{"id":5619,"date":"2014-03-07T14:41:18","date_gmt":"2014-03-07T14:41:18","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/e-mulher-ma-mulher-e-assim-mesmo\/"},"modified":"2014-03-07T14:41:18","modified_gmt":"2014-03-07T14:41:18","slug":"e-mulher-ma-mulher-e-assim-mesmo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/e-mulher-ma-mulher-e-assim-mesmo\/","title":{"rendered":"\u201c\u00c9 mulher, Ma: mulher \u00e9 assim mesmo\u201d"},"content":{"rendered":"<p><b>ou \u201cos v\u00e1rios mundos de Marilia\u201d<\/b><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eu cresci num mundo de mulheres fortes. Minha av\u00f3 era um g\u00eanio musical, pianista e professora de piano do Conservat\u00f3rio Dram\u00e1tico e Musical, onde formou grandes pianistas. O mundo dela era duro e as exig\u00eancias extremas. Nada menos que a excel\u00eancia era aceit\u00e1vel. O av\u00f4 que em algum tempo devia ter existido para que ela fosse av\u00f3 era irrelevante: minha m\u00e3e me levou umas duas vezes para visitar um velho moribundo com uma fam\u00edlia esquisita \u2013 aquele que ele formou depois de abandonar a mulher forte que forneceu os melhores 25% do meu genoma forte. Os outros dois av\u00f3s (todo mundo tem quatro, mas eu s\u00f3 conto uma) s\u00e3o irrelevantes.<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e \u00e9 uma mulher forte. Conheceu meu pai durante a gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria Natural. Ela se especializou em fisiologia animal e ele em mineralogia. Casaram, mas Paulo Sawaya, ent\u00e3o homem forte na Hist\u00f3ria Natural na USP, homem de triste mem\u00f3ria, que muito contribuiu para atrasar a ci\u00eancia brasileira, declarou que \u201cmulher de Coutinho\u201d n\u00e3o seria contratada: a fam\u00edlia aristocr\u00e1tica de meu pai era amiga dos conservador\u00edssimos Sawaya e minha m\u00e3e n\u00e3o teve espa\u00e7o para prosseguir em sua carreira. Esse mesmo Sawaya foi respons\u00e1vel por manter Paulo Vanzolini, um dos maiores cientistas brasileiros, fora da USP, entregou a pr\u00f3pria sobrinha, Marilda Sawaya, ao DEOPS, apropriou-se de bens da USP, entre outras iniciativas engrandecedoras da tradi\u00e7\u00e3o acad\u00eamica brasileira.<\/p>\n<p>Minha m\u00e3e e meu pai s\u00e3o iconoclastas e ateus. Minha m\u00e3e me levou para conhecer mosaicos na igreja Nossa Senhora do Brasil e se divertiu muito quando eu disse a ela que o papo do padre estava \u201ccheirando a religi\u00e3o\u201d. Me disse para n\u00e3o pegar as cobras (venenosas) que meu pai pegava, mas me ensinou a pegar aranhas (venenosas) com vidros de maionese para levar ao Butant\u00e3. Isso tudo quando eu tinha uns 5 anos de idade. Mais ou menos nessa \u00e9poca eu ouvi pela primeira vez a palavra \u201cnoiva\u201d, que ela me explicou ser algo que n\u00e3o existia mais, pois era parte de um ritual antiquado do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p>Meu pai ia para \u201ca escola\u201d e muito cedo eu sabia que a vida era feita de escola de crian\u00e7a, depois colegial, depois faculdade, depois mestrado, depois doutorado e depois ir embora do pa\u00eds. Depois de tudo isso, morava-se na escola para sempre, sem ter que fazer provas. Era assim \u2013 ponto final.<\/p>\n<p>Nessa parte precoce da minha vida, minha m\u00e3e abriu um sapo para me mostrar os \u00f3rg\u00e3os, me levou numa visita a uma amiga dela zo\u00f3loga de inverterbrados, que me deixou brincar com uma caranguejeira. Minha m\u00e3e me ensinou a pegar corretamente caranguejos e siris sem ser mordida entre outras centenas de bichos.<\/p>\n<p>Minha madrinha era pediatra.<\/p>\n<p>Homens e mulheres moravam na USP. Os primeiros m\u00e9dicos com quem convivi eram minha tia e dois tios.<\/p>\n<p>Nesse mundo em que eu fui criada, o que eu vi foram homens puxando as carreiras de mulheres para tr\u00e1s (meu pai n\u00e3o, mas o ex-marido da minha av\u00f3, o Sawaya e tantos outros que muito cedo eu saquei que n\u00e3o eram legais). Havia as tias, mas eu tive pouco contato com elas.<\/p>\n<p>Eu cresci dentro de uma bolha, a bolha da USP. Durante parte da minha adolesc\u00eancia, os partidos de esquerda fizeram um estrago t\u00e3o grande na minha vida, emocional, intelectual e fisica, que eu me escondi de volta na bolha assim que consegui fugir deles.<\/p>\n<p>S\u00f3 l\u00e1 pelos 40 anos, quando eu sa\u00ed da bolha e mudei radicalmente minhas op\u00e7\u00f5es profissionais, \u00e9 que tive contato \u201cde primeira m\u00e3o\u201d com gente careta, que \u00e9 a imensa e esmadora maioria dos homens e mulheres. Eles n\u00e3o estavam mais nos papers e livros de antropologia e sociologia. N\u00e3o estavam mais s\u00f3 em reportagens nos jornais. Eles n\u00e3o eram s\u00f3 coisas vivas ocupando espa\u00e7o nas ruas, metr\u00f4s e reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. N\u00e3o eram s\u00f3 parte da \u201cobriga\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria\u201d urgente e abstrata, porque existiam iniquidades horr\u00edveis \u201cl\u00e1 longe\u201d, por\u00e9m predominantes, que precisavam ser mudadas. N\u00e3o: agora eram humanos de verdade com os quais eu passei a ter intera\u00e7\u00e3o de fato.<\/p>\n<p>Morreu al\u00ed o mito do coitadinho. Os homens e mulheres caretas n\u00e3o s\u00e3o nada coitadinhos. Em primeiro lugar, s\u00e3o e ser\u00e3o para sempre emocionalmente incompreens\u00edveis para mim. Eu os \u201ccompreendo\u201d weberianamente, mas n\u00e3o tenho qualquer empatia. Se est\u00e3o longe, me causam uma certa apreens\u00e3o (para que continuem longe). Se est\u00e3o perto, medo, raiva e desprezo \u2013 em mistura e altern\u00e2ncia. S\u00e3o perigosos. Uma parte se declarou publicamente minha inimiga. \u00c9 esquisito esse neg\u00f3cio de ter inimigos p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Hoje eu sei que fui e sou hostilizada e agredida em situa\u00e7\u00f5es de manifesta\u00e7\u00e3o de poder ou excel\u00eancia (minha) por ser mulher. Mas ainda n\u00e3o faz sentido: mesmo que naquele mundo da minha inf\u00e2ncia isso existisse, e existia, era opaco para mim pelo fato das mulheres fortes terem me exposto emocionalmente a outra realidade. Meu av\u00f4 era um velho moribundo enquanto minha av\u00f3 era aquela pessoa poderosa que sentava no piano e produzia m\u00e1gica enquanto a gente ficava hipnotizado no sof\u00e1 escutando. S\u00f3 muito depois eu fui saber e entender a viol\u00eancia dele na vida dela. Minha m\u00e3e era essa mulher poderosa que geranciava a vida de cinco pessoas e, assim como minha av\u00f3, esperava de cada um de n\u00f3s nada menos do que a excel\u00eancia. Elas nunca tiveram que dizer isso: era \u00f3bvio, sempre foi \u00f3bvio. E era bom.<\/p>\n<p>Em 1999 eu ouvi, pela primeira vez, uma mulher dizer para mim que tinha apanhado ferozmente do companheiro. Ela e outras: era um grupo de pessoas que viviam relacionamentos abusivos (eu tamb\u00e9m vivia um e n\u00e3o tinha nenhuma ferramenta para administr\u00e1-lo). Foi em Gainesville, Florida. Nesse momento eu j\u00e1 sabia (ou n\u00e3o sabia?) que o pai da minha m\u00e3e havia batido na minha av\u00f3.<\/p>\n<p>Eu vivi um \u00fanico relacionamento assim\u00e9trico na vida. Mentira: um assim\u00e9trico em desvantagem para mim. Os demais foram em desvantagem para o parceiro: quem tinha mais poder, articula\u00e7\u00e3o, viol\u00eancia e erudi\u00e7\u00e3o era sempre eu.<\/p>\n<p>Do assim\u00e9trico para mim n\u00e3o gostei nada. Gosto do cara, admiro muito e somos amigos hoje. O casamento, no entanto \u2013 meudeusdoc\u00e9u, nunca mais.<\/p>\n<p>Tive uns amantes sim\u00e9tricos, mas a\u00ed \u00e9 moleza: nem eles se metiam na minha vida, nem eu na deles. Provavelmente seriam assim\u00e9tricos se virassem relacionamentos \u201cde verdade\u201d e a\u00ed seria um inferno.<\/p>\n<p>Quando eu finalmente acho que tive maturidade para eventualmente ter relacionamentos sim\u00e9tricos, minha vida profissional e escolhas existenciais profundas me jogaram no universo conservador e machista dos esportes de for\u00e7a. E a\u00ed dan\u00e7ou: o abismo de representa\u00e7\u00f5es torna qualquer rela\u00e7\u00e3o amorosa imposs\u00edvel (ou suficientemente contradit\u00f3ria para n\u00e3o durar nada).<\/p>\n<p>A primeira coisa que aconteceu foi aparecer na minha frente um mundo estranho colonizado apenas por homens: o mundo do poder esportivo. Os homens e eu. A segunda coisa, quase imediata, foi boa parte deles me estranhar e me odiar. Medo e \u00f3dio de ambas as partes: eles n\u00e3o me entendem, eu n\u00e3o os entendo.<\/p>\n<p>A terceira coisa foram os casais: homens com alguma ambi\u00e7\u00e3o, talento e sucesso e mulheres pentelhas.<\/p>\n<p>O mundo original deles continua sendo diferente do meu, mas temos um espa\u00e7o de afinidade: o amor e dedica\u00e7\u00e3o ao esporte. O compromisso com a excel\u00eancia. E elas? Fora duas ou tr\u00eas atletas auto-suficientes, elas caem em duas categorias: aquelas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quais eu sou indiferente ou acho simp\u00e1ticas (\u00e0 dist\u00e2ncia) e as pentelhas.<\/p>\n<p>Embora as apressadas certamente me classificar\u00e3o como machista, minha caracteriza\u00e7\u00e3o das mulheres pentelhas \u00e9 apenas um cansa\u00e7o com o que n\u00e3o tem novidade alguma e representa um estorvo na minha vida. Que o comportamento (pentelho) delas \u00e9 socialmente determinado \u00e9 chover no molhado. O deles tamb\u00e9m \u00e9.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 problema meu. Nada \u00e9 problema meu exceto o que \u00e9 meu problema. O relacionamento assim\u00e9trico dos meus colegas, parceiros e poucos amigos \u00e9 inteiramente desinteressante para mim. N\u00e3o ligo, n\u00e3o quero saber, n\u00e3o me interessa. No entanto, no momento em que esse relacionamento invade a minha vida, os meus projetos (onde um ou mais deles participem), os meus sonhos, a\u00ed passa a ser problema meu.<\/p>\n<p>Aparecem as pentelhas. As mulheres \u2013 namoradas, \u201cnoivas\u201d (grande novidade, pois segundo minha m\u00e3e n\u00e3o existiam desde o s\u00e9culo XIX) e \u201cesposas\u201d (n\u00e3o mulheres ou companheiras: esposas) \u2013 que atrapalham reuni\u00f5es, treinos e campeonatos. Que aparecem sem ser chamadas. Que ligam toda hora ou mandam mensagens no celular deles, que fica piando com aqueles barulhinhos insuport\u00e1veis at\u00e9 que eu digo \u201cdesliga essa porra antes que eu jogue essa merda na parede\u201d. Que atrapalham meus momentos de lazer com eles. E que, acima de tudo, s\u00e3o \u00e2ncoras no sucesso deles.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 mulher, Ma: mulher \u00e9 assim mesmo\u201d, dizem eles. \u00c9 o mundo que os meus amigos conhecem. Depois de um tempo eu respondo: \u201c&#8230; pera\u00ed: mas e eu? Eu sou mulher, cis e hetero, como elas. Como fica isso?\u201d \u201cAh, voc\u00ea n\u00e3o existe \u2013 voc\u00ea \u00e9 um ponto fora da reta\u201d, me respondem.<\/p>\n<p>Ruim isso. Eu n\u00e3o existo? N\u00e3o, n\u00e3o existo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o aparecem as imagens da minha m\u00e3e e minha av\u00f3, que passaram uma vida nos empurrando para a excel\u00eancia. Minha m\u00e3e empurrou com firmeza meu pai para a excel\u00eancia profissional. \u00c9 absurda a ideia de algu\u00e9m estabelecer hor\u00e1rio para o c\u00f4njuge estar em casa: meu pai trabalhava at\u00e9 altas horas e nos finais de semana tinha os amigos dele, com quem jogava futebol e poquer. Ela tinha a vida dela, tinha a gente para encher o saco dela, tinha as reuni\u00f5es semanais com as amigas criacionistas com as quais ela nutriu d\u00e9cadas de discuss\u00f5es filos\u00f3ficas e teol\u00f3gicas, tinha os livros que ela queria paz para ler \u2013 enfim, tinha vida pr\u00f3pria. Isso foi o meu \u201cdefault\u201d, quando o default majorit\u00e1rio \u00e9 completamente distante disso.<\/p>\n<p>Esse mundo meio cor-de-rosa me deixou despreparada para lidar com a viol\u00eancia l\u00e1 fora. N\u00e3o fui capaz de identific\u00e1-la quando se aproximou de mim e me fez v\u00edtima, na adolesc\u00eancia, no horror dos partidos de esquerda onde me violentaram de todas as formas. Aprendi que o mundo l\u00e1 fora \u00e9 um horror mesmo, e ele est\u00e1 mais perto do que eu imaginava. No entanto, continuo n\u00e3o compreendendo: s\u00e3o s\u00f3 coisas horr\u00edveis, irracionais, nojentas que temos que destruir ou manter bem longe.<\/p>\n<p>O meu mundo de rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero \u00e9 todo fragmentado. Tem o da minha inf\u00e2ncia, aquele que d\u00e1 a todos n\u00f3s o substrato afetivo para entender a realidade, do qual eu lembro de simetria e mulheres fortes.<\/p>\n<p>Tem o mundo do ativismo, da participa\u00e7\u00e3o em manifesta\u00e7\u00e3o p\u00fablica, cheio de desigualdade, viol\u00eancia e desequil\u00edbrio, mas \u00e9 antes de mais nada abstrato. As pessoas s\u00e3o casos e n\u00fameros. Os horrores mais horr\u00edveis acontecem \u201cl\u00e1 longe\u201d. Mesmo as viol\u00eancias contra o meu irm\u00e3o, que \u00e9 uma mulher transg\u00eanera, nunca foram f\u00edsicas e s\u00e3o perpetradas pelos seres abstratos do mundo dos caretas. A gente protesta, escreve textos que eles s\u00e3o incapazes de escrever (e at\u00e9 mesmo de entender), mobiliza a opini\u00e3o p\u00fablica e eles continuam abstratos.<\/p>\n<p>E tem o mundo que eu administro no dia-a-dia, cheio de homens perigosos e mulheres pentelhas, sobre o qual boiam uns amigos (e pouqu\u00edssimas amigas) por aqui e amigos e amigas fora do Brasil. Boiam na superf\u00edcie fina de um mar fundo e escuro de rela\u00e7\u00f5es que eu aceito existirem, estudo, mas sou inteiramente incapaz de compreender de verdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ou \u201cos v\u00e1rios mundos de Marilia\u201d &nbsp; Eu cresci num mundo de mulheres fortes. Minha av\u00f3 era um g\u00eanio musical, pianista e professora de piano do Conservat\u00f3rio Dram\u00e1tico e Musical, onde formou grandes pianistas. O mundo dela era duro e as exig\u00eancias extremas. Nada menos que a excel\u00eancia era aceit\u00e1vel. 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