{"id":5519,"date":"2012-01-01T12:15:00","date_gmt":"2012-01-01T12:15:00","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/do-que-e-feito-um-ano-novo\/"},"modified":"2012-01-01T12:15:00","modified_gmt":"2012-01-01T12:15:00","slug":"do-que-e-feito-um-ano-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/do-que-e-feito-um-ano-novo\/","title":{"rendered":"Do que \u00e9 feito um ano novo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align:justify;\">Do ponto de vista da natureza, n&atilde;o existe ano novo. Todo tempo &eacute; novo, por defini&ccedil;&atilde;o, e existem alguns fen&ocirc;menos c&iacute;clicos e outros lineares ocorrendo constantemente. As esta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o (mais ou menos) c&iacute;clicas. A rota&ccedil;&atilde;o da Terra &eacute; c&iacute;clica. At&eacute; o El Ni&ntilde;o &eacute; mais ou menos c&iacute;clico. O ano solar n&atilde;o inova nada, nem fixa nada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na Hist&oacute;ria, por mais que se diga que ela sempre se repete, primeiro como trag&eacute;dia e depois como farsa, os processos s&atilde;o lineares. Perd&atilde;o, mas a Hist&oacute;ria n&atilde;o se repete, nunca. Quem constr&oacute;i as analogias e semelhan&ccedil;as s&atilde;o os historiadores. O objetivo &eacute; criar tipologias de fen&ocirc;menos para melhor compreend&ecirc;-los.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">A vida de um indiv&iacute;duo &eacute; determinada em primeiro lugar pelas ferramentas que ele tem para lidar com a realidade: suas atitudes e comportamentos. Estas, por sua vez, s&atilde;o determinadas por um conjunto de circunst&acirc;ncias. Algumas n&atilde;o mudam: s&atilde;o a hist&oacute;ria pregressa da pessoa. Outras mudam com maior ou menor velocidade, tudo depende do cara: o conjunto de informa&ccedil;&otilde;es que ele tem para tomar decis&otilde;es (mais ou menos bem informadas), as quais, por sua vez, podem mudar a rela&ccedil;&atilde;o com o contexto, que por sua vez configura novas demandas e assim por diante.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Existem indiv&iacute;duos t&atilde;o conservadores (e isso n&atilde;o &eacute; um julgamento ideol&oacute;gico, e sim um diagn&oacute;stico comportamental, pois um porra-louca que faz as mesmas porra-louquices o tempo todo &eacute; conservador) que podemos jurar que est&atilde;o vivendo o mesmo tempo, o tempo todo. No entanto, todo indiv&iacute;duo muda, ainda que bem pouquinho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Isso se chama &ldquo;processo de amadurecimento&rdquo;. Crescimento, para uns, envelhecimento para outros &ndash; tanto faz, d&aacute; no mesmo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Essas mudan&ccedil;as na vida do indiv&iacute;duo t&ecirc;m determinantes contextuais externos, que s&atilde;o os calend&aacute;rios. Objetivamente, todo mundo segue calend&aacute;rios. Todo mundo, ou quase todo mundo, paga IPTU e IPVA, e isso acontece no come&ccedil;o do ano. Existe o ano letivo. Se voc&ecirc; for relativamente normal, ele sempre ser&aacute; diferente. Existem os calend&aacute;rios competitivos, para quem &eacute; atleta. Assim, para n&oacute;s, do hemisf&eacute;rio sul, depois do &uacute;ltimo campeonato de novembro, acabou o ano competitivo. &Eacute; hora de planejar o pr&oacute;ximo. E o pr&oacute;ximo, por defini&ccedil;&atilde;o, ser&aacute; um NOVO ano. &Eacute; a chance que temos de modificar estrat&eacute;gias de treinamento, dieta e prepara&ccedil;&atilde;o em geral. N&atilde;o d&aacute; para fazer isso em julho, no meio do ano.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Comercialmente existe ano novo e ele come&ccedil;a em outubro do ano anterior. N&atilde;o planejar at&eacute; outubro o que ser&aacute; o ano seguinte &eacute; perder as melhores oportunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Existem prazos anuais ainda maiores, de 12, 18 ou 24 meses. Por exemplo: existem projetos em que estou trabalhando agora que ficar&atilde;o silenciosos (n&atilde;o vis&iacute;veis) at&eacute; 2013. Em 2013, eles ser&atilde;o parte do &ldquo;ano novo&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Assim, olhando bem de perto, existe, sim, um ano novo. E n&atilde;o entender isso pode ser catastr&oacute;fico. No Brasil, embora o ano novo, como em qualquer pa&iacute;s industrial, comece em julho do ano anterior, existe um lapso de ocorr&ecirc;ncias que vai do fim de novembro at&eacute; logo ap&oacute;s o carnaval. Pouca coisa relevante pode ser planejada para ser realizada publicamente neste per&iacute;odo. No entanto, &eacute; nele que muito do ano novo &eacute; preparado, se tiver sido adequadamente planejado e garantido nos meses anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O &uacute;ltimo componente de um ano novo, no entanto, &eacute; o que de fato determina sua cara: o acaso. No final das contas, o resultado de qualquer a&ccedil;&atilde;o depende muito do preparo e planejamento, mas ser&aacute; determinado pelo acaso. N&atilde;o se deve contar com o acaso. Isso &eacute; o que fazem ingenuamente as pessoas que fazem (acreditando, pois a maioria faz s&oacute; por desencargo de consci&ecirc;ncia) simpatias, mandingas e outras a&ccedil;&otilde;es m&aacute;gicas. Mas n&atilde;o se deve desprez&aacute;-lo. O mais importante, quanto ao acaso, &eacute; entender que ele geralmente tem um contexto. Ningu&eacute;m ganha na mega-sena sem jogar. Ningu&eacute;m rompe o ligamento agachando se n&atilde;o agachar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">O acaso pode ser favor&aacute;vel ou desfavor&aacute;vel, mas ser&aacute; um ou outro dentro das circunst&acirc;ncias que proporcionarmos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Eu acho muito bom que se festeje o ano novo, desde que se tenha motivo para tanto. Eu festejei. Duas coisas s&atilde;o &ldquo;festej&aacute;veis&rdquo; numa passagem para um ano novo: a primeira &eacute; o balan&ccedil;o do ano anterior (que foi novo um ano atr&aacute;s, como um macro-ciclo em treinamento esportivo). As estrat&eacute;gias deram certo? O que pode ser corrigido? A outra coisa &eacute; um bom planejamento para o que est&aacute; sendo inaugurado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify;\">Na real, em dezembro, o ano seguinte j&aacute; est&aacute; constru&iacute;do. &Eacute; isso que se comemora. Eu estou comemorando, e voc&ecirc;?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Do ponto de vista da natureza, n&atilde;o existe ano novo. Todo tempo &eacute; novo, por defini&ccedil;&atilde;o, e existem alguns fen&ocirc;menos c&iacute;clicos e outros lineares ocorrendo constantemente. As esta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o (mais ou menos) c&iacute;clicas. A rota&ccedil;&atilde;o da Terra &eacute; c&iacute;clica. At&eacute; o El Ni&ntilde;o &eacute; mais ou menos c&iacute;clico. 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