{"id":5368,"date":"2007-04-27T09:51:00","date_gmt":"2007-04-27T09:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/blacksburg\/"},"modified":"2007-04-27T09:51:00","modified_gmt":"2007-04-27T09:51:00","slug":"blacksburg","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/blacksburg\/","title":{"rendered":"Blacksburg"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Dia 16 agora cheguei de Gua\u00edra cansada e encontrei as not\u00edcias. No meu e-mail, mandadas por amigos, e nos jornais, estampadas por todos os lados: o pior massacre da hist\u00f3ria Americana havia acontecido na Virginia Tech, em Blacksburg. Seung-Hui Cho chacinou 32 pessoas e depois se matou, num ato muito semelhante ao massacre de Columbine, de 1999, onde Eric Harris e Dylan Klebold mataram 12 pessoas numa escola. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Olhei as fotos e imediatamente reconheci, do lado direito de uma das imagens, o Lane Hall: foi onde tive um escrit\u00f3rio durante os meses em que fiz meu pos-doc naquela institui\u00e7\u00e3o, entre 1996 e 1997. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Naquela segunda-feira, tudo parecia um pouco irreal. O cansa\u00e7o do campeonato paulista de powerlifting, d\u00favidas e conflitos afetivos, fome, casa bagun\u00e7ada e aquilo ali na tela do computador. Mais para pesadelo do que vida real. Dormi praticamente o dia inteiro. A ficha foi cair s\u00f3 na ter\u00e7a-feira.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Foi ent\u00e3o que fui ler todos os detalhes, depoimentos e investiga\u00e7\u00f5es. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Escrevi para amigos que ainda tenho l\u00e1, com quem n\u00e3o me comunicava h\u00e1 anos. Estranha volta ao passado, esta, proporcionada por algo t\u00e3o tr\u00e1gico.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Minha rela\u00e7\u00e3o com a Virginia Tech vem de antes da conclus\u00e3o do meu doutorado, em 1994. Minha pesquisa foi na linha da sociologia do conhecimento cient\u00edfico, sobre o que havia muito pouca gente no Brasil trabalhando. Especificamente na tem\u00e1tica que eu havia escolhido \u2013 ci\u00eancias da vida, ecologia -, ningu\u00e9m. A partir de 1991, passei a me corresponder (sem Internet!!) com pesquisadores de fora do pa\u00eds, quase todos nos Estados Unidos. Aos poucos fui me \u201centurmando\u201d com a comunidade cient\u00edfica da \u00e1rea, organizada numa sociedade internacional chamada International Society for the History, Philosophy and Social Studies of Biology \u2013 ISHPSSB, por motivo que nenhum de n\u00f3s sabe explicar, pronunciada \u201cishkabible\u201d. \u00c9 uma das sociedades mais ativas na \u00e1rea dos estudos sociais da ci\u00eancia. Em 1993 conheci, no primeiro congresso da ISHPSSB do qual participei, Richard Burian, que me havia sido indicado por Joshua Lederberg. Lederberg \u00e9 uma figura respeitada por todos em todas as \u00e1reas, ganhador do pr\u00eamio Nobel de 1958 por seus trabalhos em gen\u00e9tica e um incentivador de novos talentos. Eu era um \u201cnovo talento\u201d. Dick Burian era o diretor do Center for Science and Technology Studies, da Virginia Tech, e tem publica\u00e7\u00f5es importantes na \u00e1rea de filosofia da biologia. Dick \u00e9 uma pessoa generosa e brilhante, nos demos bem instantaneamente e, depois de conclu\u00eddo meu doutorado, passamos a nos dedicar a elaborar meu pedido de bolsa para posdoc na Virginia Tech.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">No congresso seguinte, de 1995, eu j\u00e1 pertencia \u00e0 \u201cturma\u201d, j\u00e1 sabia com quem me identificava e me sentia em casa com eles.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Em 1996, me instalei em Blacksburg, com um projeto sobre \u201cexcel\u00eancia cient\u00edfica em pa\u00edses perif\u00e9ricos\u201d. Essa pesquisa s\u00f3 avan\u00e7aria realmente mais tarde e durante os meses em que estive na Virginia Tech apenas selecionei metodologias e abordagens. Mais importante que tudo, no entanto, foi a intera\u00e7\u00e3o com os colegas do Centro. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Do ponto de vista profissional, foi quando ganhei reconhecimento oficial: fui a primeira latino-americana indicada para a diretoria da ISHPSSB e organizei atividades bem-sucedidas na sociedade. Interagi com os melhores da \u00e1rea. Mas tamb\u00e9m foi o momento em que me situei plenamente entre os outsiders acad\u00eamicos: recusei a proposta do vice-reitor da USP, na \u00e9poca, para ser a carta-marcada de um concurso e optei por me juntar a um bando de malucos mundo afora com destinos semelhantes ao meu. Nunca mais me encaixei no esquem\u00e3o acad\u00eamico \u201cmainstream\u201d. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Do ponto de vista pessoal, ir para Blacksburg foi abandonar uma vida quase certinha (certinha mesmo minha vida nunca foi) e ir para o desconhecido, sozinha e com uma filha de 7 anos a tira-colo. Larguei o pai dela aqui, com quem tinha um relacionamento desgastado, e fui para os Estados Unidos.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Blacksburg \u00e9 uma cidade buc\u00f3lica, rural, no meio dos Apalaches. Fica em uma das regi\u00f5es mais bonitas dos Estados Unidos, onde h\u00e1 uma reserva extensa chamada Blue Ridge Parkway. \u00c9 uma regi\u00e3o de maior altitude e clima sub-\u00e1rtico. No inverno faz muito frio e freq\u00fcentemente nevava a ponto de serem suspensas as aulas na escola da Mel.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Foi onde mais interagi com a vida selvagem. As estradas ficavam cheias de animais atropelados, alguns que eu nem conhecia. Uma vez uns amigos encontraram um veado rec\u00e9m-atropelado e assaram.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Minha rotina era levar a Mel para o ponto de \u00f4nibus escolar e ir correr ou nadar \u2013 dependia do tempo. Eu corria por uma trilha que inventei que passava pelo \u201cduck pond\u201d (lago dos patos) e atravessava pastos onde vacas experimentais pastavam tranquilamente. As vacas, com grandes esparadrapos vermelhos na bunda, eram propriedade da PPL Therapeutics, a empresa que fez o primeiro animal transg\u00eanico na hist\u00f3ria, a ovelha Dolly, em 1996. A PPL Therapeutics, com sede na Esc\u00f3cia, tinha uma das filiais em Blacksburg.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Estranha combina\u00e7\u00e3o de simplicidade rural e alt\u00edssima tecnologia. Nestas corridas matinais, vi uma quantidade enorme de p\u00e1ssaros e outros animais. Prarie dogs espiando de seus buracos na terra. Toquei num pequeno morcego estacionado numa \u00e1rvore. Acompanhei a forma\u00e7\u00e3o de ninho, nascimento e crescimento dos patinhos do lago.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Ao mesmo tempo, Blacksburg era a cidade mais on-line do planeta naquele momento. Com apenas cerca de 30 mil habitantes, 26 mil dos quais estudantes da universidade, Blacksburg \u00e9 uma cidade universit\u00e1ria e s\u00f3. Uma tripa de constru\u00e7\u00f5es ao longo da Main Street e pastos em volta. O \u00fanico hospital j\u00e1 ficava na cidade adjacente, Christiansburg. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Minha colega, a filosofa Valerie Hardcastle, dizia que Blacksburg era o cu do mundo, eq\u00fcidistante por 6 horas de qualquer centro civilizado. Acho que eu abusava da velocidade, pois chegava a Springfield, sub\u00farbio de Washington DC, onde minha irm\u00e3 mora, em cerca de 5 horas.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">N\u00e3o havia muita vida noturna. Nosso lazer consistia dos almo\u00e7os com amigos ali pelas bandas da universidade e encontros nos finais de semana na casa uns dos outros. Um dos lugares favoritos para isso era a Poor House, uma esp\u00e9cie de rep\u00fablica de pos-graduandos. O nome se deve ao fato de que a casa, uma antiga constru\u00e7\u00e3o do s\u00e9culo XIX, havia sido um local de caridade onde era distribu\u00edda uma sopa aos pobres da regi\u00e3o. L\u00e1 moravam Amy, Steve, Chuck e n\u00e3o lembro mais quem. A cozinha era um desbunde e Steve fazia cerveja em casa. Tomamos altos porres, assamos patos e tortas.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">No meu condom\u00ednio havia uma sala de muscula\u00e7\u00e3o com uma multi-esta\u00e7\u00e3o antiga Nautilus e um par de bicicletas ergom\u00e9tricas. Comprei dois livros sobre \u201cmuscula\u00e7\u00e3o para mulheres\u201d pela Amazon e montei meus primeiros treinos da vida. Sozinha, ia explorar o que meus m\u00fasculos podiam fazer com aqueles pesos. No vesti\u00e1rio feminino da Virginia Tech havia outra multi-esta\u00e7\u00e3o. Por que no vesti\u00e1rio, n\u00e3o fa\u00e7o id\u00e9ia. Mas foi em Blacksburg que tive meu primeiro contato com o treino de for\u00e7a, sem suspeitar que anos mais tarde seria a salva\u00e7\u00e3o da minha vida e o centro das minhas atividades \u2013 esportivas, profissionais, sociais, pol\u00edticas e afetivas. Foi l\u00e1 que tudo come\u00e7ou, numa trajet\u00f3ria solit\u00e1ria.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">A Mel tinha 7 anos \u2013 hoje tem 17. Estuda na USP, onde cursa Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (ou metereologia?). Dou carona para ela at\u00e9 o IAG ou a apanho l\u00e1, tranq\u00fcila entre as ruas arborizadas da universidade. Para mim, sin\u00f4nimo de seguran\u00e7a. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Mas depois do dia 16, n\u00e3o consigo tirar da cabe\u00e7a que \u00e9 a mesma seguran\u00e7a que os pais dos garotos assassinados em Blacksburg sentiam. Eles, como eu, tinham filhos universit\u00e1rios, jovens da idade da Mel, inocentemente assistindo uma aula de mec\u00e2nica.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Penso nisso e me arrepio.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o_p><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">&nbsp;<\/font><\/o_p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Marilia<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><a href=\"http:\/\/www.bodystuff.org\/\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">BodyStuff<\/font><\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o_p><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">&nbsp;<\/font><\/o_p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia 16 agora cheguei de Gua\u00edra cansada e encontrei as not\u00edcias. 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