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Prometi, cumpro.

Abaixo estão as imagens das declarações do Sr. Vilmar de Oliveira e de uma senhora cujo nome eu não sei, mas é esposa do Sr. Roberto Heberle da Silveira, vulgo Miudinho.

Não há necessidade de repetir o que todos podem ler, mas o resumo da ópera é que a versão do Vilmar, mais branda, é que houve um “simples desentendimento”, cuja parte substantiva ele não presenciou, pois o som estava muito alto. De resto, Miudinho seria pessoa de idoneidade incontestável, tranqüilo e caseiro. Conclui-se daí que?… Naturalmente a “encrenqueira”, que tirou o pai de família do sério, foi a Dra. Marília, essa desequilibrada com mania de apontar o dedo para tudo que vê de errado. O fato dele mesmo ter sugerido que eu me dirigisse à polícia para lavrar um BO pelo crime de difamação é secundário.

A carta da senhora de nome desconhecido é um pouco pior. Faz afirmações inverídicas que – pasmem! – têm como testemunhas precisamente as pessoas citadas no meu blog (a “prova documental” do crime de difamação contra o caseiro marido dela) como tendo presenciado os fatos e não feito nada. Fico pensando quem levaria realmente a sério tais testemunhas. Quanto às demais afirmações sobre procedimentos no evento, deve ser confuso a um leitor educado sequer entender a lógica das mesmas. Não percam tempo, é tudo bobagem: eu estava de fato co-dirigindo o evento, desempenhando as funções a pedido e em cooperação com os dois outros coordenadores e devo ter irritado essa senhora sobremaneira, pois mandei-a retirar-se da área restrita inúmeras vezes.

Área na qual ela adentrou, mandou e desmandou depois que eu fui devidamente silenciada. Lembro dela arrumando as anilhas do levantamento terra de um atleta, já meio apática com tudo, considerando tudo cenas do tal pesadelo do qual não consigo acordar.

Cheguei agora a pouco em casa e vi tudo isso. Meu treino hoje foi uma caca, perdi cerca de 15% de força. Fraca, meio desnutrida e uma espécie de esponja de substâncias inflamatórias, me sinto um pano de chão.

No domingo e segunda houve trocas de mensagens com a pessoa que tomou meu lugar junto a uma organização continental de powerlifting à qual a ANF (da qual eu sou presidente) pertence,  onde insistiu-se que não poderíamos divulgar os fatos. Por que? Porque não somos mais parte da GPA (Global Powerlifting Alliance). Ora, essa era nova para mim. Ou seja: não apenas não recebi a manifestação de solidariedade dos dirigentes das duas organizações às quais a ANF pertence (GPA e regional), como sou punida com a exclusão do Brasil. No dia seguinte à divulgação do episódio de violência, que havia sido contra-indicada.

Ao mesmo tempo que recebo manifestações de apoio internacionais, diversas, e muitas aqui no Brasil, infelizmente o que está pesando mais são as punições.

Com toda a minha obrigatória erudição sociológica, esse episódio de tripla punição (o fato, a reação internacional restrita, porém dolorosa, ao fato, e, finalmente, a reversão retórica da culpa) tira a fome, a sede, tranca o esôfago e dá vontade de se teletransportar para qualquer lugar, dimensão ou tempo onde nada disso exista. Não… não é vontade de revanche ou destruição, apenas de sumir, ter paz.

Só que isso não é possível exceto se eu ceder a um impulso contra o qual eu luto há sete anos, com sucesso. De modo que só me resta continuar lutando por JUSTIÇA, ÉTICA, o livre exercício da DEMOCRACIA e o fim das relações assimétricas de poder.

É o que tem para hoje.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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A vida é pentavalente: arranco, arremesso, agachamento, supino e levantamento terra. Life is a five valence unit: the snatch, the clean and jerk, the squat, the bench press and the deadlift.

  • Eneida Melo

    Força aí, Marília! Você é exemplo pra muita gente.