{"id":5599,"date":"2014-02-12T03:24:37","date_gmt":"2014-02-12T03:24:37","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/o-invisivel-envenenamento-do-seu-corpo-no-visivel-envenenamento-do-planeta\/"},"modified":"2014-02-12T03:24:37","modified_gmt":"2014-02-12T03:24:37","slug":"o-invisivel-envenenamento-do-seu-corpo-no-visivel-envenenamento-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/o-invisivel-envenenamento-do-seu-corpo-no-visivel-envenenamento-do-planeta\/","title":{"rendered":"O invis\u00edvel envenenamento do seu corpo no vis\u00edvel envenenamento do planeta"},"content":{"rendered":"<p>* este texto foi publicado, depois de editado, como parte do meu livro &#8220;Est\u00e9tica e sa\u00fade: a linha t\u00eanue entre sa\u00fade e beleza&#8221; (ver link abaixo)<\/p>\n<p>Ser on\u00edvoro e manipular racionalmente sua alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o entre o existencial e o t\u00e9cnico. Diz respeito a estilo de vida, \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o de si mesmo quanto a um aspecto fundamental da corporalidade, que \u00e9 a ingest\u00e3o de alimento. Ser vegetariano pode ser uma op\u00e7\u00e3o de cunho espiritual, pol\u00edtico e ideol\u00f3gico, e assim integrar o indiv\u00edduo a si mesmo num outro plano. Adotar uma alimenta\u00e7\u00e3o sem lixo qu\u00edmico e produzida segundo padr\u00f5es de \u00e9tica n\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o: \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o com o planeta, com a sociedade e com voc\u00ea mesmo. No fundo, todos sabemos em maior ou menor grau que isso \u00e9 verdade. O problema \u00e9 viabilizar esta pr\u00e1tica mandat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Estamos falando sobre o consumo de alimentos org\u00e2nicos. Eu sempre impliquei com este termo. Assim como impliquei com a \u201ccozinha natural\u201d, produtos \u201cbio\u201d e produtos ecol\u00f3gicos. Lembro inclusive que, ainda na faculdade, o professor de Ecologia Geral se enfurecia com os ambientalistas que se apropriavam do termo, dizendo que toda esta pr\u00e1tica poderia ser designada no m\u00e1ximo como \u201cec\u00f3fila\u201d (amiga da casa) \u2013 jamais \u201cecol\u00f3gica\u201d (conhecedora da casa). Org\u00e2nico era pior: existe leite inorg\u00e2nico? E sal? N\u00e3o pode comer sal? Sal \u2013 seja ele refinado ou n\u00e3o \u2013 \u00e9 NaCl. Do ponto de vista da nomenclatura qu\u00edmica, \u00e9 um composto inorg\u00e2nico. Ler no r\u00f3tulo de sal marinho a chancela de \u201cproduto org\u00e2nico\u201d me dava uma pequena revolta. \u201cCozinha natural\u201d dava mais pano para manga: pod\u00edamos passar horas e horas discutindo a complicada fronteira entre o natural e o artificial, conceituando como artif\u00edcio tudo aquilo que passa pelo engenho humano. Como cozinhar, por exemplo. \u201cBio\u201d era piada.<\/p>\n<p>O termo org\u00e2nico, no entanto, bem como o conjunto de a\u00e7\u00f5es e abordagens intelectuais \u00e0 quest\u00e3o alimentar relacionadas a ele, tem uma origem menos \u00f3bvia. Vem da concep\u00e7\u00e3o hol\u00edstica e ecologicamente equilibrada da \u201cfazenda como um organismo\u201d, proposta em 1939 por Lord Nothbourne em seu livro <i>Look to the Land<\/i> (Paull 2006).<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 surpreendente que esta proposta tenha surgido ao final dos anos 1930s. Foi durante este per\u00edodo que ocorreu a primeira grande cat\u00e1strofe agro-ecol\u00f3gica moderna \u2013 o Dust Bowl. Dust Bowl quer dizer \u201ctigela de p\u00f3\u201d e foi um fen\u00f4meno de eros\u00e3o e\u00f3lica causado por m\u00e1 pr\u00e1tica de manejo agr\u00edcula nas pradarias do centro-oeste norte-americano. A agricultura extensiva, sem rota\u00e7\u00e3o, sem nenhuma t\u00e9cnica de prote\u00e7\u00e3o a um solo j\u00e1 pobre e numa regi\u00e3o \u00e1rida levaram \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do mesmo, deixando a terra inf\u00e9rtil e descoberta. As tempestades de p\u00f3 durante as secas, durante toda a d\u00e9cada de 1930, causaram uma calamidade socio-ambiental de propor\u00e7\u00f5es inadministr\u00e1veis numa \u00e1rea de 400.000km2. Centenas de milhares de pequenos fazendeiros em estado de mis\u00e9ria deixaram a terra e migraram para a California, onde se tornaram m\u00e3o de obra barata para as planta\u00e7\u00f5es de laranja.<\/p>\n<p>No entanto, a calamidade s\u00f3cio-ambiental ocorreu num momento em que foi poss\u00edvel tomar decis\u00f5es em pol\u00edticas p\u00fablicas para enfrent\u00e1-la. Desde o in\u00edcio do s\u00e9culo, evoluia sob controv\u00e9rsias a jovem ci\u00eancia da Ecologia, dividida entre uma perspectiva comunit\u00e1ria, tamb\u00e9m entendida como \u201corgan\u00edsmica\u201d, e uma populacional, tamb\u00e9m conhecida como \u201cindividualista\u201d. N\u00e3o sem descontinuidades, uma daria origem, anos depois, \u00e0 Ecologia de Ecossistemas, e a outra \u00e0 Ecologia de Popula\u00e7\u00f5es (Coutinho 1994).<\/p>\n<p>Conceitos e id\u00e9ias convergiam para dentro, para fora e em torno da perspectiva hol\u00edstica ou organ\u00edsmica: o conceito de holismo como uma operacionaliza\u00e7\u00e3o da perspectiva organismica para a Terra como um superorganismo foi proposto por Jan Smuts em 1926. Embora o termo \u201cecossistema\u201d tenha sido cunhado em 1935 por Arthur Tansley, ele s\u00f3 foi incorporado ao que seria a Ecologia de Ecossistemas em 1942, com a obra de Lindeman \u201cThe Trophic Dynamic Aspect of Ecology\u201d.<\/p>\n<p>O l\u00edder da ecologia de comunidades \u2013 hol\u00edstica e organismica \u2013 nos Estados Unidos era Frederick Clements. Assim como outros expoentes da Ecologia, como C.C. Adams e Paul Sears, Clements tamb\u00e9m se debru\u00e7ou sobre o problema do Dust Bowl. O governo de Franklin Roosevelt, assessorado por cientistas e t\u00e9cnicos munidos dos novos conceitos ecol\u00f3gicos, enfrentaram a crise criando o Servi\u00e7o de Eros\u00e3o do Solo em 1933 e aprovando leis espec\u00edficas para o uso e manejo de solos vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p>A id\u00e9ia de um alimento produzido atrav\u00e9s de um manejo \u201crespeitoso\u201d da terra ganhou corpo junto com a jovem ci\u00eancia da ecologia e com o movimento ambientalista que se politizava, consolidado pela trag\u00e9dia s\u00f3cio-ambiental. Assim, ganhou lugar (mas n\u00e3o proemin\u00eancia) no discurso pol\u00edtico a id\u00e9ia de produto org\u00e2nico.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o podia deixar de ser, essa id\u00e9ia ganharia momento nos anos 1960-70, quando a cr\u00edtica s\u00f3cio-ambiental ganhou impacto global e sinergismo com outros movimentos de contesta\u00e7\u00e3o, como o anti-nuclear, ou pacifista, o movimento feminista e tamb\u00e9m a chamada contra-cultura. O marco mais significativo foi provavelmente a publica\u00e7\u00e3o, por Rachel Carson, do livro Silent Spring (Primavera Silenciosa, Carson 1962) em 1962. O livro \u00e9 uma cr\u00edtica bem documentada do uso de pesticidas, particularmente sobre os p\u00e1ssaros (da\u00ed o t\u00edtulo). Considera-se que foi a primeira rea\u00e7\u00e3o documentada e com impacto p\u00fablico contra a chamada \u201cRevolu\u00e7\u00e3o Verde\u201d.<\/p>\n<p>Revolu\u00e7\u00e3o Verde \u00e9 um termo que diz respeito \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o de novas tecnologias agr\u00edcolas a partir do fim da Segunda Guerra Mundial. As novas tecnologias, j\u00e1 disseminadas nos pa\u00edses industrializados, consistiam de t\u00e9cnicas de irriga\u00e7\u00e3o e plantio, desenvolvimento de novas variedades vegetais, amplo uso de pesticidas e fertilizantes sint\u00e9ticos nitrogenados. O pa\u00eds paradigm\u00e1tico na implanta\u00e7\u00e3o deste novo modelo de manejo foi o M\u00e9xico, que em vinte anos passou de importador a exportador de trigo. In\u00fameros pa\u00edses em desenvolvimento de todo o mundo adotaram este modelo, incluindo \u00cdndia e as Filipinas. Os programas de investiga\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o eram fortemente apoiados por institui\u00e7\u00f5es norte americanas de pesquisa e de desenvolvimento econ\u00f4mico, como as Funda\u00e7\u00f5es Rockefeller, Ford e a USAID.<\/p>\n<p>Durante pelo menos at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1990s, esta tem\u00e1tica dividiu o mundo do pensamento pol\u00edtico e cient\u00edfico. Os cientistas \u201cmainstream\u201d tendiam a se alinhar com a perspectiva dominante do uso intenso de agrot\u00f3xicos, bem como a rejeitar todo e qualquer discurso com roupagem hol\u00edstica e organ\u00edsmica. A vers\u00e3o recente dele, a Hip\u00f3tese de Gaia, de James Lovelock, jamais gozou de credibilidade cient\u00edfica. Restou a ela animar o pensamento \u201calternativo\u201d.<\/p>\n<p>No entanto, entre a primeira confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento e Meio Ambiente, a reuni\u00e3o de Stockolm em 1972, e a nossa Rio-92, muita tabela, dados, informa\u00e7\u00e3o, e grana \u2013 muita grana \u2013 correram por debaixo da ponte da sustentabilidade e do mercado de org\u00e2nicos. O que no in\u00edcio dos anos 1970s era pura transgress\u00e3o, nos anos 1990s j\u00e1 era selo de qualidade empresarial: o \u201cdesenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d. Entre o catastrofismo do Clube de Roma, em 1972, e o otimismo do Nosso Futuro Comum, em 1985, um giro de 180\u00ba na vis\u00e3o de mundo dominante sobre ambiente, alimentos e estilo de vida (Meadows et al 1972, Brundtland 1987) .<\/p>\n<p>No in\u00edcio dos anos 1990s, estudos bem publicados come\u00e7aram a dar solidez aos alertas, antes marginais, quanto aos perigos dos pesticidas na alimenta\u00e7\u00e3o humana (NRC 1993).<a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Marilia\/Documents\/@MARILIA\/SYNCHRONIZER\/May05\/@constantUPD\/publications\/@COLECOES\/@EST%C3%89TICA%20E%20SA%C3%9ADE\/O%20invis%C3%ADvel%20envenenamento%20do%20seu%20corpo%20no%20vis%C3%ADvel%20envenenamento%20do%20planeta.doc#_ftn1\">[1]<\/a> A maior consci\u00eancia quanto \u00e0 contamina\u00e7\u00e3o dos alimentos e seus efeitos danosos \u00e0 sa\u00fade combinou-se com a ascen\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia da nutri\u00e7\u00e3o a um papel de proemin\u00eancia nunca antes gozado por ela. Entronizada como rainha da medicina preventiva, a nutri\u00e7\u00e3o matava charadas que h\u00e1 d\u00e9cadas confundiam os cientistas, como os fatores determinantes dos padr\u00f5es epidemiol\u00f3gicos de c\u00e2nceres, doen\u00e7as cardio-vasculares e diabetes.<\/p>\n<p>Se os anos 1980-90 foram os anos de ouro do diet-light, de meados para o final da d\u00e9cada de 1990 o crescimento do mercado de alimenta\u00e7\u00e3o org\u00e2nica ganhou um \u00edmpeto que extrapolou, nos pa\u00edses industrializados, a capacidade de oferta da produ\u00e7\u00e3o artesanal. Nos Estados Unidos, as vendas de produtos org\u00e2nicos saltou, de US$ 23 bilh\u00f5es em 2002, para US$52 bilh\u00f5es em 2008. Desde os anos 1990, esse mercado tem crescido cerca de 20% ao ano \u2013 muito acima de outros setores da economia moderna.<\/p>\n<p>Alguns cr\u00edticos apontam que esse crescimento tornou a cadeia produtiva e sistema de distribui\u00e7\u00e3o e venda destes alimentos praticamente id\u00eantica ao dos tradicionais. Segundo eles, essa evolu\u00e7\u00e3o afetou a qualidade dos produtos, que agora s\u00e3o alvo de suspeitas a acusa\u00e7\u00f5es. As discuss\u00f5es em torno dos sistemas de certifica\u00e7\u00e3o e controle ficaram mais complexas.<\/p>\n<p>Paralelamente, o elemento ideol\u00f3gico e pol\u00edtico que impulsionou originalmente o movimento em dire\u00e7\u00e3o ao produto org\u00e2nico perdeu relev\u00e2ncia. Alguns nichos proporcionalmente pequenos, mas de forte poder de lobby, continuam lutando pelas causas associadas, como o bem-estar animal e o abate humanit\u00e1rio. Alguns selos de certifica\u00e7\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o conferidos a produtos que atendam a estes requisitos quanto ao tratamento dispensado aos animais de abate.<\/p>\n<p>Ainda que os cr\u00edticos tenham l\u00e1 sua dose de raz\u00e3o, \u00e9 indiscut\u00edvel que ficou mais f\u00e1cil, em boa parte dos pa\u00edses industrializados, cumprir a obriga\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3o do planeta. Esse \u00e9 o mandamento de se consumir comida produzida de forma a n\u00e3o comprometer seriamente a terra, a Terra, seus diversos habitantes e sua diversidade biol\u00f3gica. Ficou tamb\u00e9m mais fact\u00edvel cumprir o dever \u00e9tico de respeitar outras formas de vida, ainda que nos sirvam de alimento. Seguir nossa voca\u00e7\u00e3o on\u00edvora j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 um fardo moral t\u00e3o pesado.<\/p>\n<p>O quanto de verdade e o quanto de propaganda h\u00e1 nas den\u00fancias contra os malef\u00edcios dos agrot\u00f3xicos? Desde que os estudos sobre os efeitos dos pesticidas se intensificaram, as evid\u00eancias t\u00eam ganhado espa\u00e7o tanto na literatura m\u00e9dica e ambiental \u201cmainstream\u201d como nos documentos de pol\u00edticas p\u00fablicas (Cornell Un. 1999, Alavanja et al 2004, Kamel &amp; Hoppin 2004, Montgomery et al 2008). Atualmente, o consenso \u00e9 que o uso disseminado de pesticidas na agricultura \u00e9 um dos mais graves problemas de sa\u00fade al\u00e9m da sobre-alimenta\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica. Ao contr\u00e1rio da sobre-alimenta\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica, no entanto, a contamina\u00e7\u00e3o por pesticidas n\u00e3o \u00e9 revers\u00edvel de maneira relativamente r\u00e1pida num plano individual: os efeitos da contamina\u00e7\u00e3o prosseguem silenciosos e geram danos incur\u00e1veis nas v\u00edtimas e tamb\u00e9m no ambiente.<\/p>\n<p>Chegamos, no entanto numa encruzilhada pavimentada por um consenso: as maiores fontes de mortalidade e morbidade (e, por que n\u00e3o dizer, de infelicidade tamb\u00e9m) no mundo s\u00e3o as doen\u00e7as n\u00e3o-transmiss\u00edveis, cujas causas s\u00e3o fundamentalmente a m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o (a sobre-alimenta\u00e7\u00e3o cal\u00f3rica e consumo inadequado de macro e micro-nutrientes), a contamina\u00e7\u00e3o dos alimentos e do ambiente por subst\u00e2ncias t\u00f3xicas e o cigarro.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o de todas se assenta em duas dimens\u00f5es: a pol\u00edtica e a individual, que se retro-alimentam. Os tomadores de decis\u00f5es em geral e os governos em especial precisam fazer sua parte criando pol\u00edticas p\u00fablicas que ajudem o cidad\u00e3o a adotar estilos de vida preventivos destas doen\u00e7as e coibam pr\u00e1ticas corporativas predat\u00f3rias (na agroind\u00fastria, na ind\u00fastria de alimentos e de cigarros). Mas h\u00e1 uma dimens\u00e3o individual absolutamente indispens\u00e1vel \u00e0 mudan\u00e7a dos padr\u00f5es globais. Cada um precisa fazer sua parte e atuar, no seu n\u00edvel local, para que se inverta o quadro atual. Consumir com consci\u00eancia, observar os selos de certifica\u00e7\u00e3o e se poss\u00edvel sabotar as empresas que seguem pr\u00e1ticas nocivas.<\/p>\n<p>Aqui, ao contr\u00e1rio das diversas dietas com fundamentos fisiol\u00f3gicos, espirituais e ideol\u00f3gicos, n\u00e3o se trata de uma op\u00e7\u00e3o: \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o de todos se alimentar de forma a n\u00e3o adoecer a si mesmo, seus filhos e o planeta.<\/p>\n<p>* este texto foi publicado, depois de editado, como parte do meu livro &#8220;<a href=\"http:\/\/www.phorte.com.br\/livro-estetica-saude-linha-tenue-entre-beleza-saude-468\">Est\u00e9tica e sa\u00fade: a linha t\u00eanue entre sa\u00fade e beleza<\/a>&#8221;<\/p>\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n<p>National Research Council (1993). <i>Pesticides in the Diets of Infants and Children<\/i> (1st ed.). National Academies Press.<\/p>\n<p>John Paull, &#8220;The Farm as Organism: The Foundational Idea of Organic Agriculture&#8221;, <i>Elementals: Journal of Bio-Dynamics Tasmania<\/i>, vol. 80 (2006): pp. 14\u201318.<\/p>\n<p>Carson, Rachel. <i>Silent Spring<\/i> (Boston: Houghton Mifflin, 1962), Mariner Books, 2002.<\/p>\n<p>Donella H. Meadows, Dennis L. Meadows, Jorgen Randers, and William W. Behrens III. (1972).<br \/>\n<i>The Limits to Growth<\/i>. New York: Universe Books<\/p>\n<p>Brundtland, G.H. (ed). <i>Our Common Future<\/i> (1987), Oxford: Oxford University Press<\/p>\n<p>Alavanja MC, Hoppin JA, Kamel F (2004). &#8220;Health effects of chronic pesticide exposure: cancer and neurotoxicity&#8221;. <i>Annu Rev Public Health<\/i> <b>25<\/b>: 155\u201397.<\/p>\n<p>Kamel F, Hoppin JA (June 2004). &#8220;Association of pesticide exposure with neurologic dysfunction and disease&#8221;. <i>Environ. Health Perspect.<\/i> <b>112<\/b> (9): 950\u20138.<\/p>\n<p>Montgomery MP, Kamel F, Saldana TM, Alavanja MC, Sandler DP (May 2008). &#8220;Incident diabetes and pesticide exposure among licensed pesticide applicators: Agricultural Health Study, 1993-2003.&#8221;. <i>Am J Epidemiol.<\/i> <b>167<\/b> (10): 235\u201346..<\/p>\n<p>Cornell University, College of Veterinary Medicine (March 1999), Consumer concerns about pesticides in food. http:\/\/envirocancer.cornell.edu\/FactSheet\/Pesticide\/fs24.consumer.cfm Fact Sheet #24.<\/p>\n<p>COUTINHO, M. <i>Reflex\u00f5es acerca da Estrutura do Conhecimento Ecol\u00f3gico Representa\u00e7\u00f5es de Natureza e Representa\u00e7\u00f5es de Sociedade. <\/i>Tese de doutoramento apresentada ao Departamento de Sociologia da Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, novembro de 1994.<\/p>\n<div><br clear=\"all\" \/><\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<div>\n<p><a title=\"\" href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/Marilia\/Documents\/@MARILIA\/SYNCHRONIZER\/May05\/@constantUPD\/publications\/@COLECOES\/@EST%C3%89TICA%20E%20SA%C3%9ADE\/O%20invis%C3%ADvel%20envenenamento%20do%20seu%20corpo%20no%20vis%C3%ADvel%20envenenamento%20do%20planeta.doc#_ftnref1\">[1]<\/a> Em 1991, os Estados Unidos criaram o programa governamental de monitoramento de pesticidas nos alimentos, o Pesticide Data Program.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>* este texto foi publicado, depois de editado, como parte do meu livro &#8220;Est\u00e9tica e sa\u00fade: a linha t\u00eanue entre sa\u00fade e beleza&#8221; (ver link abaixo) Ser on\u00edvoro e manipular racionalmente sua alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o entre o existencial e o t\u00e9cnico. 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