Essa é a segunda vez que assisto esse vídeo. Admito que esse é um momento meio sensível para mim, mas não consigo assistir sem chorar. Se existe uma expressão suprema de Excelência Humana, essa é uma. Não é, como muitos podem pensar, apenas um ato de “superação” ou até de rebeldia contra o envelhecimento. É uma manifestação exuberante do que ouvi vagamente de budistas… e não entendi: envelhecimento não existe, é apenas mais uma das ilusões de nossas pobres mentes limitadas. Existe amadurecimento, que é apenas crescimento. Um dia esse amadurecimento floresce e então… então vem a outra viagem. E sobre essa eu me calo.

 

 

  • Eduardo Rodrigues Vianna, SP

    Olá. Quero comentar esta postagem tão impressionante com uma obra de arte, que será, se você quiser, como um complemento ao admirável conjunto constituído pela figura humana, seus movimentos, os oitenta e seis anos de sua biografia e pelo solo, amigo dos pés e de toda a pele da bailarina (devo chamá-la assim?), o qual também assume, nesse caso, o aspecto sublime. Trata-se de uma coisa sobre a viagem posterior, a respeito da qual estamos obrigados a nos calar. A intérprete é a ucraniana Nataliya Gudziy, em trajes ucranianos, sobrevivente de Chernobyl. A canção, penso poder dizer isto sem receio de me equivocar, está entre as mais belas que ouvidos humanos poderão alguma vez ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=BCfXe_NBQ7I .