Hoje é dia 12 de maio, acabo de chegar da X-Force, cansada, mas realizada: foi um dia cheio, elaborei dois projetos, enviei propostas de cooperação a duas instituições, fiz transações bancárias e treinei na MINHA casa.
Essa semana que passou foi talvez a mais importante da minha vida profissional. Foi quando dei minha resposta positiva à proposta que o Mauro havia me feito dia 28 de abril (estou olhando agora no histórico do msn). Ele me propunha assumir a sociedade da academia qu ele acabava de inaugurar: a X-Force.
Lembro que foi um dia estranho: a mãe de um amigo havia falecido; eu entretinha projetos de parcerias com outras empresas da área de fitness; estava cheia de trabalho para fazer; estava assumindo várias novas pequenas e grandes responsabilidades. Quando o Mauro me abordou com a proposta, pedi um tempo. Passei uma semana fazendo cálculos e consultando pessoas. Depois não foi muito difícil tomar a decisão: era o maior presente que já recebi.
Acompanhei essa academia desde sua concepção na cabeça do Mauro. Os primeiros planos, as buscas de financiamento, a escolha de equipamentos. Lembro do prédio vazio e imaginava uma academia lá.
Ficava feliz pelo Mauro. Era algo que ele queria muito. Ter uma academia é mais ou menos o sonho dourado de qualquer um que realmente tem paixão por treinamento e atividade física. Mas não seria para mim: eu via a complexidade do projeto e o quanto requeria uma familiaridade com essa área de empreendimento que não teria como eu adquirir. Quando a X-Force começou a ser “gestada” da cabeça do Mauro, foi quando eu comecei a orientar mais profissionalmente minhas atividades em treinamento e nutrição. Passei a escrever mais, a dar consultoria, mas era o máximo em que me enxergava: uma boa consultora.
Eu achava que podia ter idéias boas que ajudariam academias. Formatei produtos pelos quais algumas academias se interessaram.
Obviamente agora esses produtos estão indisponíveis no mercado: seremos os únicos prestadores destes serviços. Vejo as coisas acontecendo com tanta rapidez e acho que ganhei o direito de sonhar mais longe. Podemos inovar, inventar, acrescentar tanta coisa a essa área que tanto tem a oferecer ao mundo.
Mas ainda sinto um pouco como tivesse ganho na mega-sena, ou como se fosse uma espécie de sonho.

Marilia


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