Ontem eu fiz iogurte. Eu uso um iogurte comercial legal como inóculo (dessa vez foi esse novo Activia, não sei se presta), fervo um litro de leite e deixo coalhar overnight. Fica bom – muito melhor do que o comercial. Principalmente porque nunca sei como vai sair. Às vezes sai mais consistente, às vezes quase líquido e às vezes uma gosma estranhamente viscosa (gosto dela).

Quando eu estava na faculdade, tinha uma galera que morava no CRUSP que fazia iogurte. Éramos todos biólogos ou quase. A gente fumava muita maconha e comia iogurte. Um dia o casal desse iogurte me mostrou a tigela: “olha que inóculo interessante”. Era uma placa gelatinosa translúcida e esbranquiçada boiando sobre o iogurte. Definitivamente, não era um iogurte tradicional.

Ficamos observando um tempo. Consideramos levá-lo para um dos laboratórios de amigos para dar uma olhada. Que bicho seria aquele? Mas logo desencanamos e devoramos o iogurte, na larica de sempre. Éramos todos meio DDA.

Tinha um outro desses “pró-bióticos” que a gente criava que crescia em vinagre, se não me engano. Ou cheirava fortemente vinagre (ácido acético). Sei lá para que servia. Tinha um cara cuja “coisa” ficou tão grande que ocupou toda a banheira dele. Eu decidi que minha mãe não aprovaria e não aceitei o inóculo.

Acho que a gente podia ter tido uma enorme dor-de-barriga uma hora dessas.

 

Marilia