Finalmente consegui pagar a taxa do país no GPC. Eu fico me perguntando quem ganha infernizando a vida das pessoas que querem remeter quantidades moderadas de dinheiro para o exterior. Depois de quase virar do avesso de tanta raiva porque a receita federal taxou o equipamento comprado por um amigo, o qual eu fui recuperar no Correio central, só posso imaginar uns funcionários públicos muito mal resolvidos com sua vida sexual e profissional. O pacote do meu amigo valia US$ 42,00 e era um equipamento de powerlifting para alta performance. O sujeitinho da RF teve a pachorra de chutar um valor qualquer, abertamente acusando o vendedor de mentiroso quanto aos US$ 42,00, e decidir um imposto de 60% sobre o valor chutado, pois deve ser um gordinho sedentário que não faz a mais remota idéia do que seja uma camisa de supino. O que esse cara ganha sacaneando um atleta de powerlifting? Enquanto milhões de dólares escorrem por furos de natureza bem mais sinistra, em exportações com containers inteiros de produtos naturais amazônicos, por exemplo? Nada – só o prazer temporário derivado da certeza de ter sacaneado um outro otário de classe média que não foi esperto o suficiente para contrabandear o material.

GPC quer dizer Global Powerlifting Committee – uma séria federação internacional esportiva. O Banco do Brasil taxaria em 50% minha remessa a eles, e só faria mediante documentação. Por que? Qual a justificativa para obstruir relações esportivas, científicas ou artísticas?

O pessoal do GPC foi incrivelmente flexível e deram um jeito de receber o dinheiro, depois de semanas de tentativas frustradas. Além de flexíveis, são generosos e solícitos. Oferecem de tudo – desde sugestões até ajuda com treinamento. Estou muito otimista com a perspectiva de trabalhar com eles.

Chequem o site deles: http://www.globalpowerliftingcommittee.com/