Estou reformulando todo o conteúdo dos cursos sobre treinamento para mulheres. Sim, “cursos” no plural. Não há mais como abordar isso sem criar compartimentos quase auto-sustentáveis. O primeiro foi sobre apropriação do corpo, e mereceria um volume por si. O segundo é sobre as fases do desenvolvimento. Me deparo com a controvérsia no campo e diante da obrigação de dar sentido a ela, oferecer uma explicação que oriente quem precisa usar essa informação para tomar decisões relativas a pacientes, alunas e atletas. A pesquisa é precária, a metodologia incompleta e a falta de uma abordagem inter-disciplinar gritante. O pior mesmo, eu acho, é com relação a grávidas. Inexiste um estudo decente sobre força e treinamento de força em gestantes. Quantos anos teremos que administrar o preconceito e mediocridade acadêmica, que só prescrevem “caminhadas leves” a grávidas, diabéticos e idosos? Às vezes me cansa.

 

  • Anônimo

    Esses seus cursos são só para profissionais de educação física? Me interessei.
    Quando grávida, me proibiram a musculação, que depois retomei. Médicos, em geral, não gostam de musculação…

    Raquel

  • Anônimo

    é, vi que não são só para profissionais, ficarei atenta a eles.

    raquel