Assembléia Extraordinária da Aliança Nacional da Força (ANF)

 

Aí está a convocação oficial. Temos que fazer desta assembléia uma reunião realmente produtiva e decisiva.

O histórico da ANF é paradoxal: entre as Alianças sul-americanas, foi a primeira a se constituir, a buscar filiação com federações internacionais, a se regularizar legalmente tanto dentro das estruturas governamentais para entidades privadas sem fins lucrativos como dentro do Ministério do Esporte.

Ou seja: ela é 100% organizada e apta a exercer seu papel de Entidade Nacional de Governança Desportiva.

No entanto, tudo se tornou obstáculo em seu percurso: a primeira diretoria debandou. Parte teve problemas pessoais e abandonou. Parte foi aterrorizada por segmentos do esporte com interesses contrários à existência da ANF.

A segunda diretoria, que prometia muito, constituída em Vitória, ES, foi destruída por uma tragédia: a morte precoce do amigo Luiz Henrique Cruz. O trauma que seu falecimento causou deixou a ANF imobilizada por mais de um ano, pois ele era meu grande aliado na construção deste projeto inovador.

Já quase sem “gás”, mas continuando a pagar os encargos, impostos e taxas de filiação internacional, fui procurada por Leonardo Cavaglia para outro grande projeto: a ASUPO, a Alianza Sudamerica Powerlifting.

A ASUPO foi quem forneceu o “novo gás” para que a ANF novamente pudesse deslanchar.

Confesso que estou aflita para fazer logo essa assembléia. A ANF é uma das únicas organizações que eu conheço que é tão limpa quando uma fralda descartável dentro do pacote. Nunca entrou um centavo nela: só saíram muitos dólares do meu bolso. Assim, estando com : 1. impostos em dia; 2. inscrição junto ao ministério do esporte correta; 2. contabilidade cristalina, temos tudo na mão para nos candidatar a quaisquer benefícios governamentais. E é importante, além de ter um sólido plano financeiro.

Por que? Para JAMAIS, NUNCA, EM TEMPO ALGUM dar espaço a benefícios pessoais e enriquecimento, raiz das guerras e brigas a tapa por atleta em campeonato que vemos por aí. Ou vocês acham que o pessoal guerreia para ter mais atleta em campeonato por que motivo? Em tese, todos os atletas lutam contra números. Números estes registrados em tabelas mundiais. Por que motivo brigar tanto para encher um campeonato? POR GRANA.

E é isso que eu não quero na ANF. Precisamos de um lugar limpo, ético e bem regrado para competir e obter marcas válidas e internacionalmente certificadas. Tenha o campeonato 200 atletas ou 20. Não importa. Seu agachamento de 247,5kg tem isso na barra num caso e no outro, igual. E é isso que estará na súmula que será enviada ao WPC ou à GPA.

Deu para todo mundo entender? E aí, danem-se todos os outros grupelhos que precisam da grana do atleta para se financiar – a ideia é não ter nenhum morto de fome na diretoria pela cabeça do qual passe alguma idéia suja com dinheiro.

Fora isso, precisamos de organização e de uma gestão eficiente e companheira. O powerlifting é um esporte amador, todos nós trabalhamos e trabalhamos muitos. Aliás, essa é a idéia: não ter nenhum morto de fome que não trabalha e possa pensar em usar a ANF para benefício próprio, não custa repetir. Se todos trabalhamos, nenhum de nós tem uma quantidade ilimitada de tempo e nem mesmo o horário comercial disponível para cuidar da entidade. Como fazer, então? DIVIDINDO TRABALHO.

Sem isso, não dá. Não dá não apenas para manter a entidade, mas para organizar campeonatos, cursos, clínicas, manter mídias, fazer newsletters – NADA. Somos colegas que gostam do esporte e dão seu tempo VOLUNTÁRIO e GRATUITO para seu benefício.

Por que motivo faríamos isso? Porque somos anjos? Missionários pela paz mundial que achamos que será alcançada via powerlifting? NÃO! Cada um tem seus motivos. Não imponho e nem quero que ninguém partilhe os meus. Mas todos queremos um ambiente correto, sério, regrado, limpo e justo para competir. Também queremos um ambiente socialmente saudável. Ou seja: vamos dar nosso tempo limitadíssimo por algo que vai nos beneficiar. Vai beneficiar um monte de gente também, mas a nós, que estamos nos comprometendo, com certeza.

É importante interiorizar este raciocínio para não acharmos que estamos apenas “nos sacrificando pelo bem comum”. Não: nós precisamos desse ambiente. Então nós vamos construí-lo. Uma entidade de atletas para atletas.

Faz sentido isso para todo mundo?

Espero que sim.

Convocação oficial – baixe aqui

 

 

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