{"id":5725,"date":"2014-08-24T18:46:15","date_gmt":"2014-08-24T18:46:15","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/parasitismo-relacional-no-esporte-na-ciencia-e-na-arte\/"},"modified":"2014-08-24T18:46:15","modified_gmt":"2014-08-24T18:46:15","slug":"parasitismo-relacional-no-esporte-na-ciencia-e-na-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/parasitismo-relacional-no-esporte-na-ciencia-e-na-arte\/","title":{"rendered":"Parasitismo relacional no esporte, na ci\u00eancia e na arte"},"content":{"rendered":"<p>Escrevi isso porque s\u00f3 este ano, tr\u00eas atletas \u201cwannabe\u201d pr\u00f3ximos de mim deixaram de ter qualquer performance em nome de relacionamentos parasit\u00e1rios. Ao longo dos meus v\u00e1rios anos de vida esportiva, perdi a conta de quantos. Ao longo da minha vida de cientista, vi menos casos de fracasso total porque infelizmente o sistema acad\u00eamico abriga os med\u00edocres: o cara nunca vai dar uma grande contribui\u00e7\u00e3o, mas chega a ter \u201cum lugar ao sol\u201d. Na arte, vi um par de talentos abortados. N\u00e3o lamento nenhum. O livre-arb\u00edtrio \u00e9 soberano.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m escrevi para colocar um ponto final nessa discuss\u00e3o. Essa \u00e9 minha posi\u00e7\u00e3o, sempre foi e dificilmente mudar\u00e1. Tentar me engajar numa discuss\u00e3o sobre o tema depois deste esclarecimento se traduz numa provoca\u00e7\u00e3o hostil e n\u00e3o d\u00e1 para esperar uma rea\u00e7\u00e3o benigna.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; por defini\u00e7\u00e3o, todos nascem protagonistas das pr\u00f3prias vidas<\/p>\n<p>&#8211; aqueles que optam por simular o papel de coadjuvante da vida de outrem est\u00e3o deliberadamente criando um script paralelo que corrompe os dois anteriores: cria-se duas hist\u00f3rias sem protagonista<\/p>\n<p>&#8211; Esse papel coadjuvante manipulado em geral por c\u00f4njuges (mas pode ser por progenitores, irm\u00e3os ou outros papeis relacionais) n\u00e3o \u00e9 o de simbiose. Simbiose \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o inter-espec\u00edfica onde os dois membros dependem da exist\u00eancia do outro a ponto de formarem uma entidade \u00fanica, como os liquens (uma alga com um fungo). N\u00e3o h\u00e1 mais a identidade separada das partes. O que ocorre nas situa\u00e7\u00f5es com coadjuvantes humanos \u00e9 PARASITISMO, uma rela\u00e7\u00e3o no espectro negativo das intera\u00e7\u00f5es, onde uma parte se nutre da outra.<\/p>\n<p>&#8211; Curto e grosso, coadjuvantes s\u00e3o, na melhor das hip\u00f3teses, como lombrigas, que podem conviver e debilitar o hospedeiro por um tempo, mas podem facilmente mat\u00e1-lo.<\/p>\n<p>&#8211; Se voc\u00ea justifica a rela\u00e7\u00e3o com seu c\u00f4njuge porque ele\/a \u201co apoia\u201d voc\u00ea escolheu ter um coadjuvante. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante reprov\u00e1vel: voc\u00ea quer algu\u00e9m que abra m\u00e3o do pr\u00f3prio protagonismo para favorecer o seu. Assim, voc\u00ea \u00e9 moralmente reprov\u00e1vel. O que voc\u00ea n\u00e3o sabe \u00e9 que est\u00e1 oferecendo alimento a um parasita que vai se nutrir do seu sangue.<\/p>\n<p>&#8211; Se voc\u00ea justifica a rela\u00e7\u00e3o com seu c\u00f4njuge porque \u201cela o faz feliz\u201d, mesma coisa. Ningu\u00e9m nasceu para fazer o outro feliz: nascemos para lutar duramente pela nossa pr\u00f3pria felicidade e, fazendo-o com \u00e9tica e retid\u00e3o, promover felicidade em terceiros.<\/p>\n<p>&#8211; Isso n\u00e3o quer dizer que toda rela\u00e7\u00e3o conjugal deva ser parasit\u00e1ria, embora o ethos dominante as empurre para esta condi\u00e7\u00e3o. Abundam na hist\u00f3ria exemplos de casais n\u00e3o parasit\u00e1rios, nem sempre harm\u00f4nicos. At\u00e9 a\u00ed, quem \u00e9? Onde \u00e9 que a excel\u00eancia e a harmonia convivem bem? Eu tamb\u00e9m gostaria de saber.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim:<\/p>\n<ol>\n<li>Num sistema \u201chominho-mulherzinha\u201d (hospedeiro-parasita), nenhum dos dois presta<\/li>\n<li>Ambos promovem um modelo relacional destrutivo e, portanto, mau exemplo para as novas gera\u00e7\u00f5es<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrevi isso porque s\u00f3 este ano, tr\u00eas atletas \u201cwannabe\u201d pr\u00f3ximos de mim deixaram de ter qualquer performance em nome de relacionamentos parasit\u00e1rios. Ao longo dos meus v\u00e1rios anos de vida esportiva, perdi a conta de quantos. Ao longo da minha vida de cientista, vi menos casos de fracasso total porque infelizmente o sistema acad\u00eamico abriga [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5726,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[287,1979,288,1225,140],"tags":[2912,15,2913,2914,2915],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5725"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5725"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5725\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5726"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}