{"id":5513,"date":"2011-12-27T11:00:00","date_gmt":"2011-12-27T11:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/dia-5-eu-fiz-do-meu-jeito\/"},"modified":"2011-12-27T11:00:00","modified_gmt":"2011-12-27T11:00:00","slug":"dia-5-eu-fiz-do-meu-jeito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/dia-5-eu-fiz-do-meu-jeito\/","title":{"rendered":"Dia 5: Eu fiz do meu jeito"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\">H&aacute; quem diga que foi tudo errado. H&aacute; quem ache genial.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Errado n&atilde;o foi, genial n&atilde;o sei se existe. Esse ano, eu fiz quase tudo do meu jeito e deu o que tinha que dar. Eu gostei, quase sempre, aprendi sem gostar, &agrave;s vezes, e abominei em outras. O que importa &eacute; que fiz do meu jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Eu sa&iacute; do pa&iacute;s duas vezes: uma para Villa Maria, Argentina, outra para os Estados Unidos. Foi quando eu fui mais feliz. N&atilde;o porque eu tenha vencido campeonatos ou quebrado recordes, coisa que eu fiz, mas porque eu tive a chance de praticar minha arte em tribo, acertei meu passo, voei com p&aacute;ssaros de mesmo v&ocirc;o. Eu n&atilde;o devia ter ido? Devia? N&atilde;o importa: eu fui, e abusei do direito de ser feliz.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">D&oacute;i viver t&atilde;o longe dos p&aacute;ssaros de mesmo v&ocirc;o. Mas quem disse que a felicidade &eacute; gratuita ou indolor?<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Meus primeiros dois livros da &ldquo;nova encarna&ccedil;&atilde;o&rdquo; sa&iacute;ram esse ano. Sa&iacute;ram perfeitos? L&oacute;gico que n&atilde;o. Gra&ccedil;as aos deuses, foram publicados, caso contr&aacute;rio eu teria re-escrito ambos mais umas tr&ecirc;s vezes. Tenho cr&iacute;ticas a eles, mudei de opini&atilde;o quanto a m&eacute;todos e abordagens e j&aacute; n&atilde;o estou exatamente no mesmo terreno de reflex&atilde;o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Mesmo assim est&aacute; a&iacute;, para todo mundo usar, criticar, re-construir. E eu fiz do meu jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Como sempre, eu fiz um monte de besteiras no trato comercial e com grana em geral. Me deixei enrolar, explorar, deixei oportunidades passarem e perdi outras. Mas esse ano eu inovei: identifiquei algumas canoas furadas antes de afundar com elas, n&atilde;o &eacute; sensacional? N&atilde;o, n&atilde;o &eacute;. Deveria ser o default. Mesmo assim fico contente porque eu consegui e, melhor que tudo, fiz do meu jeito, do meu jeito nada delicado, um pouco atrapalhado, freq&uuml;entemente violento. Mas &eacute; o meu jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Amei muito profundamente meus poucos verdadeiros amigos. Sentei no ch&atilde;o e fiquei com dor de barriga de tanto chorar com doen&ccedil;a de um, larguei tudo e peguei estrada para olhar nos olhos e abra&ccedil;ar outro que sofria e chorei as mais verdadeiras l&aacute;grimas de alegria com o triunfo de um terceiro. Foi noutros tantos, que estavam aqui no Brasil, que eu pensei quando tirei a bunda do ch&atilde;o com uma barra carregada de um recorde hist&oacute;rico nas costas. Beijei-os, soquei-os, briguei com eles e ri com eles. &Eacute; um estranho amor, mas &eacute; o que eu tenho, e eu dou do meu jeito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Organizei muito mal o meu tempo, fiz coisas de madrugada, correndo contra o rel&oacute;gio, culpa do caos anterior. Claro que foi errado. S&oacute; que daquele caos de aparente irrelev&acirc;ncia nasceram id&eacute;ias que eu ando curtindo. &Eacute; um jeito esquisito de fazer as coisas, mas &eacute; o meu jeito e foi assim que eu fiz muita coisa que deu certo (e outras que deram errado).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Botei de molho, esse ano, muito do que se considera intoc&aacute;vel no treinamento de alto rendimento. Resolvi colocar &agrave; prova minhas hip&oacute;teses nada ortodoxas. &Eacute; uma porra-louquice, &eacute; uma irresponsabilidade, n&atilde;o se faz isso quando um t&iacute;tulo Sul-americano ou mundial est&atilde;o em jogo. Mas eu sou porra-louca e meu esp&iacute;rito de aventura &eacute; muito mais forte do que o desejo por t&iacute;tulos. Eu treinei h&iacute;brido, testei tudo, me machuquei, me curei e fiz tudo do meu jeito. Diga-se de passagem, o resultado foi estupendo (como poderia n&atilde;o ser).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O ano de 2011 foi de longe o melhor que eu vivi at&eacute; hoje. A s&iacute;ntese dos &uacute;ltimos 6 anos, contados a partir do momento zero em que resolvi confrontar a terminalidade, vivendo como terminal, com intensidade total. A For&ccedil;a em primeiro lugar, sem concess&otilde;es a nada, nem a ningu&eacute;m. Por isso mesmo, com muito poucos ressentimentos. Que pena que eu n&atilde;o vivi somente desse jeito antes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Porque esse, e n&atilde;o outro, &eacute; o meu jeito.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; quem diga que foi tudo errado. H&aacute; quem ache genial. Errado n&atilde;o foi, genial n&atilde;o sei se existe. Esse ano, eu fiz quase tudo do meu jeito e deu o que tinha que dar. Eu gostei, quase sempre, aprendi sem gostar, &agrave;s vezes, e abominei em outras. 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