{"id":5408,"date":"2007-11-15T19:19:00","date_gmt":"2007-11-15T19:19:00","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/bencao-e-maldicao-o-destino-dos-filhos-do-sol\/"},"modified":"2007-11-15T19:19:00","modified_gmt":"2007-11-15T19:19:00","slug":"bencao-e-maldicao-o-destino-dos-filhos-do-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/bencao-e-maldicao-o-destino-dos-filhos-do-sol\/","title":{"rendered":"Ben\u00e7\u00e3o e maldi\u00e7\u00e3o: o destino dos filhos do Sol"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><span lang=\"EN-US\" style=\"mso-ansi-language: EN-US\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">A poesia que mais me marcou at\u00e9 hoje \u00e9 \u201c<\/font><a href=\"http:\/\/sistersteel.livejournal.com\/13083.html\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">I Think Continually Of Those Who Were Truly Great<\/font><\/a><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">\u201d,<span style=\"mso-spacerun: yes\">&nbsp; <\/span>de <i>Stephen Spender,<\/i><span style=\"mso-bidi-font-style: italic\"> usada por Kay Jamison no <\/span>livro &#8220;Touched with Fire&#8221;. <\/font><\/span><font face=\"Times New Roman\"><font size=\"4\">Li essa poesia in\u00fameras vezes, mas lembro bem de uma em particular, logo ap\u00f3s ter escapado com vida de uma tentativa de suic\u00eddio. M\u00e9dicos e observadores consideraram minha sobreviv\u00eancia acidental milagrosa. <o_p><\/o_p><\/font><\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\"><font size=\"4\">Esses momentos s\u00e3o sempre peculiares. Muitos impactos diferentes se combinam \u2013 desde a fragilidade f\u00edsica da perda de sangue e das conseq\u00fc\u00eancias fisiol\u00f3gicas do stress at\u00e9 a perplexidade daqueles que, como eu, n\u00e3o t\u00eam muita id\u00e9ia de por que fizeram aquilo. D\u00favidas e devaneios existenciais se intercalam. Coisas pr\u00e1ticas como a re-constru\u00e7\u00e3o de uma identidade qualquer, ou a viagem constante na id\u00e9ia do acaso e de algo que lhe escape \u2013 afinal, sobreviver quando as chances para isso s\u00e3o t\u00e3o pequenas mexem com nossa imagina\u00e7\u00e3o, conceitos, pr\u00e9-conceitos e perspectivas.<o_p><\/o_p><\/font><\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\"><font size=\"4\">Lembro ent\u00e3o de me lembrar de tantas e tantas vezes em que ouvi de diferentes pessoas, em diferentes pa\u00edses e culturas, o enunciado de que eu havia vivido \u201cmuito\u201d. Por \u201cmuito\u201d, sempre entendi \u201cmuito intensamente\u201d, algo que d\u00e1 a id\u00e9ia de densidade. Muita quantidade de experi\u00eancia por volume (extens\u00e3o) de tempo. Poderia gerar um conceito estranho de \u201cdensidade de vida\u201d ou \u201cviv\u00eancia alterada da temporalidade\u201d. N\u00e3o h\u00e1 como expressar nada disso se n\u00e3o poeticamente, de modo que a poesia de Stephen Spender sempre volta \u00e0 minha lembran\u00e7a: gente como eu vive de forma intensa, faz coisas fortes (sejam elas boas, ruins ou nem um, nem outro), r\u00e1pidas e depois morre r\u00e1pido tamb\u00e9m. Ser\u00edamos filhos do Sol (algo grande, forte e incandescente), nascer\u00edamos munidos desse fogo interior capaz de incendiar, destruir, mas tamb\u00e9m de iluminar e maravilhar. No entanto, como tudo, voltar\u00edamos \u00e0s nossas origens e nela nos consumir\u00edamos.<o_p><\/o_p><\/font><\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\"><font size=\"4\">Como esse era o momento em que eu recebia o diagn\u00f3stico definitivo de que n\u00e3o apenas minha desordem \u201cpredominante\u201d era mesmo a bipolar, como era uma forma particularmente grave da mesma, junto com o progn\u00f3stico de que eu n\u00e3o teria muito mais do que cinco anos de vida, foi um per\u00edodo em que incorporei os sentidos dessa poesia quase como uma tradu\u00e7\u00e3o da minha identidade. Ent\u00e3o, t\u00e1: eu era isso. Um animal destinado a viver muita coisa, bem r\u00e1pido e se mandar \u2013 morrer. <o_p><\/o_p><\/font><\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Pergunta: isso \u00e9 bom ou ruim? <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Naquela hora, eu n\u00e3o sabia ou n\u00e3o queria responder isso. Minha tarefa era demonstrar para meus familiares que viver desse jeito (seja ele bom ou ruim) era minha op\u00e7\u00e3o. Eu havia testado as duas formas: aquela mais segura (mas no meu caso nem tanto, j\u00e1 que nenhuma droga de fato controlou meus epis\u00f3dios inteiramente), onde eu me sentia miser\u00e1vel e infeliz 100% do tempo, ou essa insegura, onde eu vivia integrada, produtiva e feliz a maior parte do tempo, mas com o permanente risco de um epis\u00f3dio mais violento ser letal. Eu preferi a segunda, mesmo que minha sobrevida n\u00e3o fosse de mais do que alguns meses. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Nesse tempo, li uma por\u00e7\u00e3o de coisas sobre a vida com desordens cr\u00f4nicas. Existe um gradiente de atitudes p\u00f3s-diagn\u00f3stico que vai da nega\u00e7\u00e3o e revolta at\u00e9 uma esp\u00e9cie de orgulho euf\u00f3rico: \u201csim, eu sou um diab\u00e9tico e isso me faz um ser humano superior!\u201d Ou \u201csim, eu sou um deficiente f\u00edsico e isso me enobrece!\u201d. A pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o intelectual da maior escritora que se dedicou \u00e0 desordem bipolar, Kay Jamison, de certa forma deixa transparecer um pouco desse \u201cbipolar pride\u201d (orgulho bipolar, termo que ouvi pela primeira vez de um grande amigo tamb\u00e9m portador). N\u00e3o por acaso, seu mais belo livro \u00e9 dedicado aos esp\u00edritos mais geniais das artes, portadores de desordem bipolar, sete vezes mais freq\u00fcente entre artistas do que na popula\u00e7\u00e3o geral. Somos melhores? Somos mais inteligentes? Ou somos malditos, v\u00edtimas da roleta russa gen\u00e9tica?<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">N\u00e3o quero oferecer a resposta politicamente correta do \u201cnem um, nem o outro\u201d. H\u00e1 momentos em que n\u00e3o h\u00e1 como n\u00e3o se revoltar contra a condi\u00e7\u00e3o de bipolar. N\u00e3o somos como \u201ctodo mundo\u201d (e, nessas horas, vemos um \u201ctodo mundo\u201d que nem mesmo existe). N\u00e3o somos normais. E se \u201cde perto ningu\u00e9m \u00e9 normal\u201d, como diz Caetano Veloso, se no fundo todo mundo \u00e9 diferente, no fundo n\u00f3s sabemos que somos \u201cmais diferentes\u201d. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Talvez o pior da nossa condi\u00e7\u00e3o diferente \u00e9 n\u00e3o compreend\u00ea-la e n\u00e3o poder contar com ningu\u00e9m para nos ajudar a compreender. Ainda que a psiquiatria n\u00e3o fosse t\u00e3o indigente e apenas engatinhasse no entendimento dessa desordem, n\u00e3o h\u00e1 quantidade de pesquisa que traduza para um \u201cnormal\u201d que tipo de mundo n\u00f3s, bipolares, enxergamos. \u00c9 diferente: as cores s\u00e3o diferentes, os sons s\u00e3o diferentes, o tempo \u00e9 diferente e a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 processada de outra forma. H\u00e1 momentos em que isso se torna insuport\u00e1vel. Nossas dores inexplic\u00e1veis doem tanto que nenhuma palavra as descreve. De onde vem isso? Como se faz para fazer parar? Ningu\u00e9m sabe. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Em outros momentos, temos a plena consci\u00eancia de enxergar camadas da realidade invis\u00edveis aos normais. Profundidades no relevo do mundo que ningu\u00e9m mais v\u00ea. E isso produz o \u00eaxtase da descoberta. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Nem todo bipolar tem vantagens cognitivas. Na verdade, como veremos, a comunidade cient\u00edfica tem tido interesse em mostrar o oposto (bom motivo para medicar mais os bipolares). Mas boa parte de n\u00f3s o \u00e9. Eu passei uma vida onde, na conviv\u00eancia com amigos, familiares, colegas de trabalho e mesmo inimigos, em algum ponto recebi o r\u00f3tulo de g\u00eanio. Sem conseguir entender a maneira como eu processava informa\u00e7\u00e3o ou como gerava modelos ou id\u00e9ias, a conclus\u00e3o geral era essa: \u201cvoc\u00ea \u00e9 um g\u00eanio\u201d. Mediram meu Q.I., fizeram resson\u00e2ncia do meu c\u00e9rebro, o que se possa imaginar. Sim: eu sou diferente (em tudo isso). Algumas dessas \u201cdiferen\u00e7as\u201d foram invejadas \u2013 invejadas ao ponto de me tornar v\u00edtima de comportamentos punitivos ou vingativos dos outros. Uma coisa que os bipolares precisam rapidamente aprender \u00e9 que suas diferen\u00e7as incomodam as pessoas, principalmente se forem entendidas como vantagens. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Eu n\u00e3o gosto de ter dor. Ningu\u00e9m gosta. Por ser atleta, meu limiar de dor f\u00edsica \u00e9 muito, muito alto. Mas e essa sinistra dor na alma, que me puxa para um abismo desconhecido dentro de mim mesma como a vertigem de se caminhar em escarpas \u00edngremes? O que posso garantir \u00e9 que para mim e para os milh\u00f5es de pessoas que partilham essa condi\u00e7\u00e3o comigo, \u00e9 uma dor insuport\u00e1vel. Fazemos qualquer neg\u00f3cio para nos livrar dela, e infelizmente alguns de n\u00f3s acabam pulando para o tal abismo, do qual n\u00e3o h\u00e1 volta. Outros se entopem de algum anest\u00e9sico \u2013 drogas variadas, \u00e1lcool ou outras subst\u00e2ncias. Eu j\u00e1 fiz de tudo.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Mas eu gosto do \u00eaxtase da descoberta e tenho consci\u00eancia de que tento provoc\u00e1-lo em mim mesma o tempo todo, como o ratinho de experimentos skinnerianos que aperta o pedal que despeja alimento agrad\u00e1vel no pote pl\u00e1stico. N\u00e3o por acaso, me tornei pesquisadora. N\u00e3o por acaso, abandonei a carreira acad\u00eamica quando a busca pelo novo teve que ser trocada por um ritual burocr\u00e1tico (e a\u00ed perdi o \u201cbarato\u201d da descoberta). N\u00e3o por acaso, vivo atr\u00e1s de informa\u00e7\u00e3o para criar divertidos e elegantes modelos novos, info junkie que me tornei. N\u00e3o por acaso, minhas paix\u00f5es (por id\u00e9ias, projetos e homens) v\u00e3o at\u00e9 o talo, at\u00e9 a \u00faltima gota de sangue.<\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\"><font size=\"4\">Eu trocaria os momentos de dor insuport\u00e1vel por uma vida <span style=\"FONT-SIZE: 12pt; FONT-FAMILY: &quot;Times New Roman&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-ansi-language: PT-BR; mso-fareast-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA\"><font size=\"4\">sem dor, mas onde n\u00e3o<\/font> <\/span>houvesse o \u00eaxtase da descoberta? A resposta \u00e9 <i style=\"mso-bidi-font-style: normal\">n\u00e3o<\/i>, definitivamente <i style=\"mso-bidi-font-style: normal\">n\u00e3o<\/i>. O risco da morte e a vida inst\u00e1vel (em todos os sentidos, de afetivo a financeiro) s\u00e3o pre\u00e7os pequenos a pagar pela recompensa do \u00eaxtase. Diria um psiquiatra mainstream: \u201cclaro: todo bipolar adora sua fase hipoman\u00edaca\u201d. E ele n\u00e3o est\u00e1 errado, apenas muito, muito, muito parcialmente correto (quase incorreto, portanto), pois a verdade \u00e9 bem mais complexa.<o_p><\/o_p><\/font><\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Ent\u00e3o? Ben\u00e7\u00e3o ou maldi\u00e7\u00e3o? <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Deixo a resposta para voc\u00ea, leitor. A \u00fanica coisa que posso dizer \u00e9 que viv\u00ea-la como um, como outro, ou como outra coisa qualquer depende de como se <i style=\"mso-bidi-font-style: normal\">aceita <\/i>e como se <i style=\"mso-bidi-font-style: normal\">administra<\/i> a condi\u00e7\u00e3o. A come\u00e7ar por n\u00e3o cham\u00e1-la de desordem, doen\u00e7a ou transtorno, e sim de <i style=\"mso-bidi-font-style: normal\">condi\u00e7\u00e3o<\/i>. <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o_p><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">&nbsp;<\/font><\/o_p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">Nos pr\u00f3ximos cap\u00edtulos vamos explorar as defini\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e convencionais sobre a desordem bipolar, o que diz a literatura cient\u00edfica, como e quando ela se instala e tudo isso dentro da perspectiva de observadores \u201coficiais\u201d e de quem os vivencia (os portadores). <\/font><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><o_p><font face=\"Times New Roman\" size=\"4\">&nbsp;<\/font><\/o_p><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify\"><font face=\"Times New Roman\"><font size=\"4\">Marilia<o_p><\/o_p><\/font><\/font><\/p>\n<p><font size=\"4\"><\/font><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A poesia que mais me marcou at\u00e9 hoje \u00e9 \u201cI Think Continually Of Those Who Were Truly Great\u201d,&nbsp; de Stephen Spender, usada por Kay Jamison no livro &#8220;Touched with Fire&#8221;. 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