{"id":5750,"date":"2014-10-06T11:25:41","date_gmt":"2014-10-06T11:25:41","guid":{"rendered":"https:\/\/inveske.co.uk\/que-modelo-descreve-a-curva-de-supercompensacao-de-forca\/"},"modified":"2014-10-06T11:25:41","modified_gmt":"2014-10-06T11:25:41","slug":"que-modelo-descreve-a-curva-de-supercompensacao-de-forca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.mariliacoutinho.com\/pt-br\/que-modelo-descreve-a-curva-de-supercompensacao-de-forca\/","title":{"rendered":"Que modelo descreve a curva de supercompensa\u00e7\u00e3o de for\u00e7a?"},"content":{"rendered":"<p>(resposta \u00e0 pergunta feita por um seguidor)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o existe esse modelo (exitem &#8220;mathematical models for strength training&#8221;, um monte) que descreva as curvas espec\u00edficas de supercompensa\u00e7\u00e3o porque, como eu disse, metodologicamente \u00e9 IMPOSS\u00cdVEL. Do ponto de vista cient\u00edfico, n\u00e3o d\u00e1, pois a varia\u00e7\u00e3o inter-individual, entre levantamentos, entre fases de treinamento do MESMO atleta, \u00e9 imensa, al\u00e9m da interfer\u00eancia de um n\u00famero desconhecido e imenso de vari\u00e1veis (\u00e9 um fen\u00f4meno multi-variado em todos os sentidos). Ningu\u00e9m, jamais, conseguir\u00e1 modelar isso. Para mim isso \u00e9 t\u00e3o claro que n\u00e3o entendo como as pessoas embarcam embevecidas em modelos que empacotam as curvas dos &#8220;humanos atletas&#8221; como se pudessem ser reduzidas a uma senoide s\u00f3 bem comportada, quanto mais uma senoide s\u00f3, com os mesmos par\u00e2metros para os tr\u00eas levantamentos. \u00c9 biol\u00f3gica e matematicamente est\u00fapido sequer considerar a possibilidade disso. Mas talvez isso venha do fato de que eu modelei comportamento de bact\u00e9ria, de trypanosoma cruzi, de atta sexdens rubropilosa (formiga, e a\u00ed j\u00e1 complicou tudo: variava demais) e dei pareceres sobre meta-an\u00e1lise de recupera\u00e7\u00e3o e incid\u00eancia de met\u00e1stase p\u00f3s tratamento em v\u00e1rios tipos de c\u00e2ncer para a OPAS (ou seja: vi como se comportam sistemas biol\u00f3gicos desde os mais bem comportados e homog\u00eaneos at\u00e9 os hiper-variados). Como diz um amigo m\u00e9dico, \u00e9 tentar tirar a m\u00e9dia entre o mosquito e o elefante. Em termos matem\u00e1ticos, qualquer desvio padr\u00e3o \u00e9 maior que qualquer m\u00e9dia e voc\u00ea, portanto, para por a\u00ed e entende que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel modelar o &#8220;sistema&#8221; como v\u00e1lido para uma popula\u00e7\u00e3o (&#8220;universo&#8221;) que tenha comportamento minimamente homog\u00eaneo. Ent\u00e3o, o que fazer? Nada? Desistir de periodizar? N\u00c3O!!! Voc\u00ea precisa entender que: 1. sempre ocorre SUPER E SUB-COMPENSA\u00c7\u00c3O (ou seja: supercompensa\u00e7\u00e3o e inibi\u00e7\u00e3o de for\u00e7a); 2. que \u00e9 poss\u00edvel inferir aproximadamente como um determinado atleta se comporta nestes termos para os est\u00edmulos conhecidos; 3. que \u00e9 poss\u00edvel desenhar um planejamento considerando faixas de intensidade atrav\u00e9s da taxa de repeti\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o a um esfor\u00e7o m\u00e1ximo volunt\u00e1rio que \u00e9 SEMPRE desconhecido. Tudo isso \u00e9 que se deve considerar ao planejar o treino de um atleta. Um praticante recreacional tem excelente ganho com varia\u00e7\u00f5es inteligentes praticadas na faixa entre 80-90%, pois n\u00e3o ser\u00e1 levado a uma condi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de sub-compensa\u00e7\u00e3o e muito menos grave o suficiente para gerar uma S\u00cdNDROME DE SUB-PERFORMANCE, tamb\u00e9m chamada de OVERTRAINING. Resposta \u00e0 pergunta j\u00e1 feita mais de algumas dezenas de vezes quando eu explico isso: N\u00c3O, eu n\u00e3o vou criar o &#8220;sistema Marilia&#8221; porque desprezo os sistemas de gurus. Acho que existem estes princ\u00edpios gerais e, precisamente pelo fato de ser metodologicamente imposs\u00edvel model\u00e1-los de maneira cientificamente aceit\u00e1vel, todos eles s\u00e3o aproxima\u00e7\u00f5es educadas a um objeto intrinsecamente N\u00c3O-COGNOSC\u00cdVEL.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(resposta \u00e0 pergunta feita por um seguidor) &nbsp; N\u00e3o existe esse modelo (exitem &#8220;mathematical models for strength training&#8221;, um monte) que descreva as curvas espec\u00edficas de supercompensa\u00e7\u00e3o porque, como eu disse, metodologicamente \u00e9 IMPOSS\u00cdVEL. 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