1. Por que as iniciativas de popularização da atividade física envolvem quase sempre a construção de quadras para esportes de bola e não salas de musculação? Não vele responder “porque é mais caro” – não é assim.
2. Tenho uma amiga diabética, não insulina-dependente (ainda). A única alternativa à administração diária de insulina é o aumento da absorção de glicose pela musculatura esquelética. Existem medicamentos que fazem isso. A hipertrofia muscular provocada por treinamento de força faz muito melhor. Ela controlou a diabetes dela muito bem até agora com essa última alternativa. Por vários motivos (trabalho, família, etc.), ela não está treinando tanto quanto precisa. Se ela deixasse de tomar suas pílulas ou cápsulas, todos os amigos interviriam. Por que será que a reação é diferente com a interrupção do tratamento que ela adotou (treinamento)?
3. Uma mulher de quase sessenta anos, membro da minha família, me propôs a questão: “estou envelhecendo e sofrendo perdas corporais muito grandes, não gosto mais da minha imagem”. Eu ouvi. Depois, sugeri que atividade física, particularmente musculação, ajudaria. Nesse momento, entramos no jogo do “yes, but…”: “sim, mas é caro”. Descobri, no jogo, que ela gasta bem mais do que a mensalidade da academia, em psicoterapia. Por que será que a relação entre uma coisa e outra não é óbvia para ela?

Marilia


BodyStuff