fic\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Tendo explorado um pouco o conceito de depend\u00eancia, podemos examinar o conceito de depend\u00eancia de atividade f\u00edsica ou de exerc\u00edcios. A id\u00e9ia de que existe uma \u201cdose excessiva\u201d de exerc\u00edcios que pode causar ou estar relacionada a comportamentos compulsivos e conseq\u00fc\u00eancias negativas nasceu nos anos 70. Baekeland (1970) demonstrou que praticantes regulares de atividade f\u00edsica resistem fortemente a interromper sua rotina de exerc\u00edcios e que sofrem altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas se privados dela (o que parece bastante intuitivo e disso n\u00e3o decorre logicamente que o comportamento esteja gerando conseq\u00fc\u00eancias negativas, mas que sua aus\u00eancia sim, como se sabe hoje).<br \/>\nUm pesquisador de bom senso, Glasser, cunhou o termo \u201cpositive addiction\u201d para designar esse tipo de \u201cdepend\u00eancia\u201d (Glasser 1976), reconhecendo que existe, de fato, um padr\u00e3o de adapta\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica e psicol\u00f3gica, mas que n\u00e3o provocava conseq\u00fc\u00eancias negativas ao praticante. Em 1979 veio a resposta: Morgan introduziu o termo \u201cnegative addiction\u201d, para apontar especificamente para as conseq\u00fc\u00eancias negativas da \u201cdepend\u00eancia do exerc\u00edcio\u201d (Morgan 1979). E foi isso que ficou. Ningu\u00e9m mais fala de \u201cpositive addiction\u201d.<br \/>\nSegundo De Coverley Veale (1987), a depend\u00eancia de exerc\u00edcio poderia ser caracterizada pelos seguintes crit\u00e9rios:<br \/>\n1) estreitamento do repert\u00f3rio, levando a um padr\u00e3o estereotipado de exerc\u00edcios uma ou mais vezes por dia;<br \/>\n2) sali\u00eancia do comportamento de praticar exerc\u00edcios, dando prioridade sobre outras atividades, para que seja mantido o padr\u00e3o de exerc\u00edcios;<br \/>\n3) aumento na toler\u00e2ncia \u00e0 quantidade e freq\u00fc\u00eancia dos exerc\u00edcios com o decorrer dos anos;<br \/>\n4) sintomas de abstin\u00eancia relacionados a transtornos de humor (irritabilidade, depress\u00e3o, ansiedade, etc.), quando interrompida a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios;<br \/>\n5) al\u00edvio ou preven\u00e7\u00e3o do aparecimento de s\u00edndrome de abstin\u00eancia por meio da pr\u00e1tica de mais exerc\u00edcios;<br \/>\n6) consci\u00eancia subjetiva da compuls\u00e3o pela pr\u00e1tica de exerc\u00edcios;<br \/>\n7) r\u00e1pida reinstala\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es pr\u00e9vios de exerc\u00edcios e sintomas de abstin\u00eancia ap\u00f3s um per\u00edodo sem pr\u00e1tica de exerc\u00edcios\u201d.<\/p>\n<p>Vamos por partes:<\/p>\n<p>1) \u201c<strong>estreitamento do repert\u00f3rio, levando a um padr\u00e3o estereotipado de exerc\u00edcios uma ou mais vezes por dia<\/strong>\u201d<br \/>\nA excel\u00eancia \u00e9 baseada na especializa\u00e7\u00e3o: tudo que se faz bem \u00e9 feito \u00e0s expensas da diversifica\u00e7\u00e3o. Assim \u00e9 para tudo na vida. O bom especialista em reposi\u00e7\u00e3o hormonal no climat\u00e9rio \u00e9 especialista em horm\u00f4nios femininos NO climat\u00e9rio, EM ginecologia, EM medicina.<br \/>\nO bom praticante de corrida treina t\u00e9cnica de passada, intervalo, explos\u00e3o, faz periodiza\u00e7\u00e3o, respeita treino ondulat\u00f3rio&#8230; Nada disso \u00e9 poss\u00edvel se ele praticar corrida, nata\u00e7\u00e3o, v\u00f4lei e t\u00eanis.<br \/>\nMe pergunto que conseq\u00fc\u00eancias negativas isso pode trazer ao praticante, exceto se ele gostar muito de outros esportes e ficar frustrado por n\u00e3o ter tempo de se dedicar a todos.<\/p>\n<p>2) \u201c<strong>sali\u00eancia do comportamento de praticar exerc\u00edcios, dando prioridade sobre outras atividades, para que seja mantido o padr\u00e3o de exerc\u00edcios<\/strong>\u201d<br \/>\n\u00c0s vezes o trabalho \u00e9 mais divertido, \u00e0s vezes a atividade f\u00edsica, \u00e0s vezes um hobby qualquer. O que der mais prazer ter\u00e1 sali\u00eancia e receber\u00e1 prioridade na ordem de relev\u00e2ncia para o indiv\u00edduo. Exceto se isso levar o indiv\u00edduo a perder seu emprego e se tornar disfuncional, n\u00e3o h\u00e1 base para caracterizar essa prioriza\u00e7\u00e3o como negativa ou patol\u00f3gica.<\/p>\n<p>3) \u201c<strong>aumento na toler\u00e2ncia \u00e0 quantidade e freq\u00fc\u00eancia dos exerc\u00edcios com o decorrer dos anos<\/strong>\u201d<br \/>\nIsso se chama \u201ccondicionamento\u201d. Infelizmente os autores n\u00e3o conhecem fisiologia do exerc\u00edcio.<\/p>\n<p>4) \u201c<strong>sintomas de abstin\u00eancia relacionados a transtornos de humor (irritabilidade, depress\u00e3o, ansiedade, etc.), quando interrompida a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios<\/strong>\u201d<br \/>\nV\u00e1rios estudos demonstram a influ\u00eancia dos exerc\u00edcios f\u00edsicos na produ\u00e7\u00e3o de serotonina e dopamina. Esse efeito \u00e9 altamente ben\u00e9fico. For\u00e7ando um pouco a barra, podemos at\u00e9 pensar que seria a restaura\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o \u201coriginal\u201d, antes da introdu\u00e7\u00e3o dos recursos tecnol\u00f3gicos que substituiram boa parte do esfor\u00e7o muscular, l\u00e1 longe no paleol\u00edtico.<br \/>\nSedentarismo j\u00e1 \u00e9 algo reconhecidamente patol\u00f3gico. \u00c9 quase que intuitivo pensar que suprimir uma atividade que regula a produ\u00e7\u00e3o de serotonina e dopamina vai levar o indiv\u00edduo a subir parede.<br \/>\nAinda n\u00e3o consigo ver onde isso \u00e9 negativo.<\/p>\n<p>5) \u201c<strong>al\u00edvio ou preven\u00e7\u00e3o do aparecimento de s\u00edndrome de abstin\u00eancia por meio da pr\u00e1tica de mais exerc\u00edcios<\/strong>\u201d<br \/>\nClaro: a normalidade cerebral do praticante \u00e9 restaurada e ele se sente bem novamente.<\/p>\n<p>6) \u201c<strong>consci\u00eancia subjetiva da compuls\u00e3o pela pr\u00e1tica de exerc\u00edcios<\/strong>\u201d<br \/>\n\u201cCompuls\u00e3o\u201d \u00e9 por conta de quem escreveu essa lista tendenciosa. Mas, naturalmente, todo praticante ass\u00edduo sabe que \u00e9 e sabe que seu padr\u00e3o difere da m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o. Em geral, sabe e se orgulha \u2013 ou seja: \u00e9 ALTAMENTE volunt\u00e1rio e deliberado esse comportamento. Nunca vi um praticante de exerc\u00edcio reclamando: \u201cpuxa, preciso parar com isso, est\u00e1 me matando&#8230; vou tentar reduzir para quatro corridinhas por semana, a partir de amanh\u00e3&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>7) \u201c<strong>r\u00e1pida reinstala\u00e7\u00e3o dos padr\u00f5es pr\u00e9vios de exerc\u00edcios e sintomas de abstin\u00eancia ap\u00f3s um per\u00edodo sem pr\u00e1tica de exerc\u00edcios<\/strong>\u201d<br \/>\nQue decorre da consci\u00eancia anterior: o praticante sabe que faz bem para ele, que lhe d\u00e1 prazer e mant\u00e9m sua sa\u00fade \u2013 naturalmente faz tudo que puder para restaurar sua condi\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, leitor: existe ou n\u00e3o existe depend\u00eancia de exerc\u00edcios?<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p>Baekeland F. 1970. Exercise deprivation. Sleep and psychological reactions. Arch Gen Psychiatry; 22: 365-9<\/p>\n<p>De Coverly Veale DMW. 1987. Exercise dependence. British Journal of Addiction 1987; 82:735\u201340.<\/p>\n<p>Feingold A\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/entrez\/query.fcgi?db=pubmed&amp;cmd=Search&amp;term=%22Rounsaville+B%22%5BAuthor%5D\">Rounsaville B<\/a>. ,1995. Construct validity of the abuse-dependence distinction as measured by DSM-IV criteria for different psychoactive substances. Drug Alcohol Depend. Aug;39(2):99-109.<\/p>\n<p>Glasser W. 1976. Exercise addiction. New York: Harper &amp; Row.<\/p>\n<p>Goodman A 1990. Addiction: definition and implications. Br J Addict. Nov;85(11):1403-8.<\/p>\n<p>Jaffe JH. 1990. Trivializing dependence. Br J Addict. Nov;85(11):1425-7; discussion 1429-31.<\/p>\n<p>Miele GM, Carpenter KM, Smith Cockerham M, Dietz Trautman K, Blaine J, Hasin DS. 2000. Concurrent and predictive validity of the Substance Dependence Severity Scale (SDSS). Drug Alcohol Depend. 2000 Apr 1;59(1):77-88.<\/p>\n<p>Morgan WP. 1979. Negative addiction in runners. Phys Sports Med;7:57\u201370<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/entrez\/query.fcgi?db=pubmed&amp;cmd=Search&amp;term=%22Widiger+TA%22%5BAuthor%5D\">Widiger TA<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/entrez\/query.fcgi?db=pubmed&amp;cmd=Search&amp;term=%22Smith+GT%22%5BAuthor%5D\">Smith GT<\/a>. 1994. Substance use disorder: abuse, dependence and dyscontrol. Addiction. Mar; 89(3):267-82<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/entrez\/query.fcgi?db=pubmed&amp;cmd=Search&amp;term=%22Wiesbeck+GA%22%5BAuthor%5D\">Wiesbeck GA<\/a>,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/entrez\/query.fcgi?db=pubmed&amp;cmd=Search&amp;term=%22Taschner+KL%22%5BAuthor%5D\">Taschner KL<\/a>. 1993. [Comments on the definition of so-called &#8220;new addictions&#8221;], Versicherungsmedizin. Jun 1;45(3):82-5.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marilia Coutinho Outubro de 2007 (Originalmente publicado no &#8220;Portal do Ferro&#8220;) Vivemos a era das \u201cnovas adi\u00e7\u00f5es (ou depend\u00eancias)\u201d. Inicialmente, o conceito de depend\u00eancia era aplicado a \u00e1lcool e outras subst\u00e2ncias psico-ativas. Ao longo do tempo, outras categorias de comportamento compulsivo foram incorporadas: jogo, sexo, comida e, agora, recentemente, atividade f\u00edsica. 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