Por Marcos Mohai Szabó e Marília Coutinho

Celebramos hoje o dia do Educador Físico. Em meio às turbulências do nosso dia a dia, que incluem ensinar conceitos e exercícios de Força, construir equipamentos para se fazer força, treinar e organizar eventos de Força, refletimos sobre nossa profissão.
Observamos uma triste realidade em que a população brasileira paga um alto preço em termos de saúde pública pela nossa ausência. Diabéticos são amputados, acamados e sofrem mortes lentas por falta de exercício físico bem prescrito; idosos caem por falta de força e equilíbrio, evidenciando uma lacuna onde deveríamos estar presentes; crianças não se desenvolvem adequadamente por falta de orientação adequada, que deveria vir de nós. Onde estamos nós, então? Nós, educadores físicos, que sabemos que a todos estes indivíduos, falta “uma força”, uma orientação, uma prescrição correta de exercícios que poderiam prevenir toda esta tragédia?
Estamos bem aqui, só que nossas vozes não são ouvidas. Em vez delas, discursos distorcidos sobre soluções paliativas, sempre medicamentosas, inverdades sobre os exercícios que tão bem conhecemos, receitas milagrosas e igualmente falsas.
Temos duas opções: sentar na calçada e chorar, lamentando o triste destino daqueles que sofrem e padecem pela nossa ausência (e indignados com nossa falta de espaço para diagnosticar a situação), ou levantar e agir.
Optamos pela segunda alternativa. Ainda que nossas palavras continuem por um bom tempo abafadas e nossas propostas ignoradas, vamos continuar insistindo. Falaremos para todos que puderem ouvir que existem alternativas para os males que causam mais de 60% da mortalidade e morbidade na sociedade moderna. Ensinaremos as pessoas a se movimentar – e para se movimentar é preciso fazer força. Ajudaremos quem nos procurar a se entender com seus abandonados corpos. Celebraremos a alegria da força, tirando o estigma mais que falso sobre seu perigo e dor. Organizaremos eventos e atividades públicas com os esportes de força para que o Brasil todo empurre, puxe, arremesse, arraste e corra. Levaremos o Strongman em lombo de burro até o último brasileiro, mostrando que força se faz em qualquer lugar desde que haja informação de qualidade e criatividade.
Vamos fazer isso indefinidamente, independente das adversidades, das dificuldades, do mercado e seu lucro e dos egos de quem não quer isso.
A saúde, a força, o amor e a alegria são um só para nós, e, como Educadores Físicos que somos, ofereceremos estes tesouros a todos.
Um FORTE abraços a todos – colegas ou não,

Marcos Mohai Szabó
CREF 069912 P/SP
 
Marília Coutinho
CREF 059869-P/SP